<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952</id><updated>2011-08-29T08:12:40.913-03:00</updated><category term='popular'/><category term='música'/><category term='mistura'/><category term='cultura'/><category term='brasileira'/><category term='brasil'/><title type='text'>Jorge Matheus</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>54</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-7426661975996259460</id><published>2008-09-18T19:12:00.002-03:00</published><updated>2008-09-18T19:17:02.730-03:00</updated><title type='text'>QUE NEGRO É ESSE NA CULTURA NEGRA?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/SNLTPyCg-tI/AAAAAAAAAB4/cSjDXR14vGY/s1600-h/stuart_halljpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/SNLTPyCg-tI/AAAAAAAAAB4/cSjDXR14vGY/s200/stuart_halljpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247488783923870418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p text align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Stuart Hall&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo com uma pergunta: que tipo de momento é este para se colocar a questão da cultura popular negra? ("Popular culture" teve uma tradução literal, aqui: "cultura popular". A cultura popular, para Hall, é constituída por tradições e práticas culturais populares e pela forma como estas se processam em tensão permanente com a cultura hegemônica. Nesse sentido, ela não se resume à tradição e ao folclore, nem ao que mais se consome ou vende; não se define por seu conteúdo, nem por qualquer espécie de "programa político popular" preexistente. Sua importância reside em ser um terreno de luta pelo poder, de consentimento e resistência populares, abarcando, assim, elementos da cultura de massa, da cultura tradicional e das práticas contemporâneas de produção e consumo culturais.) Esses momentos são sempre conjunturais.  Eles têm sua especificidade histórica; e embora sempre exibam semelhanças e continuidades com outros momentos, eles são o mesmo momento. E a combinação do que é semelhante com o que é diferente define não somente a especificidade do momento, mas também a especificidade da questão e, portanto, as estratégias das políticas culturais com as quais tentamos intervir na cultura popular, bem como a forma e o estilo da teoria e crítica cultural que precisam acompanhar essa combinação. Em seu importante ensaio "The New Cultural Politics of Diference", Cornel West propõe uma genealogia do que é este momento, uma genealogia do presente que considero brilhantemente sucinta e esclarecedora. Sua genealogia acompanha, até certo ponto, posições que tentei esboçar em um artigo de relativa notoriedade e, além disso, insere de maneira útil esse momento no contexto americano, relacionando-o também às tradições filosóficas cognitivas e intelectuais com as quais ele dialoga.&lt;br /&gt;Segundo West, o momento, este momento, possui três grandes eixos. O primeiro é o deslocamento dos modelos europeus de alta cultura, da Europa enquanto sujeito universal da cultura, e da própria cultura, em sua antiga leitura arnoldiana, como o último refúgio de... quase disse, de velhacos, mas não vou dizer de quem. Pelo menos sabemos a quem essa leitura resistia - a cultura contra os bárbaros, contra a ralé que tentava forçar os portões, enquanto a prosa eterna da anarquia fluía da pena de Arnold. O segundo eixo é o surgmento dos EUA como potência mundial e, consequentemente, como centro de produção e circulação global de cultura. Esse surgimento é simultaneamente um deslocamento e uma mudança hegemônica na definição de cultura - um movimento que vai da alta cultura à cultura popular americana majoritária e suas formas de cultura de massa, mediadas pela imagem e formas tecnológicas. O terceiro eixo é a descolonização do Terceiro Mundo, marcado culturalmente pela emergência das sensibilidades descolonizadas. Eu entendo a descolonização do Terceiro Mundo no sentido de Frantz Fanon: incluo aí o impacto dos direitos civis e as lutas negras pela descolonização das mentes dos povos da diaáspora negra.&lt;br /&gt;Gostaria de acrescentar algumas qualificações a esse quadro geral, detalhes que, a meu ver, tornam o momento presente um momento peculiar para se propor a questão da cultura popular negra. Primeiro, quero lembrar as ambigüidades daquele deslocamento da Europa para a América, uma vez que ele inclui a relação ambivalente dos EUA com a alta cultura européia e a ambigüidade da relação dos EUA com suas próprias hierarquias étnicas internas, Até há pouco, a Europa Ocidental não tinha qualquer tipo de etnicidade. Ou não reconhecia que tivesse. Os EUA sempre tiveram uma série de etnicidades e, conseqüentemente, a construção de hierarquias étnicas sempre definiu suas políticas culturais. E, evidentemente, dentro desse deslocamento, silenciado e sem reconhecimento, estava a própria cultura popular americana, que desde sempre conteve, silenciadas ou não, as tradições vernáculas da cultura popular negra americana. Talvez seja difícil lembrar que, quando vista de fora dos EUA, a cultura de massa americana sempre envolveu certas tradições que só podem ser atribuídas às tradições da cultura popular negra vernácula.&lt;br /&gt;A segunda qualificação diz respeito à natureza do período de globalização cultural atualmente em processo. Não gosto do termo "pós-moderno global", um significante tão vazio e deslizante que pode ser entendido como qualquer coisa. Os negros estão colocados numa relação tão ambígua com o pós-modernismo quanto estavam com o alto modernismo: mesmo quando despojado de sua procedência no marxismo desencantado ou na intelectualidade francesa e reduzido a um status mais modesto e decritivo, o pós-modernismo continua a desenvolver-se de forma extremamente desigual,  como um fenômeno em que os antigos centro-periferias da alta modernidade reaparecem consistentemente. Os únicos lugares que podem experimentar genuinamente a culinária étnica pós-moderna são Manhattan e Londres, não Calcutá, e mesmo assim é impossível rejeitar inteiramente o "pós-moderno global", na medida em que ele registra certas mudanças estilísticas no que eu chamava de dominante cultural. Mesmo que o pós-modernismo não seja uma nova era cultural, mas somente o modernismo nas ruas, isso, em si, representa uma importante mudança no terreno da cultura rumo ao popular - rumo a práticas populares, práticas cotidianas, narrativas locais, descentramento de antigas hierarquias e de grandes narrativas. Esse descentramento ou deslocamento abre caminho para novos espaços de contestação, e causa uma importantíssima mudança na alta cultura das relações culturais populares, apresentando-se, dessa forma, como uma importante oportunidade estratégica para a intervenção no campo da cultura popular.&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, devemos ter em mente a profunda e ambivalente fascinação do pós-modernismo pelas diferenças sexuais, raciais, culturais e, sobretudo, étnicas. Em total oposição à cegueira e hostilidade que a alta cultura européia demonstrava, de modo geral, pela diferença étnica - sua incapacidade até de falar em etnicidade quando esta inscrevia seus efeitos de forma tão evidente -, não há nada que o pós-modernismo global mais adore do que um certo tipo de diferença: um toque de etnicidade, um "sabor" do exótico e, como dizemos em inglês, a bit of the other (expressão que no Reino Unido possui não só uma conotação étnica, como também sexual). Em seu ensaio "Modernismo, pós-modernismo e o problema do visual na cultura afro-americana", Michele Wallace acertou ao indagar se esse reaparecimento de uma proliferação da diferença, de um certo tipo de ascensão do pós-moderno global, não seria uma repetição daquele jogo de "esconde-esconde" - que o modernismo jogou com o primitivismo no passado - e ao indagar se esse jogo não estaria sendo novamente realizado às custas do vasto silenciamento acerca da fascinação ocidental pelos corpos de homens e mulheres negros e de outras etnias. Devemos indagar sobre esse silêncio contínuo no terreno movediço do pós-modernismo e questionar se as formas de autorização do olhar a que esta proliferação de diferença convida e permite, ao mesmo tempo em que rejeita, não seriam, realmente, junto com a Benetton e a miscelânia de modelos masculinos da revista The Face, um tipo de diferença que não faz diferença alguma.&lt;br /&gt;Hal Foster escreve: "O primitivo é um problema moderno, uma crise na identidade cultural", daí a construção modernista do primitivismo, o reconhecimento fetichista e a rejeição da diferença do primitivo. Mas essa resolução é somente uma repressão; o primitivo, detido no interior de nosso inconsciente político, retorna como um estranho familiar, no momento de seu aparente eclipse político. Essa ruptura do primitivismo, administrada pelo modernismo, torna-se um outro evento pós-moderno. Essa administração é certamente evidente na diferença que pode não produzir diferença alguma e que marca o surgimento ambíguo da etnicidade no âmago do pós-moderno global. Mas não pode ser só isso, pois não podemos esquecer como a vida cultural sobretudo no Ocidente e também em outras partes, tem sido transformada em nossa época pelas vozes das margens.&lt;br /&gt;Dentro da cultura, a marginalidade, embora permaneça periférica em relação ao mainstream, nunca foi um espaço tão produtivo quanto é agora, e isso não é simplesmente uma abertura, dentro dos espaços dominantes, à ocupação dos de fora. É também o resultado de políticas culturais da diferença, de lutas em torno da diferença, da produção de novas identidades e do aparecimento de novos sujeitos no cenário político e cultural. Isso vale não somente para a raça, mas também para outras etnicidades marginalizadas, assim como o feminismo e as políticas sexuais no movimento de gays e lésbicas, como resultado de um novo tipo de política cultural. Não quero sugerir, é óbvio, que podemos contrapor à eterna história de nossa própria marginalização uma sensação confortável de vitórias alcançadas - estou cansado dessas duas contranarrativas . Permanecer dentro delas é cair na armadilha da eterna divisão ou/ou, ou vitória total ou total cooptação, o que quase nunca acontece na política cultural, mas com o que os críticos culturais se reconfortam.&lt;br /&gt;Estamos falando de uma luta pela hegemonia cultural que hoje é travada tanto na cultura popular quanto em outro lugar. a distinção entre erudito e popular é precisamente o que o pós-moderno global está deslocando. A hegemonia cultural nunca é uma questão de vitória ou dominação pura (não é isso que o termo significa); nunca é um jogo cultural de perde-ganha; sempre tem a ver com a mudança no equilíbrio de poder nas relações da cultura; trata-se sempre de mudar as disposições e configurações do poder cultural e não se retirar dele. Existe uma atitude do tipo "nada muda, o sistema sempre vence", que eu leio como a um invólucro protetor cínico, que, lamento dizer, críticos culturais norte-americanos frequentemente utilizam. Um invólucro que, algumas vezes, os impede de desenvolver estratégias culturais que façam diferença. É como se, para se protegerem de uma derrota eventual, precisassem fingir que tudo lhes é transparente e igual ao que sempre foi.&lt;br /&gt;Já as estratégias culturais capazes de fazer diferença são o que me interessa - aquelas capazes de efetuar diferenças e de deslocar as disposições do poder. Reconheço que os espaços "conquistados " para a diferença são poucos e dispersos, e cuidadosamente policiados e regulados. Acredito que sejam limitados. Sei que eles são absurdamente subfinanciados , que existe sempre um preço de cooptação a ser pago quando o lado cortante da diferença e da transgressão perde o fio na espetacularização. Eu sei que o que substitui a invisibilidade é uma espécie de visibilidade cuidadosamente regulada e segregada. Mas simplesmente menosprezá-la, chamando-a de "o mesmo", não adianta. Depreciá-la desse modo reflete meramente o modelo específico das políticas culturais ao qual continuamos atados, precisamente o jogo da inversão - nosso modelo substituindo o modelo deles, nossas identidades em lugar das suas - a que Antonio Gramsci chamava de cultura como "guerra de manobra" de uma vez por todas, quando, de fato, o único jogo corrente que vale a pena jogar é o das "guerras de posição" culturais.&lt;br /&gt;Para que não pensem, parafraseando Gramsci, que meu otimismo da vontade agora já superou completamente o meu pessimismo do intelecto, deixem-me acrescentar um quarto elemento que comente o atual momento. Se o pós-moderno global representa uma abertura ambígua para a diferença e para as margens  e faz com que um certo tipo de descentramento da narrativa ocidental se torne provável, ele é acompanhado por uma reação que vem do âmago das políticas culturais: a resistência agressiva à diferença; a tentativa de restaurar o cânone da civilização ocidental; o ataque direto e indireto ao multiculturalismo; o retorno às grandes narrativas da história, da língua e da literatura (os três grandes pilares de sustentação da identidade e da cultura nacionais); a defesa  do absolutismo étnico, de um racismo cultural que marcou as eras Thatcher e Reagan; e as novas xenofobias que estão prestes a subjugar a Europa. A última coisa a fazer é ler-me como se eu estivesse dizendo que a dialética cultural acabou. Parte do problema é que temos esquecido que tipo de espaço é o da cultura popular. E a cultura popular negra não está isenta dessa dialética, que é histórica e não uma questão de má-fé. Portanto, é necessário desconstruir o popular de uma vez por todas.  Não há como retornar a uma visão ingênua do que ele consiste.&lt;br /&gt;A cultura popular carrega essa ressonância afirmativa por causa do peso da palavra "popular". E, em certo sentido, a cultura popular tem sempre sua base em experiências, prazeres, memórias e tradições do povo. Ela tem ligações com as esperanças e aspirações locais, tragédias e cenários locais que são práticas e  experiências cotidianas de pessoas comuns. Daí, ela se liga àquilo que Bakhtin chama de  "vulgar" - o popular, o informal, o lado inferior, o grotesco - eis porque sempre foi contraposta à alta cultura ou cultura de elite e é, portanto, um local de tradições alternativas, sendo esse o motivo pelo qual a tradição dominante sempre suspeitou profundamente a seu respeito, e com razão.  Desconfia-se de que essa tradição  pode ser superada pelo que Bakhtin chama de "carnavalesco". Este mapeamento fundamental da cultura entre o alto e o baixo foi dividido em quatro domínios simbólicos por Peter Sallybrass e Allon White em seu importante livro The Politics and Poetics of Transgression [A política e a poética da transgressão]. Eles falam sobre o mapeamento do alto e baixo em formas psíquicas, no corpo humano, no espaço e na ordem social e discutem a distinção alto/baixo enquanto base fundamental para o mecanismo de ordenamento e de produção de sentido na cultura européia e em outras, apesar do fato de o conteúdo alto e baixo sofrer mudanças de um momento histórico a outro.&lt;br /&gt;A questão importante é o ordenamento das diferentes morais estéticas, das estéticas sociais, os ordenamentos culturais que abrem a cultura para o jogo do poder, e não um inventário do que é alto versus o que é baixo em um momento específico. É por isso que Gramsci deu à questão que chamou de "nacional-popular" tamanha importância estratégica, pois entendeu que é no terreno do senso comum que a hegemonia cultural é produzida, perdida e se torna objeto de lutas. O papel do "popular" na cultura popular é o de fixar a autenticidade das formas populares, enraizando-as nas experiências das comunidades populares das quais elas retiram o seu vigor e nos permitindo vê-las como expressão de uma vida social subalterna específica, que resiste a ser constantemente reformulada enquanto baixa e periférica. Entretanto, como a cultura popular tem se tornado historicamente a forma dominante da cultura global, ela é, então, simultaneamente, a cena, por excelência, da mercantilização, das indústrias onde a cultura penetra diretamente nos circuitos de uma tecnologia dominante - os circuitos do poder e do capital. Ela é o espaço de homogeneização em que os estereótipos e as fórmulas processam sem compaixão o material e as experiências que ela traz dentro da sua rede, espaço em que o controle sobre narrativas e representações passa para as mãos das burocracias culturais estabelecidas às vezes até sem resistência. Ela está enraizada na experiência popular e, ao mesmo tempo, disponível para expropriação. Quero defender a idéia de que isso é necessário e inevitável e vale também para a cultura popular negra, que, como todas as culturas populares do mundo moderno, está destinada a ser contraditória, o que ocorre não porque não tenhamos travado a batalha cultural suficientemente bem.&lt;br /&gt;Por definição, a cultura popular negra é um espaço contraditório. É um local de contestação estratégica. Mas ela nunca pode ser simplificada ou explicada nos termos das simples oposições binárias habitualmente usadas para mapeá-la: alto ou baixo, resistência versus cooptação, autêntico versus inautêntico, experiencial versus formal, oposição versus homogeneização. Sempre existem posições a serem conquistadas na cultura popular, mas nenhuma luta consegue capturar a própria cultura popular para o nosso lado ou o deles. Por que isso acontece? Que conseqüência isso traz para as estratégias de intervenção nas políticas culturais? Como isso muda as bases de uma crítica cultural negra?&lt;br /&gt;Não importa o quão deformadas, cooptadas e inautênticas sejam as formas como os negros e as tradições e comunidades negras pareçam ou sejam representadas na cultura popular, nós continuamos a ver nessas figuras e repertórios, aos quais a cultura popular recorre, as experiências que estão por trás delas. Em sua expressividade, sua musicalidade, sua oralidade e na sua rica, profunda e variada atenção à fala; em suas inflexões vernaculares e locais; em sua rica produção de contranarrativas; e, sobretudo em seu uso metafórico do vocabulário musical, a cultura popular negra tem permitido trazer à tona, até nas modalidades mistas e contraditórias da cultura popular mainstream, elementos de um discurso que é diferente - outras formas de vida, outras tradições de representação.&lt;br /&gt;Não pretendo repetir o trabalho daqueles que consagraram suas vidas de estudo, crítica e criação à identificação das particularidades dessas tradições diaspóricas, à pesquisa de suas modalidades, as experiências históricas e as memórias que codificam. Vou fazer três comentários incompletos que não darão conta dessas tradições, já que elas são pertinentes ao argumento que quero desenvolver. Primeiro, peço que observem como, dentro do repertório negro, o estilo - que os críticos culturais da corrente dominante muitas vezes acreditam ser uma simples casca, uma embalagem, o revestimento de açúcar na pílula - se tornou em si matéria do acontecimento. Segundo, percebam como, deslocado de um mundo logocêntrico - onde o domínio direto das modalidades culturais significou o domínio da escrita e, daí, a crítica da escrita (crítica logocêntrica) e a desconstrução da escrita - , o povo da diáspora negra tem, em oposição a tudo isso, encontrado a forma profunda, a estrutura profunda de sua vida cultural na música. Terceiro, pensem em como essas culturas têm usado o corpo como se ele fosse, e muitas vezes foi, o único capital cultural que tínhamos. Temos trabalhado em nós mesmos como em telas de representação.&lt;br /&gt;Existem aqui questões profundas de transmissão e herança cultural, de relações complexas entre as origens africanas e as dispersões irreverssíveis da diáspora; questões que não vou aprofundar aqui. Mas acredito que esses repertórios da cultura popular negra - uma vez que fomos excluídos da corrente cultural dominante - eram frequentemente os únicos espaços performáticos que nos restavam e que foram sobredeterminados de duas formas: parcialmente por suas heranças, e também determinados criticamente pelas condições diaspóricas nas quais as conexões foram forjadas. A apropriação, cooptação e rearticulação seletivas de ideologias, culturas e instituições européias, junto a um patrimõnio africano - cito novamente Cornel West -, conduziram a inovações lingüísticas na estilização retórica do corpo, a formas de ocupar um espaço social alheio, a expressões potencializadas, a estilos de cabelo, a posturas, gingados e maneiras de falar, bem como a meios de constituir e sustentar o companheirismo e a comunidade.&lt;br /&gt;A questão subjacente de sobredeterminação - repertórios culturais negros constituídos simultaneamente a partir de duas direções - é talvez mais subversivo do que se pensa. Significa insistir na cultura popular negra, estritamente falando, em termos etnográficos, não existem formas puras. Todas essas formas são sempre o produto de sincronizações parciais, de enganjamentos que atravessam fronteiras culturais, de confluências de mais de uma tradição cultural, de negociações entre posições dominantes e subalternas, de estratégias subterrâneas de recodificação e transcodificação, de significação crítica e do ato de significar a partir de materiais preexistentes. Essas formas são sempre impuras, até certo ponto hibridizadas a partir de uma base vernácula. Assim, elas devem ser sempre ouvidas não simplesmente como recuperação de um diálogo perdido que carrega indicações para a produção de novas músicas (porque não volta para o antigo de um modo simples), mas como o que elas são - adaptações conformadas aos espaços mistos, contraditórios e híbridos da cultura popular. Elas não são a recuperação de algo puro pelo qual, finalmente, podemos nos orientar. Somos obrigados a reconhecer que elas são o que o moderno é, naquilo que Kobena Mercer chama a necessidade de uma estética diaspórica.&lt;br /&gt;Essa marca da diferença dentro das formas da cultura popular - que são, por definição, contraditórias e, portanto, aparecem como impuras e ameaçadas pela cooptação ou exclusão - é carregada pelo significante "negro" na expressão "cultura popular negra". Ela chegou a significar a comunidade negra onde se guardam as tradições e cujas lutas sobrevivem na persistência da experiência negra ( a experiência histórica do povo negro na diáspora), da estética negra (os repertórios culturais próprios a partir dos quais foram produzidos as representações populares) e das contranarrativas negras que lutamos para expressar. Aqui a cultura popular negra retorna ao terreno que defini anteriormente. A "boa" cultura popular passa no teste de autenticidade, que é a referência à experiência negra e à expressividade negra. Estas servem como garantias na determinação de qual cultura popular negra é a certa, qual é nossa e qual não é.&lt;br /&gt;Tenho a impressão de que, historicamente, nada poderia ter sido feito para intervir no campo dominado da cultura popular mainstream, para tentar conquistar algum espaço lá, sem o uso de estratégias através das quais aquelas dimensões fossem condensadas no significante "negro". Onde estaríamos, conforme bell hooks comentou certa vez, sem um toque de essencialismo ou sem o que Gayatri Spivak chama de essencialismo estratégico, um momento necessário ? A questão é se ainda estamos nesse momento, se esse constitui ainda uma base suficiente para as estratégias das novas intervenções. Vou tentar esquematizar o que me parecem ser as fraquezas desse momento essencializante e as estratégias criativas e críticas que dele decorrem.&lt;br /&gt;Esse momento essencializa as diferenças em vários sentidos. Ele enxerga a diferença como "as tradições deles versus as nossas" - não de uma forma posicional, mas mutuamente excludente, autônoma e auto-suficiente - e é, consequentemente, incapaz de compreender as estratégias dialógicas e as formas híbridas essenciais à estética diaspórica. Um movimento para além desse essencialismo não se constitui em estratégia crítica ou estética sem uma política cultural, sem uma marcação da diferença. Não é simplesmente a rearticulação e a reapropriação como um fim em si mesmo. O que esse movimento burla é a essencialização da diferença dentro das duas oposições mútuas ou/ou. O que ele faz é deslocar-nos para um novo tipo de posição cultural, uma lógica diferente da diferença, para resumir o que Paul Gilroy tão vividamente pautou na agenda política e cultural da política negra do Reino Unido: os negros da diáspora britânica devem, neste momento histórico, recusar o binário negro ou britânico. Eles devem recusar porque o "ou" permanece o local de contestação constante, quando o propósito da luta deve ser, ao contrário, substituir o "ou" pela potencialidade e pela possibilidade de um "e", o que significa a lógica do acoplamento, em lugar da lógica da oposição binária. Você pode ser negro e britânico, negra e britânica não somente porque esta é uma posição necessária nos anos 90, mas porque mesmo esses dois termos, unidos agora pela conjunção "e", contrariamente à oposição de um ao outro, não esgotam todas as nossas identidades. Somente algumas delas estão, às vezes, envolvidas nessa luta específica.&lt;br /&gt;O momento essencializante é fraco porque naturaliza e des-historiciza a diferença, confunde o que é histórico e cultural com o que é natural, biológico e genético. No momento em que o significante "negro" é arrancado de seu encaixe histórico, cultural e político, e é alojado em uma categoria racial biologicamente  constituída, valorizamos, pela inversão a própria base do racismo que estamos tentando desconstruir. Além disso, como sempre acontece quando naturalizamos  categorias históricas (pensem em gênero e sexualidade), fixamos esse significante fora da história, da mudança e da intervenção políticas. E uma vez que ele é fixado, somos tentados a usar "negro" como algo suficiente em si mesmo, para garantir o caráter progressista da política pela qual  lutamos sob essa bandeira - como se não tivéssemos nenhuma outra política para discutir, exceto a de que algo é negro ou não é. Somos tentados, ainda, a exibir esse significante como um dispositivo que pode purificar o impuro e enquadrar irmãos e irmãs desgarrados, que estão desviando-se do que deveriam estar fazendo, e policiar as fronteiras - que, claro, são fronteiras políticas, simbólicas e posicionais - como se elas fossem genéticas. É como se pudéssemos traduzir a natureza em política, usando uma categoria racial para sancionar as políticas de um texto cultural e como medida de desvio&lt;br /&gt;Além do mais, tendemos a privilegiar a experiência enquanto tal como se a vida negra fosse uma experiência vivida fora da representação. Só precisamos, parece, expressar o que já sabemos que somos. Em vez disso, é somente pelo modo no qual representamos e imaginamos a nós mesmos que chegamos a saber como nos constituímos e quem somos. Não há como escapar de políticas de representação, e não podemos lidar com a idéia de "como a vida é realmente lá fora" como uma espécie de teste para medir o acerto ou erro político de uma dada estratégia ou texto cultural. E não será surpresa para vocês que eu considere que "negro" não é, na realidade, nenhuma dessas coisas. Não é uma categoria de essência. Portanto, essa maneira de compreender o significante flutuante na cultura popular negra é hoje, conseqüentemente, insatisfatória.&lt;br /&gt;Existe, é claro, um conjunto de experiências negras historicamente distintas que contribuem para os repertórios alternativos que mencionei anteriormente. Mas é para a diversidade e não para a homogeneidade da experiência negra que devemos dirigir integralmente a nossa atenção criativa agora. Não é somente para apreciar as diferenças históricas e experienciais dentro de, e entre, comunidades, regiões, campo e cidade, nas culturas nacionais e entre as diásporas, mas também reconhecer outros tipos de diferença que localizam, situam e posicionam o povo negro. A questão não é simplesmente que, visto que nossas diferenças raciais não nos constituem inteiramente, somos sempre diferentes e estamos sempre negociando diferentes tipos de diferenças - de gênero, sexualidade, classe. Trata-se também do fato de que esses antagonismos se recusam a ser alinhados; simplesmente não se reduzem um ao outro, se recusam a se aglutinar em torno de um eixo único de diferenciação. Estamos constantemente em negociação, não com um único conjunto de oposições que nos situe sempre na mesma relação com os outros, mas com uma série de posições diferentes. Cada uma delas tem para nós o seu ponto de profunda identificação subjetiva. Essa é a questão mais difícil da proliferação no campo das identidades e antagonismos: elas freqüentemente se deslocam entre si.&lt;br /&gt;Assim, colocado de maneira direta, certas formas pelas quais os homens negros continuam a viver suas contra-identidades enquanto masculinidades negras e representam fantasias de masculinidades negras nos teatros da cultura popular são, quando vistas a partir de outros eixos de diferença, as mesmas identidades masculinas que são opressivas para as mulheres e que reivindicam visibilidade para a sua dureza às custas da vulnerabilidade das mulheres negras e da feminização dos homosexuais negros. O modo como políticas transgressoras são, em um domínio, constantemente suturadas e estabilizadas pelas políticas reacionárias ou não examinadas em outro domínio só pode ser explicado por este contínuo deslocamento-cruzado de uma identidade por outra, de uma estrutura por outra. Etinicidades dominantes são sempre sustentadas por uma economia sexual específica, uma figuração específica de masculinidade, uma identidade específica de classe. Não existe garantia, quando procuramos uma identidade racial essencializada da qual pensamos estar seguros, de que esta sempre será mutuamente libertadora e progressista em todas as outras dimensões. Entretanto, existe sim uma política pela qual vale lutar. Mas a invocação de uma experiência negra garantida por trás dela não produzirá essa política. De fato não é nada surpreendente a pluralidade de antagonismos e diferenças que hoje procuram destruir a unidade política negra, dadas as complexidades das estruturas de subordinação que moldaram a forma como nós fomos inseridos na diáspora negra.&lt;br /&gt;Estes são os pensamentos que me impulsionaram a falar, em um momento de espontaneidade, do fim da inocência do sujeito negro ou do fim da noção ingênua de um sujeito negro essencial. Quero simplesmente concluir lembrando a vocês que esse fim é também um começo. Como Isaac Julien disse, em uma entrevista com bell hooks, sobre o seu novo filme Young Soul Rebels, a respeito da tentativa, em seu próprio trabalho, de retratar  uma série de corpos raciais diferentes, para constituir uma gama de diferentes subjetividades negras e de se engajar com as posições de uma série de diferentes tipos de masculinidades negras:&lt;br /&gt;A negritude enquanto signo nunca é suficiente. O que aquele negro faz, como ele age, como pensa politicamente... o ser negro realmente não me basta: eu quero conhecer as suas políticas culturais.&lt;br /&gt;Quero finalizar com dois pensamentos que nos levam de volta ao sujeito da cultura popular. O primeiro é lembrá-los de que essa cultura popular, mercantilizada e estereotipada como é frequentemente, não constitui, como às vezes pensamos, a arena onde descobrimos quem realmente somos, a mente mítica. É um teatro de desejos populares, um teatro de fantasias populares. É onde descobrimos e brincamos com as identificações de nós mesmos, onde somos imaginados, representados, não somente para o público lá fora, que não entende a mensagem, mas também para nós mesmos pela primeira vez. Como disse Freud, o sexo (e a representação) acontecem pricipalmente na cabeça. Em segundo lugar, embora o terreno do popular pareça ser construído com binarismos simples, ele não é. Eu lembrei a vocês sobre a importância da estruturação do espaço cultural em termos de alto e baixo, e a ameaça do carnavalesco bakhtiniano. Acho que Bakhtin tem sido profundamente mal interpretado. O carnavalesco não é simplesmente a inversão de duas coisas que continuam presas aos seus arcabouços  contrários; é também atravessado pelo que Bakhtin chama dialógico.&lt;br /&gt;Encerro com uma descrição do que está envolvido no entendimento da cultura popular, numa forma dialógica em vez de estritamente de oposição, extraído de A política e a poética da transgressão, de Stallybrass e White:&lt;br /&gt;Um padrão recorrente emerge: o "de cima" tenta rejeitar e eliminar o "de baixo" por razões de prestígio e status e acaba descobrindo que não só está, de algum modo, freqüentemente dependente desse baixo-Outro (...) mas também que o de cima inclui simbolicamente o de baixo como constituinte primário erotizado de sua própria vida de fantasia. O resultado é uma fusão móvel e conflitiva de poder, medo e desejo na construção da subjetividade: uma dependência psicológica de precisamente aqueles outros que estão sendo rigorosamente impedidos e excluídos no nível da vida social. É por essa razão que o que é socialmente periférico é amiúde simbolicamente  central...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[HALL, S. What is this "Black" in Black Popular Culture? In: WALLACE, Michele (Org.). Black Popular Culture. 2. ed. New York: The New Press, 1998. (1. ed.: Seattle: Bay Press, 1992). Tradução de Sayonara Amaral.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-7426661975996259460?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/7426661975996259460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=7426661975996259460' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/7426661975996259460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/7426661975996259460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2008/09/que-negro-esse-na-cultura-negra.html' title='QUE NEGRO É ESSE NA CULTURA NEGRA?'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/SNLTPyCg-tI/AAAAAAAAAB4/cSjDXR14vGY/s72-c/stuart_halljpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-5594949036453924587</id><published>2008-09-13T18:12:00.003-03:00</published><updated>2008-09-13T18:23:40.343-03:00</updated><title type='text'>Especial Abolição 120 anos</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;CARTA DO EDITOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, o tempo parece ser um caprichoso inventor de disfarces. Eles vão desenhando as épocas em tons suaves e com certa brandura.&lt;br /&gt;Cento e vinte anos depois do evento mais importante da História do Brasil, assinalado pela abolição da escravidão em 1888, é preciso entender sem retoques o que aconteceu. É uma tarefa dolorosa, mas inevitável.&lt;br /&gt;A Revista de História da Biblioteca Nacional preparou um Especial sobre o tema, mobilizando diversos historiadores para nos ajudar a alcançar as origens desse processo que não terminou.&lt;br /&gt;Longe das ilusões que foram se depositando ao longo dos anos, eles revisitam, em painéis acelerados, o drama marcante de uma época que assistiu ao fim de séculos de trabalho compulsório, degradante e cruel, mas economicamente confortável para certas elites. Os artigos interrogam personagens que souberam perceber a dimensão do que se passava, examinam situações estruturais, como a formação educativa, a cultura e as condições de produção, e evocam a disputa pelo imaginário abolicionista, Acima de tudo, os grandes atores desse processo são colocados em primeiro plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABOLIÇÃO EM OITO TEMPOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto é curto e direto: “É declarada extinta desde a data desta Lei a escravidão no Brasil. Revogam-se as disposições em contrário”. Duas frases que mudariam o nosso futuro. Com o fim do cativeiro, o país entraria em uma nova fase, próspera e igualitária. Festa, júbilo, comoção coletiva nas ruas.&lt;br /&gt;Cento e vinte anos depois, a promessa sugerida naquele pedaço de papel soa envelhecida como o próprio. Em que ponto do caminho as coisas deram errado?&lt;br /&gt;Provavelmente, antes mesmo daquele 13 de maio de 1888. Para voltar no tempo e tentar entender o modo como a Abolição foi concebida e se desdobrou, convidamos oito estudiosos a refletir sobre diferentes aspectos daquele momento histórico.&lt;br /&gt;O resultado revela o “jeitinho brasileiro” de acabar com a escravidão. Do ponto de vista religioso, nos separamos do destino norte-americano. Na esfera política, a autoria do feito foi disputada por republicanos e monarquistas. A princesa Isabel virou santa, a reforma agrária foi engavetada e o papel dos próprios negros, ignorado. Para completar, um vôo até a África de hoje, onde a escravidão persiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciano Figueiredo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM NOME DE DEUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi muito diferente o papel exercido pela religião e pelas igrejas nos movimentos abolicionistas dos Estados Unidos e do Brasil.&lt;br /&gt;O mais forte componente dos abolicionismos britânico e americano foi justamente a convicção religiosa. Os quakers foram pioneiros na luta contra a escravidão na Grã-Bretanha. Esse grupo religioso puritano, conhecido como Sociedade dos Amigos, engajou-se na luta desde o final do século XVII. Apesar de não haver condenação da escravidão na Bíblia, eles decidiram que sua prática era incompatível com o princípio da igualdade de todos os homens perante Deus. Aliados a outros religiosos, organizaram-se em sociedades abolicionistas, mobilizaram a opinião pública e pressionaram o Parlamento para aprovar medidas contra a escravidão. Em 1807, esses militantes conseguiram sua primeira grande vitória quando o Parlamento decretou o fim do tráfico de escravos.&lt;br /&gt;A atuação dos quakers estendeu-se aos Estados Unidos, onde a luta foi muito mais dura, pois lá a escravidão estava dentro do país. Mesmo assim, na década de 1830 já fucionavam várias sociedades  abolicionistas, todas movidas por valores puritanos e organizadas por quakers, metodistas e batistas. A mais importante foi a American Anti-Slavery Society, criada em 1833.&lt;br /&gt;No Brasil, nem o pensamento abolicionista se baseou na religião, nem a Igreja Católica se empenhou na causa. Pelo contrário, padres e ordens religiosas eram coniventes e cúmplices da escravidão. A Bíblia, argumentava-se, não proibia a escravidão e, afinal, o que importava era a liberdade da alma livre do pecado, e não a liberdade civil. Além disso, padres eram empregados do Estado, cujos interesses tinham dificuldades em contrariar. Nosso abolicionismo baseou-se antes em razões políticas e humanistas.&lt;br /&gt;Esse contraste ajuda a entender por que, nos Estados Unidos, a abolição foi seguida de forte ação em favor dos ex-escravos, sobretudo nos campos da educação, dos direitos políticos e do acesso à propriedade da terra. Entre nós, nada foi feito, nem pelo Estado, nem pela Igreja, nem pelos particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Murilo de Carvalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENSIBILIDADE INGLESA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se trata de avaliar os motivos da pressão inglesa pelo fim do tráfico atlântico de escravos, paira nos bancos escolares do ensino médio o estigma do “Ocidentalismo” - crença que reduz a civilização ocidental a uma massa de parasitas sem alma, decadentes, ambiciosos, desenraizados, descrentes e insensíveis.&lt;br /&gt;Não podem ser levadas a sério teses que vinculam a ação britânica a imaginárias crises econômicas do cativeiro do Caribe na passagem do século XVIII para o seguinte. O tráfico seguia lucrativo e não passava pela cabeça de nenhum líder inglês sério que a demanda americana por bens britânicos pudesse aumentar com o fim da escravidão. Mas tudo isso continua a ser ensinado aos nossos filhos e netos.&lt;br /&gt;O abolicionismo britânico tinha natureza cultural e política. Na vanguarda do movimento estavam ativistas que não abriam mão da crença na unidade do gênero humano, com destaque para os quakers, que rejeitavam o uso da violência com o mesmo empenho com que recusavam qualquer sacramento ou hierarquia eclesiástica.&lt;br /&gt;Tratando-se de convencer por meio da palavra e de petições antiescravistas, ajudava contar com uma sólida tradição parlamentar, desfrutar de liberdade de imprensa e circular pela eficiente rede inglesa de comunicações. Mas o pulo do gato do mais ambicioso projeto de persuasão política surgido no Ocidente antes do advento do marketing moderno foi insistir no sofrimento do africano como metáfora do arbítrio vivido pelo inglês comum – o único meio de escamotear o fator racial que os apartava.&lt;br /&gt;O rapto de cidadãos reproduzia as tripulações da mais poderosa Marinha do mundo – dezenas de milhares de homens foram capturados por grandes armadas do serviço naval durante as guerras napoleônicas. Do mesmo modo, ainda nos planos das sensibilidades, as terríveis condições materiais das primeiras gerações de operários britânicos estabeleciam pontes entre as trajetórias do inglês comum e as dos milhares de escravos capturados na África. Eis o fermento para a abolição do tráfico em 1807, da escravidão na década de 1830 e da legitimação moral dos aprisionamentos feitos pela Royal Navy até a segunda metade do século.&lt;br /&gt;Claro que tudo isso justificou as posteriores conquistas coloniais na África e na Ásia. Mas a aventura abolicionista britânica bem merece uma estátua em cada uma das praças mais importantes das antigas sociedades escravistas das Américas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manolo Florentino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OUÇAM SALUSTIANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1889 um grupo de libertos da região de Vassouras, no Rio de Janeiro, endereçou a Rui Barbosa uma carta na qual exigia instrução pública para os seus filhos. Vivia-se um período delicado; a escrvidão fora extinta  havia pouco tempo e a monarquia estava em colapso. Os signatários da carta se declaravam republicanos e diziam que foram eles, os ex-escravos, e não a família real, os autores da abolição. Esta declaração de protagonismo não agradava a Rui Barbosa (1849-1923) e a outros emancipacionistas mais conservadores, para quem a abolição era um problema nacional que tinha sido resolvido pelos “cidadãos”, os “homens esclarecidos”, categorias que não incluíam escravos e libertos.&lt;br /&gt;Mas nem de longe o fim da escravidão foi algo decidido e encaminhado somente pelos senhores brancos e doutores do Império. Desde que aqui aportaram os primeiros tumbeiros, as autoridades policiais e políticas  eram sobressaltadas por fugas e inssurreições escravas a comprometerem, dia após dia, os negócios, o sossego e a autoridade senhorial.&lt;br /&gt;Na segunda metade do século XIX, a relevância da rebeldia negra para a falência do escravismo ficou ainda mais evidente. A historiografia está repleta de personagens negros que tinham na abolição a sua principal causa, como Luís Gama, José do Patrocínio e Manoel Querino. Houve outros menos famosos, mas também contundentes propagandistas da liberdade negra, como um certo Salustiano.&lt;br /&gt;Ele ficou conhecido na crônica baiana como o orador do povo, graças à veemência com que discursava a favor da abolição e em apoio a José do Patrocínio sempre que se desincumbia dos seus afazeres de sapateiro. A pregação de Salustiano contrariava de tal maneira a ordem vigente que um delegado de Cachoeira, no Recôncavo baiano, chegou a solicitar ao chefe de polícia orientação para fazer “calar o dito preto”.&lt;br /&gt;Ousadia foi a tônica da atuação dos negros que lutaram contra a escravidão, inclusive às vésperas da abolição. Há várias notícias do envolvimento de libertos africanos com sociedades abolicionistas. Muitos acoitavam escravos fugidos, ou seja, os escondiam enquanto advogados faziam correr na justiça ações de liberdade.&lt;br /&gt;A intensidade das revoltas e fugas coletivas foi uma das maiores evidências da crise do escravismo. A movimentação negra foi tão decisiva que um dos argumentos abolicionistas era de que só o fim do cativeiro libertaria o homem branco, visto como refém da resistência dos seus escravos.&lt;br /&gt;Tinham razão os libertos de Vassouras ao reinvindicar a autoria da abolição.&lt;br /&gt;Talvez por terem sido os ex-cativos os legítimos autores da sua liberdade, as comemorações do 13 de maio só existem hoje em comunidades negras, a exemplo dos camdomblés do Recôncavo baiano e dos congados do Sudeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wlamyra R. de Albuquerque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TERRA PROMETIDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversos projetos abolicionistas invadiram a cena política brasileira no último quarto do século XIX. O de André Rebouças foi um dos mais radicais. Talvez por isso tenha acabado derrotado. &lt;br /&gt;Mulato, baiano, filho de um membro proeminente da elite política imperial, Rebouças aclimatou-se desde muito cedo à vida na corte. Formado engenheiro militar aos 22 anos, dedicou-se à modernização de portos e à construção de estradas, para dotar o Brasil de infra-estrutura compatível com a chamada Segunda Revolução Industrial, que mobilizava a imaginação técnica de duas jovens nações emergentes: Estados Unidos e Alemanha. No entanto, frustrou-se em sucessivas iniciativas para a modernização material do país.&lt;br /&gt;Sua vida foi reanimada pelo abolicionismo. Era o primeiro movimento de formação de opinião no Brasil, e a ele o engenheiro e empresário emprestou toda a sua energia. Dedicado a compreender os mecanismos que emperravam o desenvolvimento do país, chegou à conclusão de que vivíamos um bloqueio estrutural para a emergência de indivíduos livres. E que a libertação dos escravos, por si só, não seria suficiente. Entendia a abolição como um primeiro passo, ao qual se seguiria uma necessária eliminação do monopólio da terra, pois a autonomia individual só seria possível com a transformação do ex-escravo em pequeno produtor independente. Era este, para Rebouças, o único caminho de libertação dos homens pobres do campo, pretos ou brancos, ex-escravos ou imigrantes.&lt;br /&gt;Sua convicção resultou em diversas propostas, como a do imposto territorial progressivo. No entanto, como os outros liberais brasileiros de seu tempo, ele temia que uma revolução agrária e popular resultasse em guerra civil. E assim viu cancelado seu projeto de refundação nacional. A partir de meados dos anos 1880, passou a considerar que somente o imperador poderia dirigir o processo de libertação dos escravos e uma eventual reforma agrária. Por isso, quando D. Pedro II é banido, Rebouças conclui que não tem mais o que fazer no Brasil, e opta por exilar-se na ilha da Madeira.&lt;br /&gt;Suicida-se em 1898, convencido de que a civilização brasileira, tal como a da Grécia antiga, se extinguira. Com a diferença de que, por aqui, ela sequer florescera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Alice Rezende de Carvalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SANTA E A DÁDIVA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu caro Barão (De Penedo). Esta feita a abolição! Ninguém podia esperar tão cedo tão grande fato e também nunca um fato nacional foi comemorado tanto entre nós. (...) Isabel ficou como a última acoitadora de escravos que fez do trono um quilombo (...) A monarchia está mais popular do que nunca”. Assim Joaquim Nabuco descreveu os dias de júbilo que se seguiram ao 13 de maio de 1888.&lt;br /&gt;A Lei Áurea era mesmo popular, e conferia nova visibilidade à princesa Isabel e à monarquia. No entanto, politicamente, o Império tinha os seus dias contados, ao perder o apoio dos fazendeiros do Vale do Paraíba. Apesar do clima de euforia reinante, parecia ser o último ato do teatro imperial.&lt;br /&gt;Mas, às vezes, o último também é o primeiro. Em meio a uma sociedade de marcas pessoais e de culto ao personalismo, a abolição foi entendida e absorvida como uma “dádiva”. Um belo presente que merecia, portanto, troco e devolução. Isabel converte-se em a “Redentora” e o ato transforma-se em mérito de “dono único”. Decadente e falida como sistema, a monarquia recuperava força no imaginário ao vincular-se ao ato mais popular do Império. A “realeza política” associava-se a uma “realeza mitificada”, quase mágica, senhora da justiça e da segurança.&lt;br /&gt;Nos jornais e nas imagens de época, Isabel passa a ser retratada como uma santa a redimir os escravos, que aparecem sempre descalços e ajoelhados, como a rezar e a abençoar a padroeira. Já a princesa surge de pé e ereta, contrastada com a posição curvada e humilde dos ex-escravos, que parece manter a sua situação – se não mais real, ao menos simbólica. Aos escravos recém-libertos só restaria a resposta servil e subserviente, reconhecedora do tamanho do “presente” recebido.&lt;br /&gt;Estava inaugurada uma maneira complicada de lidar com a questão dos direitos civis. Sem a compreensão de que a abolição era resultado de um movimento coletivo, permanecíamos atados ao complicado jogo de relações pessoais, suas contraprestações e deveres: chave do personalismo e do próprio clientelismo. Nova versão para uma estrutura antiga, em que as relações privadas se impõem sobre esferas públicas de atuação.&lt;br /&gt;Como se fôssemos avessos a qualquer associação com violência, apenas reproduzimos hierarquias que, de tão assentadas, pareciam legitimadas pela própria natureza. Péssima lição de cidadania: a liberdade combinada com humildade e servidão, distante das noções de livre-arbítrio e de responsabilidade individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lilia Moritz Schwacz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUERRA DAS VERSÕES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a metade do século XIX a monarquia mostrou-se disposta a aprovar projetos abolicionistas. Em meio ao aumento da violência em conflitos entre escravos e senhores, as leis do Ventre Livre (1871) e dos Sexagenários (1885) buscavam manter a grande produção agrícola e preservar a ordem social.&lt;br /&gt;Este processo fez crescer a oposição dos proprietàrios escravocratas, que engrossavam a fileiras republicanas. Ao afastar-se deles, a monarquia se preparava para construir uma nova base de legitimidade, sintonizada com grupos emergentes (como os setores médios urbanos) e com as expectativas gerais da população. Para isso, investiu pesado na propaganda que associava a abolição a uma ação exclusiva da princesa Isabel. Uma espécie de febre monarquista, de natureza cultural e religiosa, foi difundida naquele momento. Valendo-se de concepções de realeza herdadas da África, foi natural para os negros adotar essa idéia de abolição como uma redenção concedida pela monarquia. Ela se espalhou pelos espaços da cultura popular, fortalecida em seu caráter místico e africanizado.&lt;br /&gt;Após a queda da monarquia, a República tentou ligar-se à memória da abolição. Seu principal argumento era a recusa do Exército em capturar os escravos fugidos. Reinvindicava-se, assim, o reconhecimento dos republicanos militares como atores da abolição e redentores da pátria livre. Nos manuais escolares, o ensino da história da abolição exaltava como heróis republicanos Silva Jardim e Deodoro da Fonseca. Nas comemorações oficiais da abolição, o 13 de maio e o 15 de novembro eram apresentados como datas complementares de um mesmo processo de modernização do país, marcos de uma nova era que proporcionou o exercício pleno da cidadania, abrindo as portas do Brasil ao progresso e à civilização. De modo complementar, ligavam o sistema monárquico à escravidão e ao atraso do país, além de silenciar o nome da princesa Isabel no processo de aprovação do projeto convertido em lei.&lt;br /&gt;Mas a estratégia não conquistou os libertos e afro-descendentes. Houve derramamento de sangue e tentativas de resistência após a proclamação da República. O novo regime foi assombrado por fuzilamentos em massa, espancamentos de negros fiéis à sua “Redentora”, prisão e deportação de líderes da Guarda Negra (espécie de milícia organizada para defender a monarquia e a princesa Isabel) e conflitos com ex-escravos que se recusavam a trabalhar para fazendeiros republicanos. Muitos negros, convencidos de que deviam sua liberdade ao trono, tornavam-se mártires pela monarquia. Conseqüentemente, foram esquecidos pela República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert Daibert Júnior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A COR DA CULTURA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1902, o afro-descendente Rodrigues Alves assumia a Presidência da República. No entanto, foi exatamente na gestão desse afro-descendente que o Brasil começou a por em prática, a partir de sua capital, um programa cultural visando europeizar-se de vez. Desde a abolição, a elite se empenhava em construir a nação que sempre pretendeu. Nela, a cultura africana e mesmo a presença negra eram indesejadas. Afinal, não era animador pensar no futuro de um país de “selvagens inferiores” e “negros boçais e degenerados”, nas palavras de um literato como José Veríssimo (1857-1916).&lt;br /&gt;Apesar disso, os descendentes dos antigos escravos buscaram a auto-afirmação e a inclusão social por meio de suas práticas culturais. O tempo que transcorreu da abolição até o recenseamento da população, em 1920, foi, para artistas e intelectuais afro-descendentes, um período de intensa atividade. Escrevendo e atuando em dezenas de montagens teatrais em circos cariocas e pelo Brasil, Benjamin de Oliveira, o “palhaço negro”, cria o teatro popular brasileiro, tão importante quanto a televisão em nossos dias. Da mesma forma, o período marca o apogeu de Eduardo das Neves, adversário porém amigo de Benjamin; da compositora Chiquinha Gonzaga; do compositor e regente Paulino Sacramento; do jornalista Francisco Guimarães, o Vagalume, pioneiro da crítica carnavalesca; de Zeca Patrocínio, pioneiro do cinema brasileiro; de Hemetério dos Santos, autor da primeira gramática da língua portuguesa, bem como o surgimento de Pixinguinha e Grande Otelo, para ficar só nesses exemplos.&lt;br /&gt;Nessa época, se fortalecem e se difundem no eixo Salvador-Rio de Janeiro, por intermédio da Ialorixá Mãe Aninha, as bases do culto aos Orixás Jeje-Nagôs, o mais forte traço da africanidade brasileira. Enquanto isso, os batuques bantos recriados no meio rural completam o amálgama do qual nasceu o samba.&lt;br /&gt;Era a cultura brasileira se plasmando pelas mãos da “gente de cor”. Logo depois, todo esse universo de ações e intenções seria apropriado, e mais tarde sufocado, pela indústria cultural globalizada.&lt;br /&gt;Na cena cultural brasileira de hoje, pretos e mulatos somos, quando muito, coadjuvantes, contando-se nos dedos aqueles de nós que chegam ao protagonismo. E dos que chegam, boa parte tem que abrir mão de sua essência e de sua afro-descendência, tolhida por modernas formas de escravidão, cativa da mídia e do mercado – que ainda nos querem do jeito que a sociedade brasileira nos queria cem anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nei Lopes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABOLIÇÃO QUE NÃO VEIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escravidão foi abolida oficialmente na Mauritânia em 9 de novembro de 1981 pelo decreto nº 81.234. Quase três décadas depois, as relações sociais no país indicam que naquele país africano a “lei áurea” simplesmente não pegou.&lt;br /&gt;A população é composta de dois grupos étnico-raciais e culturais: os negros-africanos e os árabo-berberes. Os negros-africanos foram os primeiros a ocupar a região, por volta do século III a.C. Este grupo era resultado de interpenetrações de sociedades diversas. A partir do terceiro século da era cristã, os povos negros começaram a manter intensas relações com os berberes recém-chegados da região do Magrebe., também eram oriundos da mistura de vários povos. Por isso, não faz sentido pregar pureza étnica, cultural ou racial de qualquer daqueles grupos. No entanto, esta crença existe.&lt;br /&gt;No mundo rural, a escravidão predomina na vida doméstica, de maneira aberta e moralmente aceita. Já no ambiente urbano, os árabo-berberes fazem uso de mecanismos sutis: seus cativos negro-africanos trabalham como vendedores de água, descarregadores nos portos, e nas tarefas domésticas. O dono não gasta quase nada para alimentar seu escravo. E este tem a função de frutificar ao máximo o investimento do dono.&lt;br /&gt;As sociedades negro-africanas de castas justificam seus mecanismos com base em uma ordem divina ou biológica. A ruptura deste sistema é quase impossível, já que há uma submissão quase cega. A luta pela mudança de mentalidade fica mais complicada quando não há vontade política. Durante o período colonial, a França nunca lutou contra as práticas escravocratas até 1960. Para não perder o apoio da classe dirigente e manter o controle sobre a população, as autoridades coloniais faziam vista grossa quanto à escravidão.&lt;br /&gt;A persistência dessas práticas tem como finalidade um rígido controle político sobre as sociedades negro-africanas. Além disso, ter escravos implica maior prestígio social, uma vez que os árabo-berberes sempre viram a necessidade de trabalhar como algo indigno de pessoas bem-nascidas. Postura que, aliás, era encontrada também no contexto da escravidão brasileira.&lt;br /&gt;Desde o início da década de 1980, grupos negro-africanos e árabo-berberes da Mauritânia vêm denunciando tratamentos discriminatórios nos planos profissional, habitacional, de acesso a terras e nas políticas. Qual não foi minha surpresa ao colocar no Google as palavras “esclavage en Mauritanie”. Há muitos artigos e relatórios de órgãos internacionais e ONGS mauritanas – como a SOS-Esclaves e Mouvement El Hor – em prol da erradicação total das práticas escravocratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alain Pascal Kaly&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRONOLOGIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1772&lt;br /&gt;O julgamento do escravo fugitivo Somersett abre precedente para que a justça britânica não mais apoie a escravidão.&lt;br /&gt;1794&lt;br /&gt;Primeiro país a proibir a escravidão, o Haiti tem sua legislação abolicionista revogada por Napoleão em 1802.&lt;br /&gt;1807&lt;br /&gt;O Parlamento britânico aprova o “Abolition Act”, que proibia o tráfico de escravos na Inglaterra.&lt;br /&gt;1810&lt;br /&gt;Tratado de Aliança e Amizade entre Portugal e Inglaterra. Estabelece a abolição gradual da escravidão e delimita as possessões portuguesas na África como as únicas que poderiam continuar o tráfico.&lt;br /&gt;1823&lt;br /&gt;José Bonifácio, na Assembléia Constituinte, apresenta uma representação sobre a abolição da escravatura e a emancipação gradual dos escravos.&lt;br /&gt;É aprovada a lei que proíbe a escravidão no Chile. &lt;br /&gt;1826&lt;br /&gt;A Inglaterra impõe ao governo brasileiro o compromisso de decretar a abolição do tráfico em três anos.&lt;br /&gt;1829&lt;br /&gt;Durante o governo de Vicente Guerrero, é decretada a abolição da escravatura no México.&lt;br /&gt;1831&lt;br /&gt;Lei Feijó proibe o tráfico e considera livres todos os africanos introduzidos no Brasil a partir desta data. A lei foi ignorada e chamada popularmente de “lei para inglês ver”.&lt;br /&gt;1833&lt;br /&gt;É sancionada no  Parlamento a extinção da escravatura, que é estendida a todo o Império britânico.&lt;br /&gt;1845&lt;br /&gt;“Slave Trade Suppression Act (Bill Aberdeen)”. Lei britânica que proibia o comércio de escravos entre a África e a América.&lt;br /&gt;1848&lt;br /&gt;Em1794, a convenção republicana francesa votou pela abolição nas suas colônias, mas somente em 1848 os escravos são emancipados.&lt;br /&gt;1850&lt;br /&gt;Lei Eusébio de Queiróz. Proíbe o comércio de escravos para o Brasil. &lt;br /&gt;1854&lt;br /&gt;Lei Nabuco de Araújo. Previa sanções para autoridades que encobrissem o contrabando de escravos.&lt;br /&gt;É decretado o fim da escravidão na Venezuela e no Peru.&lt;br /&gt;1865&lt;br /&gt;Com o fim da guerra de Secessão nos Estados Unidos (1861-1865), o presidente Lincoln declara extinta a escravidão em todo o território norte-americano.&lt;br /&gt;1869&lt;br /&gt;Portugal torna ilegal a escravidão, mas já havia decretado liberdade dos escravos em territórios desde 1854.&lt;br /&gt;1871&lt;br /&gt;Lei do Ventre Livre. Concede liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir dessa data, mas os mantém sob a tutela dos seus senhores até atingirem os 21 anos.&lt;br /&gt;1874&lt;br /&gt;Os escravos são emancipados na Costa do Ouro (atual Gana) após a conquista do reino de Axante pelos ingleses.&lt;br /&gt;1880&lt;br /&gt;Joaquim Nabuco (deputado de Pernambuco) apresenta à Câmara um projeto de lei propondo a aboliçao da escravidão com indenização até 1890.&lt;br /&gt;Fundação da Sociedade Brasileira contra a Escravidão e de seu jornal, “O Abolicionista”.&lt;br /&gt;1883&lt;br /&gt;Publicação de “O Abolicionismo”, de Joaquim Nabuco.&lt;br /&gt;Criação da Confederação Abolicionista / panfleto de André Rebouças, “Abolição imediata e sem indenização”.&lt;br /&gt;1884&lt;br /&gt;Extinção da escravidão no Ceará.&lt;br /&gt;1885 &lt;br /&gt;Lei dos Sexagenários (Saraiva-Cotegipe), que concede liberdade aos escravos com mais de 60 anos.&lt;br /&gt;1886&lt;br /&gt;O tráfico foi oficialmente extinto em Cuba, que passou a receber mão-de-obra chinesa para trabalhar no plantio de cana-de-açúcar.&lt;br /&gt;1887&lt;br /&gt;Quilombo de Jabaquara.&lt;br /&gt;Fundado por José do Patrocínio o jornal abolicionista “Cidade do Rio”.&lt;br /&gt;1888&lt;br /&gt;Lei Áurea.&lt;br /&gt;Extinguiu definitivamente a escravidão no Brasil.&lt;br /&gt;1889&lt;br /&gt;Proclamação da República.&lt;br /&gt;1890&lt;br /&gt;Acordo com a Inglaterra para proibição do tráfico negreiro e abolição da escravatura na Tunísia.&lt;br /&gt;1894&lt;br /&gt;A Inglaterra decreta em Gâmbia e emancipação gradual da escravidão. Os escravos tornavam-se libertos com a morte do senhor ou mediante pagamento.&lt;br /&gt;1897&lt;br /&gt;A escravidão é abolida em Madagascar. Em Zanzibar, o status legal da escravidão é abolido, mas a proibição da prática só ocorre em 1909.&lt;br /&gt;1901&lt;br /&gt;A Inglaterra torna a escravidão ilegal no sul da Nigéria, mas a abolição no norte do país só ocorre em 1936.&lt;br /&gt;1906&lt;br /&gt;A escravidão é proibida na China.&lt;br /&gt;1928&lt;br /&gt;As leis que aboliam a escravidão nas colônias britânicas não eram aplicáveis ao protetorado de Serra Leoa, onde a escravidão só foi considerada ilegal a partir desta data.&lt;br /&gt;1942&lt;br /&gt;A Etiópia manteve a escravidão até esta data, indiferente às pressões abolicionistas internacionais. Só se tornou independente na década de 1930.&lt;br /&gt;1956&lt;br /&gt;Com a retomada de sua soberania, a escravidão no Marrocos foi desaparecendo do reino sem uma legislção específica, e a instituição se extinguiu.&lt;br /&gt;1962&lt;br /&gt;A Arábia Saudita abole o status legal da escravidão.&lt;br /&gt;1980&lt;br /&gt;Na Mauritânia, a lei de 1980 foi a última das quatro tentativas legais de abolir a escravidão no país. Atualmente, ainda há indícios desta instituição no país.&lt;br /&gt;1990&lt;br /&gt;A abolição foi abolida no Sudão na década de 1950, mas a prática foi retomada nos anos 90 com a guerra civil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Especial Abolição 120 anos – Revista de História da Biblioteca Nacional – maio 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-5594949036453924587?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/5594949036453924587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=5594949036453924587' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/5594949036453924587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/5594949036453924587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2008/09/especial-abolio-120-anos.html' title='Especial Abolição 120 anos'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-1352006334900886087</id><published>2008-09-04T10:44:00.002-03:00</published><updated>2008-09-04T10:53:16.990-03:00</updated><title type='text'>Esmeralda Ortiz</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.escolaviva.com.br/images/esmeraldaortiz.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.escolaviva.com.br/images/esmeraldaortiz.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;P ALIGN="JUSTIFY"&gt; &lt;br /&gt; Esmeralda Ortiz chega com uma proposta de trabalho com o Massa Negra. O grupo e a escritora. Aqui e agora. São Paulo, música e letra, som e palavra, música e literatura. Arte brasileira e universal. Cultura negra. &lt;br /&gt; A história de vida, da também jornalista e agora revelando-se cantora e compositora ao apresentar-se como tal ao grupo de músicos, é muito marcante.&lt;br /&gt; Ex-moradora de rua, deu um drible de craque no destino, marcou um golaço e hoje em dia encontra-se com dois livros de sucesso publicados. Eu a havia visto no quadro Profissão Repórter, comandado pelo seu colega de profissão, o jornalista Caco Barcelos, no Programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão, numa tentativa infrutífera de realizar uma entrevista exclusiva com os Racionais Mcs. Após algum tempo, já radicado em São Paulo, pude encontrá-la e trocamos poucas palavras, na Virada Cultural, um evento de arte e cultura que ocorre anualmente em Sampa.&lt;br /&gt; Reencontro-a novamente, ao vê-la entrando no estúdio onde fazemos os nossos ensaios, a nossa música. Ela foi trazida pelo Cliff Portugal, percussionista do Massa Negra e dono do Obadudu, um bloco carnavalesco da cidade de São Salvador. Não pude ficar, assim que terminamos o ensaio, saí, após uma breve discussão sobre a homenagem que faríamos a Bob Marley. Soube depois, por ela mesma, ao telefone, que ela tem um contato com o PAC (Projeto de Apoio à Cultura) do estado de São Paulo e que havia me indicado para compor, juntamente com o grupo Massa Negra, uma parceria e apresentar um projeto lá no PAC.&lt;br /&gt; Hoje ela me disse que andou adoentada, uma gripe forte, mas que estava curada. Marcamos um encontro na Galeria Olido. Vou levá-la para conhecer o mais novo Ponto de Leitura da cidade. Ela trará as suas letras e se tudo correr bem, começaremos a trabalhar juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Amor, Axé!&lt;br /&gt;Jorge&lt;br /&gt;&lt;/P&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-1352006334900886087?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/1352006334900886087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=1352006334900886087' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/1352006334900886087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/1352006334900886087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2008/09/esmeralda-ortiz.html' title='Esmeralda Ortiz'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-8487270621465357028</id><published>2008-08-22T14:20:00.002-03:00</published><updated>2008-08-22T14:42:06.617-03:00</updated><title type='text'>OUTRAS NEGRITUDES</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.uff.br/obsjovem/mambo/images/stories/prfile.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.uff.br/obsjovem/mambo/images/stories/prfile.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p text align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vão querer saber, questionar a razão pela qual ponho-me, até com uma certa insistência, a trazer à luz o tema referente ao negro, à cultura popular negra. Em poucas palavras esclareço que a luta do negro na nossa atual conjuntura cultural, econômica, social e política, somada ao racismo explícito e burro, à discriminação declarada e doente, continua e continuará enquanto houver sol. Assim sendo a minha briga pelo poder, aquele que faz a diferença entre os diferentes, deve constar da agenda política de toda e qualquer nação justa e soberana. O negro em sua diferença não é inocente, não é santo e também não é um coitado qualquer. Deve ser, mesmo assim, lembrado e respeitado como a um ser humano íntegro, com história, princípios e identidade. Disso tudo: Sinfonia Negra, Massa Negra, Cabeça de Negro e outras negritudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I Love You, Axé!&lt;br /&gt;Jorge&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-8487270621465357028?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/8487270621465357028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=8487270621465357028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/8487270621465357028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/8487270621465357028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2008/08/outras-negritudes.html' title='OUTRAS NEGRITUDES'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-4240193734349165357</id><published>2008-08-21T14:21:00.003-03:00</published><updated>2008-08-21T14:32:22.355-03:00</updated><title type='text'>VONTADE DE VIVER MAIS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.jorgematheus.mus.br/pai.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.jorgematheus.mus.br/pai.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;P TEXT ALIGN="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;O meu pai, Álvaro José Matheus, músico nato, compositor e um cavaquinista (tocador de cavaquinho) virtuoso, segundo o meu cunhado, Dogmar Souza (Massa Negra. Duo Cabeça de Negro), é merecedor de um belíssimo prêmio pelo seu casamento de 53 anos com a minha querida Maria Terezinha Matheus, minha amada mãe. Ele, pelo seu pleno domínio que tem sobre a construção civil, um grande empreiteiro que foi, sonhou em fazer de mim um engenheiro. Estudei Direito e estou músico, com toda certeza, para todo o sempre e séculos e séculos, Amém. &lt;br /&gt;I Love You, Axé!&lt;br /&gt;Jorge&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-4240193734349165357?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/4240193734349165357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=4240193734349165357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/4240193734349165357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/4240193734349165357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2008/08/vontade-de-viver-mais.html' title='VONTADE DE VIVER MAIS'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-8426630752111621105</id><published>2008-08-20T12:19:00.003-03:00</published><updated>2008-08-20T12:37:29.281-03:00</updated><title type='text'>MASSA NEGRA, BOB E JOÃO EM SP</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://sp1.fotologs.net/photo/1/32/9/dj_kylt/1202679963_f.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://sp1.fotologs.net/photo/1/32/9/dj_kylt/1202679963_f.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p text align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estou no camarim. Espelho, pia, a porta do banheiro rangendo e harmonizando-se com a discotecagem do DJ Chocolate, amigo do Cliff Portugal e agora o meu amigo também. Logo estamos no palco para celebrarmos a memória do nosso eterno e amado mestre Bob Marley. O Massa Negra está dando os seus primeiros passos. Tendo um pouco mais de seis meses de existência, vem caminhando com as próprias pernas, atraindo inúmeros aliados e aliadas. Estamos no Bexiga, Bela Vista, região central da cidade de São Paulo, capital do estado paulista. Estamos no coração do Brasil e como cantou o poeta, vivemos na melhor cidade da América do Sul. João Gilberto de passagem pela cidade, comemorando os cinquenta anos de uma das suas mais preciosas invenções, a Bossa Nova, deu o toque, a dica: São Paulo I Love You.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I love you, Axé!&lt;br /&gt;Jorge&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-8426630752111621105?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/8426630752111621105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=8426630752111621105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/8426630752111621105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/8426630752111621105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2008/08/massa-negra-bob-e-joo-em-sp.html' title='MASSA NEGRA, BOB E JOÃO EM SP'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-5630548354587857306</id><published>2008-08-19T14:06:00.003-03:00</published><updated>2008-08-19T18:55:57.591-03:00</updated><title type='text'>Tributo a Bob Marley</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img.photobucket.com/albums/v727/acaciapsu/Bob_Marley_guitar_L.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://img.photobucket.com/albums/v727/acaciapsu/Bob_Marley_guitar_L.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify"&gt; &lt;br /&gt;O palco mais uma vez me espera, recebe. À mim e aos meus parceiros na música e pela música. Estamos prestando uma homenagem ao grande músico negro, o jamaicano Bob Marley. O grupo Massa Negra, de uma forma bastante simples, original e verdadeira, sobe ao palco do Café Aurora em São Paulo, em tributo ao Rei do Reggae, um dos artistas mais influentes no universo da Música Popular do Planeta Terra.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com amor, Axé!&lt;br /&gt;Jorge&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-5630548354587857306?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/5630548354587857306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=5630548354587857306' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/5630548354587857306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/5630548354587857306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2008/08/tributo-bob-marley.html' title='Tributo a Bob Marley'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-603674230609874097</id><published>2008-07-24T14:30:00.003-03:00</published><updated>2008-07-24T15:34:53.050-03:00</updated><title type='text'>EXPERIMENTAR DEUS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://midia.pgr.mpf.gov.br/4ccr/sitegtaguas/sitegtaguas_4/img/temporario/boff2.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://midia.pgr.mpf.gov.br/4ccr/sitegtaguas/sitegtaguas_4/img/temporario/boff2.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonardo Boff escreveu-me: Jorge Matheus, sinta Deus no coração. E concluiu: Experimentar Deus não é pensar sobre Deus. É sentir Deus a partir do coração puro e da mente sincera. Experimentar Deus é tirar o mistério do universo do anonimato e conferir-lhe um nome, o de nossa reverência e de nosso afeto. Experimentar Deus é desenvolver a percepção bem-aventurada de que, na radicalidade de todas as coisas, Deus, universo, pessoa humana são um só mistério de eternecimento e de amorosidade que irrompeu em nossa consciência, fez histórias, ganhou sua linguagem e culminou na alegre celebração da vida.&lt;br /&gt;Experimentar Deus não é pensar em Deus, mas sentir Deus com a totalidade de nosso ser. Experimentar Deus não é falar de Deus aos outros, mas falar de Deus junto com os outros. Deus perspassa toda a realidade. Pode, por isso, ser percebido e experimentado nas mais diferentes situações da vida e em cada detalhe da vida pessoal e do universo.&lt;br /&gt;Embora sem nome adequado, Deus arde em nosso coração e ilumina nossa vida. Então não precisamos mais crer em Deus. Simplesmente sabemos dele porque o experimentamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A montanha é montanha.&lt;br /&gt;A montanha não é montanha. &lt;br /&gt;A montanha é montanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimentar Deus...&lt;br /&gt;é percorrer repetidas vezes esse trajeto... que não será sempre o mesmo, porque a percepção do viajante vai se alterando, aprofundando. Não há contradição. Há sim a liberdade de experimentar a Presença que se revela em todas as coisas, em todas as circunstâncias, em todas as pessoas. É experimentar a Presença que se vela, que se retrai, mas que é Presença. Experimentar Deus... é experimentar o mistério. É estar vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Leonardo Boff é um dos mais conhecidos teólogos da libertação e conferencista requisitado internacionalmente. É professor emérito de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia na Universidade Estadual do Rio de Janeiro.  Escreveu mais de sessenta livros nas áreas de teologia, espiritualidade, ecologia, filosofia, antropologia e mística, que foram traduzidos para várias línguas.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com amor, Axé!&lt;br /&gt;Jorge&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-603674230609874097?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/603674230609874097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=603674230609874097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/603674230609874097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/603674230609874097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2008/07/experimentar-deus.html' title='EXPERIMENTAR DEUS'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-7278104408038850989</id><published>2008-07-23T16:30:00.002-03:00</published><updated>2008-07-23T16:33:41.386-03:00</updated><title type='text'>ORAÇÃO PARA RECONCILIAR</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.regina.celia.nom.br/cta.reconciliacao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.regina.celia.nom.br/cta.reconciliacao.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU LHE PERDOEI E VOCÊ ME PERDOOU,&lt;br /&gt;EU E VOCÊ SOMOS UM SÓ PERANTE DEUS.&lt;br /&gt;EU A AMO E VOCÊ ME AMA TAMBÉM,&lt;br /&gt;EU E VOCÊ SOMOS UM SÓ PERANTE DEUS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU LHE AGRADEÇO E VOCÊ ME AGRADECE&lt;br /&gt;OBRIGADO, OBRIGADO, OBRIGADO&lt;br /&gt;NÃO EXISTE MAIS NENHUM&lt;br /&gt;RESSENTIMENTO ENTRE NÓS.&lt;br /&gt;ORO SINCERAMENTE PELA SUA FELICIDADE.&lt;br /&gt;SEJA CADA VEZ MAIS FELIZ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEUS LHE PERDOA,&lt;br /&gt;PORTANTO EU TAMBÉM A PERDOO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JÁ PERDOEI A TODAS AS PESSOAS&lt;br /&gt;E ACOLHO A TODAS ELAS COM  O AMOR DE DEUS.&lt;br /&gt;DA MESMA FORMA, DEUS ME PERDOA OS ERROS&lt;br /&gt;E ME ACOLHE COM O SEU IMENSO AMOR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEICHO-NO-IE DO BRASIL&lt;br /&gt;www.sni,org.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Amor, Axé!&lt;br /&gt;Jorge&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-7278104408038850989?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/7278104408038850989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=7278104408038850989' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/7278104408038850989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/7278104408038850989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2008/07/orao-para-reconciliar.html' title='ORAÇÃO PARA RECONCILIAR'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-8357554115154726097</id><published>2008-07-22T12:59:00.002-03:00</published><updated>2008-07-22T13:13:58.510-03:00</updated><title type='text'>Rosário dos Filósofos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://hdelboy.club.fr/Arnauld_de_Villeneuve.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://hdelboy.club.fr/Arnauld_de_Villeneuve.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nosso coração&lt;br /&gt;estará intranquilo&lt;br /&gt;enquanto não&lt;br /&gt;voltarmos a êle&lt;br /&gt;pois a essência&lt;br /&gt;superior dos elementos&lt;br /&gt;se eleva ao fogo&lt;br /&gt;que está acima&lt;br /&gt;das estrelas&lt;br /&gt;é justo que aspiremos&lt;br /&gt;voltar a êle&lt;br /&gt;fonte de todas as coisas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arnaud de Villenueve&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(Alquimista catalão, em 1250 registrou suas experiências num volumoso tratado sobre o álcool e suas utilizações. Divulgadas suas idéias, o autor caiu em desgraça com a Santa Inquisição, que mandou sacrifica-lo na fogueira como bruxo. Por sorte, Arnaud não só não foi queimado como também consagrou-se, pois a uma de suas poções foi atribuída a cura do então Papa.)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-8357554115154726097?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/8357554115154726097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=8357554115154726097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/8357554115154726097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/8357554115154726097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2008/07/rosrio-dos-filsofos.html' title='Rosário dos Filósofos'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-1163385809318973648</id><published>2008-07-21T13:44:00.003-03:00</published><updated>2008-07-21T13:59:37.047-03:00</updated><title type='text'>AMOR EST</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.scrapsweb.com.br/arquivos/scrapsweb_anjos-773257.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.scrapsweb.com.br/arquivos/scrapsweb_anjos-773257.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRANSMUTA, ORA, LABUTA&lt;br&gt;&lt;br /&gt;ERRARE HUMANO EST&lt;br&gt;&lt;br /&gt;PERMITA-ME CANTAR-TE&lt;br&gt;&lt;br /&gt;VIRTUTES AMOR EST&lt;br&gt;&lt;br /&gt;POTESTATES AMOR EST&lt;br&gt;&lt;br /&gt;ARCHANGELI ANGELI&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEGE,LEGE, RELEGE&lt;br&gt;&lt;br /&gt;ORA, LABORA ET INVENIAS&lt;br&gt;&lt;br /&gt;PERMITA-ME TOCAR-TE&lt;br&gt;&lt;br /&gt;SERAFHIM AMOR EST&lt;br&gt;&lt;br /&gt;CHERUBIM AMOR EST&lt;br&gt;&lt;br /&gt;THRONI DOMINATIONE&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Amor!&lt;br /&gt;Jorge&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-1163385809318973648?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/1163385809318973648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=1163385809318973648' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/1163385809318973648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/1163385809318973648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2008/07/amor-est.html' title='AMOR EST'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-7741660431703386515</id><published>2008-07-17T19:03:00.002-03:00</published><updated>2008-07-17T20:22:40.674-03:00</updated><title type='text'>Jorge Luis Aparecido Matheus</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_doBGhi8eyUw/SH_CS0DsllI/AAAAAAAAAA8/3hIrLveZ9RQ/s1600-h/aurajor.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_doBGhi8eyUw/SH_CS0DsllI/AAAAAAAAAA8/3hIrLveZ9RQ/s320/aurajor.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224107721240647250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apareço de novo por aqui. Este é o lugar em que vou expor-me. Para que eu possa aparecer. Eu quero aparecer e apareço por aqui. Apareci novamente, em uma cidade diferente. Há cinco meses eu vivo em São Paulo. Morei aqui de 1979 à 1983. São Paulo me faz querer aparecer e eu apareço, pelo menos por aqui. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;Eu sou Aparecido. Uma homenagem à rainha e padroeira do Brasil, para os católicos. Sou Luis também. O homenageado aqui é o meu avô, pai da minha mãe que se chama Maria Terezinha. A minha principal Maria. Tem Maria dentro do meu coração. Marias. Bethânia, Rosa, filhas da Maria Carolina. No meu coração também tem Marianas, uma é filha e a outra foi minha mulher. As filhas da Carol, também são minhas filhas. Tive também três filhos. O Dersu Matheus, já falecido. O Cassiano Matheus e o Heitor Lopes Matheus.&lt;br&gt; &lt;br /&gt;Nasci e cresci em Campinas-SP. Lá compus a minha primeira canção: Longe Dele. Nela, falo sobre o violão, o meu querido violão. O meu primeiro violão foi comprado aqui em São Paulo. Vim com o meu pai comprá-lo e comprei-o com o meu próprio dinheiro. Tenho as mãos grandes e bem que poderia ser um pianista. Optei pelo violão e arranjo minhas harmonias e melodias nele, com um prazer imenso. &lt;br&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-7741660431703386515?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/7741660431703386515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=7741660431703386515' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/7741660431703386515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/7741660431703386515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2008/07/blog-post.html' title='Jorge Luis Aparecido Matheus'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_doBGhi8eyUw/SH_CS0DsllI/AAAAAAAAAA8/3hIrLveZ9RQ/s72-c/aurajor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-872243913196602907</id><published>2008-07-16T16:47:00.005-03:00</published><updated>2008-07-28T15:45:12.237-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='popular'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mistura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Do início ao sim</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Quase que perfeito. Após o primeiro passo, uma longa caminhada. E é apenas o começo. Um recomeço constante, diante da fúria babilônica da metrópolis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retorno a postar, com palavras e imagens. Incentivado por meu mais que amigo Pita Araújo, ponho-me a declarar, como quer o meu cumpadre Nano, o meu testemunho pela liberdade de expressão, em qualquer sentido ou direção. O bagulho é doido e se quiser enfrentar o dragão, vai ter que aprender a jejuar e cantar o tempo inteiro. Quem canta reza duas vezes. Eu canto-rezo, e estou torcendo pela paz, pela alegria, pelo amor e pelas moças bonitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canta, canta minha gente deixa a tristeza prá lá Canta forte, canta alto, que a vida vai melhorar (Martinho da Vila) &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um passeio pela cidade&lt;br&gt; &lt;br /&gt;passo-a-passo&lt;br&gt; &lt;br /&gt;olhando tudo e todos&lt;br&gt;&lt;br /&gt;estou de volta &lt;br&gt;&lt;br /&gt;em um quarto de apartamento&lt;br&gt;&lt;br /&gt;ficarei bor um bom tempo aqui&lt;br&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;enquanto isso vou fazendo música&lt;br&gt; &lt;br /&gt;vou fazer música em grupo&lt;br&gt; &lt;br /&gt;os companheiros músicos&lt;br&gt; &lt;br /&gt;estão avisados&lt;p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;faz sentido não ter culpa&lt;br&gt;  &lt;br /&gt;o que me preocupa&lt;br&gt;  &lt;br /&gt;é o tempo perdido&lt;br&gt;  &lt;br /&gt;não posso mais perder&lt;br&gt;  &lt;br /&gt;o tempo de vista&lt;p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um tempo novo começando&lt;br&gt;  &lt;br /&gt;mas que tem tudo ligado&lt;br&gt;  &lt;br /&gt;com o que passou&lt;br&gt;  &lt;br /&gt;com o que passa&lt;br&gt;  &lt;br /&gt;eu até acho graça&lt;br&gt;  &lt;br /&gt;pois senão nã teria graça&lt;br&gt;  &lt;br /&gt;deixar o tempo passar &lt;br&gt; &lt;br /&gt;sem até mesmo percebê-lo &lt;br&gt; &lt;br /&gt;deixo-o passar,pode passar &lt;br&gt; &lt;br /&gt;envelheço na cidade &lt;br&gt; &lt;br /&gt;e ela já não é como antes&lt;br&gt;  &lt;br /&gt;nada será como antes&lt;br&gt;  &lt;br /&gt;e promover a paz e a justiça&lt;br&gt;  &lt;br /&gt;é uma delícia &lt;br&gt; &lt;br /&gt;o sol há de brilhar &lt;br&gt; &lt;br /&gt;mais uma vez&lt;p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem que se fazer isso &lt;br /&gt;dar carinho e amor&lt;p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem-se que aprender &lt;br /&gt;a dividir &lt;br /&gt;e dividir &lt;br /&gt;divisar &lt;br /&gt;mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Com Amor, Axé!&lt;br /&gt;Jorge&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-872243913196602907?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=cb44383aa7e9e24&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/872243913196602907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=872243913196602907' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/872243913196602907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/872243913196602907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2008/07/do-incio-ao-sim.html' title='Do início ao sim'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-117575047984486327</id><published>2007-04-05T02:20:00.000-03:00</published><updated>2007-04-05T02:25:16.403-03:00</updated><title type='text'>50.5</title><content type='html'>&lt;div  style="font-family: verdana; text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É preciso saber viver. Morrer é a coisa mais certa  que tenho. Sei que vou morrer, não sei o dia, mas sei que vou morrer. Enquanto o  dia da minha morte não chega, óbviamente vou vivendo e aprendendo a morrer.  Morro um pouco de cada vez, aos pouquinhos, devagar, bem devagarinho. Não tenho  pressa de morrer e muito menos mêdo de morrer. Se para morrer, basta estar  vivo, antecipar a morte seria uma grande burrice. Encaro minha vida e minha  morte de corpo presente. Quero morrer quando o meu Deus quiser que eu morra. Daí  morrerá o burro e ficará o homem, a obra do homem que morreu para servir ao  encantamento e à beleza de ser eternamente um aprendiz da sobrevivência. No  Brasil há muito não se vive, se sobrevive. Muitos mortos vivos aí pelo país  adentro. Afora isso só mesmo o aeroporto. Mas também está muito difícil voar de  avião. Então eu vôo aqui na terra mesmo, sou um pássaro e vivo avoando, voando  para parar um dia e descansar um bocado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div face="verdana" style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Hoje é quinta-feira santa. O tempo é de renascer  das cinzas e tomar posição no céu feito gaivota, feito um pombo com o espírito  santo. Hoje é dia santo. Amanhã também e por isso é preciso saber viver para  sobreviver  e ressuscitar como Jesus, filho de Maria e José,  ressuscitara.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Apesar de tudo eu sou um otimista e quero estar  vivo o suficiente para ter certeza de que um dia, qualquer dia, em qualquer  tempo ou espaço, estarei recolhendo os frutos que plantei enquanto sobrevivia  para deixar o homem, a obra do homem como testemunha da vida eterna para todos.  Existem muitas moradas na casa do Senhor e eu não vou ficar sózinho no meio da  rua esperando que me reconheçam. Eu me reconheço enquanto cristão, irmão de  Jesus Cristo e de tantos outros irmãos que nem se contam. Uma feliz Páscoa,  muita luz e amor no coração é o que eu desejo à mim e à todos   nós.    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-117575047984486327?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/117575047984486327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=117575047984486327' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/117575047984486327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/117575047984486327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2007/04/505.html' title='50.5'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-117566584501731786</id><published>2007-04-04T02:37:00.000-03:00</published><updated>2007-04-04T02:53:41.123-03:00</updated><title type='text'>Movimentos Negros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É só tocar no assunto do racismo, trazê-lo à baila, à luz, para que se note um afastamento, a perda da vontade de compreendê-lo e saná-lo de uma vez por todas. Essa repulsa denota uma aparente ignorância e até mesmo um real desprezo por parte de quem não gosta, nunca se interessou e nem vai interessar-se pelo tema.  A não ser que iniciativas como  a dos Movimentos de  negros, vermelhos, amarelos e brancos  dentro dos Movimentos Negros que existem e atuam para que o preconceito, a discriminação e o próprio racismo sejam reconhecidos, assumidos e eliminados pelo povo brasileiro e pelos os que estão espalhados pelo mundo inteiro,  procedam com veemência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-117566584501731786?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/117566584501731786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=117566584501731786' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/117566584501731786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/117566584501731786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2007/04/movimentos-negros.html' title='Movimentos Negros'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-117558992593996282</id><published>2007-04-03T05:17:00.000-03:00</published><updated>2007-04-03T05:45:26.176-03:00</updated><title type='text'>Governo Lula</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;As cotas, uma de várias outras ações afirmativas, devem servir ao menos à reflexão diária e constante do ser brasileir@ negr@ sob o Governo Lula.&lt;br /&gt;Conta-se com Marina Silva (Meio-Ambiente), Gilberto Gil (Cultura), Matilde Ribeiro (Igualdade Racial), Orlando Silva (Esporte), &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:100%;"&gt;além de Joaquim Benedito Barbosa                Gomes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;, negr@s.&lt;br /&gt;Percebe-se que as pastas ministeriais em que negr@s são titulares, têm peso menor, na  ótica de muitos, que  aquelas ocupadas por não negr@s. Saúde, Educação, Planejamento, Trabalho, Agricultura, Economia, e outras &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;br /&gt;Assim sendo, o modo de inserção d@ brasileir@ negr@ na sociedade contemporânea é precário e deve sofrer alterações profundas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-117558992593996282?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/117558992593996282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=117558992593996282' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/117558992593996282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/117558992593996282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2007/04/governo-lula.html' title='Governo Lula'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-116537850247368611</id><published>2006-12-06T02:01:00.000-02:00</published><updated>2006-12-06T02:15:02.486-02:00</updated><title type='text'>ELE VEIO</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5702/1903/1600/600490/jesus3.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5702/1903/320/995773/jesus3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ele veio, eu estou aqui&lt;br /&gt;No meio dessa imensidão&lt;br /&gt;Ele sabe de ti&lt;br /&gt;Ele sabe de mim&lt;br /&gt;Ele sabe de todos nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele veio, ele está aqui&lt;br /&gt;Sem freio, por essa adoração&lt;br /&gt;Ele sabe de si&lt;br /&gt;Ele sabe do fim&lt;br /&gt;Ele sabe de todos nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nele creio e vou a seguí-lo&lt;br /&gt;Eu ceio nessa refeição&lt;br /&gt;Ele está por vir&lt;br /&gt;Ele está chegando&lt;br /&gt;Desatando todos os nós&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-116537850247368611?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/116537850247368611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=116537850247368611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/116537850247368611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/116537850247368611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/12/ele-veio.html' title='ELE VEIO'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-115166600521662023</id><published>2006-06-30T08:12:00.000-03:00</published><updated>2006-06-30T08:13:25.216-03:00</updated><title type='text'>DIÁRIAMENTE 1</title><content type='html'>Seg, 19 de Jun de 2006 - 04:43 Mariana está na Argentina, acaba de ligar-me. Reclamou-me da desorganização do Aeroporto de lá. Muita fila, vôo atrasado. Ela desembarcará em São Paulo por volta das 10:00h. # O Brasil ganhou no futebol e perdeu Bussunda. Ficou mais triste. #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter, 20 de Jun de 2006 - 02:51 Fui convidado para entrar em uma comunidade no Orkut de onde pode-se enviar energia positiva aos entes amados. Não entrei, mas acreditando nesta possibilidade, enviei pedido de auxílio espiritual para Maria Terezinha Matheus e Alvaro José Matheus. Meus pais queridos. # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qua, 21 de Jun de 2006 - 16:00 Oi Jorge&lt;br /&gt;Os nomes de seus pais foram incluídos entre aqueles que recebem &lt;br /&gt;diariamente &lt;br /&gt;o nosso trabalho de auxílio espiritual a distância. Para obter os &lt;br /&gt;melhores &lt;br /&gt;resultados, devem  manter pensamentos e atitudes positivas e de amor, &lt;br /&gt;ficar &lt;br /&gt;receptivos e ter fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita Luz e Paz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milton&lt;br /&gt;http://br.geocities.com/auxilio_espiritual_luz/ #&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-115166600521662023?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/115166600521662023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=115166600521662023' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/115166600521662023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/115166600521662023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/06/diriamente-1.html' title='DIÁRIAMENTE 1'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-115166570636374474</id><published>2006-06-30T08:06:00.000-03:00</published><updated>2006-06-30T08:08:26.376-03:00</updated><title type='text'>UMA VIAGEM, UM SONHO</title><content type='html'>Ônibus. Viagem é a passagem de uma cena para outra. É Teatro, é Cinema.&lt;br /&gt;Hoje estou aqui. Consegui, às minhas e às muitas outras custas. Sim! Porque aquela aula de Redação em que o professor Tiago nos incentivou a gritar escrevendo e ao escrever, grafar a mancha de sangue aqui no papel, foi de fundamental importância para que eu esteja aqui. Sou estudante de uma Universidade Pública.&lt;br /&gt;Para chegar até aqui, tive ajuda de outras pessoas que se dispuseram a doar parte do tempo disponível, para passar conhecimento em forma de matérias disciplinares que estudei para prestar o vestibular e entrar na UNICAMP.&lt;br /&gt;De repente uma voz, mais precisamente um chamado de atenção. Acordei do sonho que tivera nos ombros da pessoa que viaja comigo ao lado. Nessas alturas, o sol já estava alto e sua luminosidade feria-me os olhos.&lt;br /&gt;Era uma moça bonita e gentil. Lembro-me agora que ao entrar no ônibus, e antes já pensando com quem viajaria, quem seria o meu companheiro ou companheira de viagem, percebi de cara que tinha dado sorte em poder acompanhá-la até o nosso destino.&lt;br /&gt;Sentei ao seu lado e estava tão cansado que desejei a ela boa viagem, após apresentar-me e ter posto a minha mochila no lugar. Dali para frente, caí no sono e sonhei. Tinha passado no Vestibular e já estava cursando Música Popular no Instituto de Artes de uma das mais respeitadas universidades brasileiras.&lt;br /&gt;“Meu nome é Clara. Contrasta com minha pele, já que sou negra e orgulho-me disso.”&lt;br /&gt;“O meu nome é Matheus, desculpe-me, pois incomodei-a por algum tempo, não?”&lt;br /&gt;“Deixa estar, eu notei que você estava mesmo precisando de repouso. À princípio pensei em sacudi-lo e colocá-lo em seu lugar, mas depois o tempo foi passando, você já no sono, deixei rolar.”&lt;br /&gt;“Muito obrigado pela atenção e espero retribuir de alguma maneira, tanta cortesia.”&lt;br /&gt;“Não brinca! Eu já passei por este tipo de situação e também senti-me constrangida em ter dormido nos ombros de um estranho. O camarada foi tão bacana, ficamos amigos, namoramos, noivamos e hoje estamos casados e vivendo muito bem.”&lt;br /&gt;“Eu também sou casado e amo a minha mulher. Ela já fez a graduação na UNICAMP, é Antropóloga, e eu estava aqui sonhando que também já estava começando a minha graduação no Curso de música Popular na mesma Universidade. Foi um sonho, mas é ele que eu persigo.”&lt;br /&gt;“Nunca é tarde para se pensar grande e assim atingir os nossos objetivos.”&lt;br /&gt;“Vou prestar o vestibular e entrar para a universidade, apesar dos meus quase 50 anos completos. Você tem razão, nunca é tarde para o conhecimento e a melhora de qualidade de vida. Nada se perde nesse nosso mundo relativo.”&lt;br /&gt;“Desejo-lhe boa sorte.”&lt;br /&gt;“Muito obrigado. Peço-lhe desculpas mais uma vez.”&lt;br /&gt;“Tudo bem! Até mais.”&lt;br /&gt;“Até mais.”&lt;br /&gt;Chegado ao destino, despediram-se e foram cada um para os seus afazeres.&lt;br /&gt;A vida é uma caixa de surpresas. Queremos sempre mais, já que prezamos pelo amor ao próximo, apesar de tanta violência hoje em dia. A vida também é uma viagem, um sonho, que vamos realizando aos poucos. Evoluindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Luis Aparecido Matheus&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-115166570636374474?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/115166570636374474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=115166570636374474' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/115166570636374474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/115166570636374474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/06/uma-viagem-um-sonho.html' title='UMA VIAGEM, UM SONHO'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-114944878094573178</id><published>2006-06-04T15:54:00.000-03:00</published><updated>2006-06-04T16:30:10.146-03:00</updated><title type='text'>Revista ISTOÉ copia-cola Jornal Folha de São Paulo</title><content type='html'>ISTOÉ/ 1911/ 7 jun 2006&lt;br /&gt;A Semana/ Datas/ pag. 26&lt;br /&gt;R$7,90&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MORRE DINO SETE CORDAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "violinista"(as aspas são minhas) Horondino José da Silva conhecido como Dino Sete Cordas e um dos melhores do Brasil, morreu aos 88 anos, de pneumonia. Ele integrou o célebre grupo Época de Ouro, criado por Jacob do Bandolim em 1966 e compôs com Noel Rosa e Pixinguinha. O motivo do seu apelido é evidente: era um exímio executor de violão de sete cordas. No Rio de Janeiro, no domingo 28.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aqui outra nova temeridade. A revista nem teve o cuidado de criar uma nota condizente e esclarecedora sobre a morte do mestre Dino 7 cordas.&lt;br /&gt;Num país onde temos Jair do Cavaquinho, Paulinho da Viola, Oswaldinho da Cuíca, Nenê do Cavaco(meu pai), entre outros que trazem o próprio nome ou apelido grafado com o instumento musical que tocam, também existiu o violonista Dino Sete Cordas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de compromisso com a verdade, prolifera e vai contaminando determinados órgãos da imprensa, falada, televisada e escrita, de maneira a desinformar e enganar o consumidor de notícias.&lt;br /&gt;Informação dá dinheiro e tem muita gente rica por aí, famílias inteiras; Mesquitas, Frias, Civitas e Marinhos, vivendo das nossas custas, sobre nossas costas.&lt;br /&gt;Quando abri a revista e ao folheá-la deparei-me com a foto do Mestre Dino 7 Cordas, não contava que tivesse que ler o mesmo conteúdo do Jornal Folha de São Paulo noticiando sua morte. Devemos estar atentos a esse tipo de situação tão constrangedora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-114944878094573178?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/114944878094573178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=114944878094573178' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/114944878094573178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/114944878094573178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/06/revista-isto-copia-cola-jornal-folha.html' title='Revista ISTOÉ copia-cola Jornal Folha de São Paulo'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-114928025085649935</id><published>2006-06-02T16:55:00.000-03:00</published><updated>2006-06-03T02:36:07.966-03:00</updated><title type='text'>Dino Sete Cordas e o pouco caso do Jornal Folha de São Paulo</title><content type='html'>Falece o violonista Dino. Gênio do Violão de 7 Cordas.&lt;br /&gt;O Jornal Folha de São Paulo publica no domingo, 28 de maio de 2006, na página A24 brasil, a seguinte nota de rodapé:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "violinista"(as aspas são minhas) Horondino José da Silva, conhecido como Dino Sete Cordas, morreu na madrugada de ontem, aos 88 anos, em consequência de uma pneumonia. O músico estava internado no hospital público do Andaraí, na zona norte do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido no bairro do Santo Cristo, subúrbio do Rio, Horondino Silva ganhou seu apelido em 1954, quando mandou fazer seu primeiro violão de sete cordas, com o qual se tornaria um dos principais instrumentistas do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 1960, juntou-se ao célebre conjunto Época de Ouro - criado em 1966 por Jacob do Bandolim e César Faria, pai de Paulinho da Viola. Como produtor, trabalhou ao lado de Noel Rosa e Pixinguinha. Foi ainda responsável por arranjos e regência de muitos discos célebres, entre os quais os dois primeiros álbuns de Cartola(1974-1975).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima terça acontecerá um show em homenagem ao músico, inicialmente marcado para arrecadar fundos para o seu tratamento. A apresentação terá artistas como Paulinho da Viola e Beth Carvalho, e acontece às 19h30, no teatro Carlos Gomes (pça. Tiradentes, s/nº, centro, Rio de Janeiro, tel.: 0/xx/21/2232-8701).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso comentar aqui que fiquei muito triste. Recebi e divulguei uma comunicação sobre o show um dia antes da morte do Mestre Dino 7 Cordas. DJ Paulão está certo quando me escreve dizendo que de uma homenagem, o show passou a ser um tributo. Fico ainda mais chateado com esse tipo de nota jornalística de última hora, como esta aqui da Folha e sua reportagem local, via Folha Ilustrada. Considero este o retrato fiel da hipocrisia e o quanto o músico brasileiro é mal tratado na sua própria terra. Um descaso explícito do jornal, formador de opinião com suas mancadas e erratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sabiam que o Mestre Dino toca violão, e de sete cordas. Mestre Dino não tocava violino. Isto tem que ficar muito claro. Só a folha não sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma desfeita com o artista do Brasil nunca pode ficar no barato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-114928025085649935?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/114928025085649935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=114928025085649935' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/114928025085649935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/114928025085649935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/06/dino-sete-cordas-e-o-pouco-caso-do.html' title='Dino Sete Cordas e o pouco caso do Jornal Folha de São Paulo'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-114849898295398845</id><published>2006-05-24T15:58:00.000-03:00</published><updated>2006-05-24T16:33:19.763-03:00</updated><title type='text'>Princípio Artístico</title><content type='html'>É muito gratificante eu poder errar, voltar atrás e reparar o êrro. Erro, não sou perfeito, embora a perfeição atraia-me definitivamente. Na real, eu quero poder mostrar às pessoas que sou um homem verdadeiro. Errei e reconheço que não tenho pena de mim. Busco o máximo de atenção e concentração para realizar a minha obra com brilhantismo. Tenho total consciência da minha participação efetiva dentro do cultivo da música popular feita no Brasil. Passo à passo, vou angariando fundos e mais fundos para manter-me fiel ao princípio artístico que sempre levou-me a navegar por águas nem sempre tão limpas. Confesso que não arrependo-me de nada que tenha praticado de bom ou ruim. Temo à Deus, sómente, vou seguindo caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-114849898295398845?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/114849898295398845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=114849898295398845' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/114849898295398845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/114849898295398845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/05/princpio-artstico.html' title='Princípio Artístico'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-114848154222349306</id><published>2006-05-24T11:19:00.000-03:00</published><updated>2006-05-24T11:39:02.296-03:00</updated><title type='text'>Nada se perde</title><content type='html'>Em meio a tanta correria, que nunca se acaba, vou mantendo a linha. Calma! Ninguém é santo. A questão é de sobrevivência, mas não vou sair atirando para todos os lados por aí.&lt;br /&gt;Tenho pressa. Ao mesmo tempo, o próprio tempo me apressa. Tenho tudo que preciso para continuar caminhando com a esperança de um mundo bem melhor para todos. Mas o caldo está engrossando e não fica tão fácil tomar uma sopa nutritiva e quentinha. Vá lá, se a esperança é a última que morre, que não se espere ela morrer. Sobreviver é a meta e a união dos afins dá força para que eu continue sonhando.&lt;br /&gt;Nada se perde neste nosso mundo relativo. Por isso mesmo, cuido do meu próprio lixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-114848154222349306?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/114848154222349306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=114848154222349306' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/114848154222349306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/114848154222349306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/05/nada-se-perde.html' title='Nada se perde'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-114833271621018390</id><published>2006-05-22T18:18:00.000-03:00</published><updated>2006-05-22T18:18:36.263-03:00</updated><title type='text'>http://jorgematheus.blogspot.com/</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-114833271621018390?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/114833271621018390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=114833271621018390' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/114833271621018390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/114833271621018390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/05/httpjorgematheusblogspotcom.html' title='http://jorgematheus.blogspot.com/'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113950438059178284</id><published>2006-02-09T14:57:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T11:53:30.846-03:00</updated><title type='text'>Eu e Eu</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Jorge Luis Aparecido Matheus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é festa no país. Mariana tirou um dente e vou ficar com ela em casa. Estou com saudade do Heitor, a última vez que o vi foi em seu aniversário em dezembro do ano passado. Quase dois meses sem vê-lo. Isso porque moramos na mesma cidade. Ironia do destino. Uns dizem pai desnaturado e outros pai distante. Penso que há de chegar o momento exato desta questão relacionada à educação e convivência com os meus filhos, onde eu possa ser também feliz com as suas presenças. Definitivamente.. Por enquanto vou trabalhando para que isso ocorra muito em breve.&lt;br /&gt;É carnaval e eu adoro que as pessoas se divirtam. Eu faço música, meu trabalho é cantar e tocar música popular o ano inteiro, o tempo inteiro, quase que 24 horas por dia. É sério, não estou para brincadeira, mesmo que seja de carnaval. Sábado vou cantar vinte e uma marchinhas lá no Ponto 1 pô! Enquanto as pessoas se divertem eu trabalho. Não reclamo e me divirto também, sei muito bem o que quero e aonde posso chegar cantando e tocando, fazendo arte no Brasil contemporâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bençãos. Meus filhos não estão por perto, mas eu os abençoo. Assim será para sempre. Quando eu não puder mais cantar, eu rezarei para que toda felicidade da vida esteja em suas vidas. Amo viver e procuro estar caminhando o meu caminho de volta com retidão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;pre&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu vinha querendo dizer algo. Mas alguma coisa me&lt;br /&gt;disse: não tenha medo&lt;br /&gt;de cair no ridículo. Lembrei-me de Alceu Valença&lt;br /&gt;e da noite em que&lt;br /&gt;conheci Elba Ramalho e Geraldo Azevedo em Olinda.&lt;br /&gt;Elba chegou a deixar-me o&lt;br /&gt;seu endereço no Rio de Janeiro. Nunca mais a vi.&lt;br /&gt;Apenas na televisão e em alguns shows.&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Coloquei os números dos meus telefones de contato direto, um de São Paulo e outro de Campinas, para que as pessoas falem comigo. Estou escrevendo aos poucos e postando aqui no blog, para que qualquer um/uma leia e se possível contribua com comentários. Então você que me lê agora, faça-me o favor de ir se acostumando a visitar-me sempre que puder e dar o seu toque. Não custa nada e além do mais, estaremos estreitando os nossos laços de amizade e comunicação, efetivamente.&lt;br /&gt;Por enquanto, ainda não sei até quando, na minha página no Orkut, estarei sem o álbum de fotos, receberi recados e após lê-los os apagarei e de quebra não participarei de nenhuma comunidade. Adoto aqui a tese "menos é mais". Fica aqui o convite para que todos compreendam e empreendam comigo a caminhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei fazer uma canção. Eu compus, eu componho uma canção. Às vezes eu sonho com alguém cantando uma canção que fiz. Sou compositor, canto e toco guitarra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Olhando para dentro, com firmeza, tudo acaba sendo o que era de se esperar. Meditar para melhorar. Sempre!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;São sempre os mesmos, que nos escrevem, formulam questionamentos e formam opiniões. Chega o momento certo de agir, enquanto vou tomando conhecimento do funcionamento da máquina que governa o meu destino. Não dá mais para ficar parado, esperando o carro passar. Tomo coragem e vou à luta. Sei que não estou só nesse caminho, mas por enquanto preciso continuar seguindo com as minhas próprias pernas. Assim como se eu já estivesse percorrendo o Caminho de Santiago, por exemplo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Villa-Lobos trabalhava ouvindo rádio na sua época. Na minha, hoje, eu trabalho olhando e ouvindo televisão. Olhando e lendo na tela do computador. Há aqui uma diferença muito grande. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu e Eu. Meu mundo e nada mais. Meus pais são belos, meus irmãos são belos, tenho amigos e amigas que são belos e belas, meus filhos são belos, minha amada é bela. Vou tratar de coisa mais bela ainda: Jah. Assim sou eu. Eu e Eu. Com Jah e as energias positivas e as negativas. Caminho pelo equilíbrio do yang e do ying. O lado mal está aí na vista, até o noticiário das grandes agências de notícias vivem desse mal. É triste, mas é a mais cruel realidade. Sigo a luz que vai guiando-me enquanto posso ser fiel à mim mesmo. Eu e Eu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A palavra que procuro me faz dormir mais cedo. Procuro pela palavra, a palavra que faz com que eu seja liberto. Livre para ser um guerreiro feliz com quem eu quis e quero. Hoje não basta procurar por amizade. Eu procuro pela palavra e sei que vou encontrá-la. Lendo um livro, talvez. Um jornal, uma revista semanal. Quem sabe, eu a encontre aqui mesmo no gramado do meu quintal. Então eu durmo mais cedo. Quando levanto, após ter dormido suficientemente bem, sinto que a vida nada mais é que se preparar para a morte. Dizem que quando dormimos, morremos um pouco. Vamos chegando mais perto da não morte, envelhecendo. Eu não sei se a não morte também é vida. De uma coisa eu tenho certeza, é bom viver, ainda mais quando levamos uma vida bem vivida, sofrida, mas bem feita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nem adianta pensar em morrer, achando que essa vida é uma só e tudo acabará tão de repente quanto um passe mágico. Eu não vou mais viver assim: pensando em morrer. É melhor começar a pensar em outras coisas mais significantes. Andar, por exemplo. Quando se anda o valor que temos de tudo e o apego que temos dos objetos vai se dissipando aos poucos. Até que se para outra vez. Daí é só pensar na caminhada que se fez e não pensar mais na morte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;p face="arial" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu sou de morte. Sinto, cada vez mais, a necessidade de evoluir enquanto ser humano. A minha vontade maior é poder ter por perto as pessoas que eu amo de verdade. Acredito ser possível se viver em harmonia com o próximo. Eu sou de morte&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;no sentido da coisa alegre da vida. Eu tenho o privilégio de amar e ser amado. Tudo vai se tornando mais próximo daquilo que posso entender ou discernir como sendo a alegria de viver, mesmo que se seja de morte. A morte é um tabu no Ocidente mais próximo de nós brasileiros com o corpo e alma na África Negra. O Oriente lida com essa questão de maneira muito natural. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113950438059178284?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113950438059178284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113950438059178284' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113950438059178284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113950438059178284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/02/eu-e-eu.html' title='Eu e Eu'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113807120806993653</id><published>2006-01-24T00:48:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T11:55:53.356-03:00</updated><title type='text'>Cit(y)Ações 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;"Tu me deste tua lama e Eu a transformei em ouro."(Baudelaire)&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;"Hoje a tecnologia permite fundir o processo de composição com o de gravação."(Mick Jagger)&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Toda a pessoa é feliz; do contrário, a culpa é dela mesma.&lt;br /&gt;Vossa infelicidade é o barômetro dos crimes que haveis cometido por ignorância – por ignorância de vosso “eu”, da vida, do mundo e, sobremodo, daquilo que suscita, destrói e reproduz a estes últimos desde sempre e para sempre: a Ordem do Universo infinito. Infelicidade é o cenário que se proporcionaram os que, dentro de sua ignorância da Ordem do Universo, deificaram-se, mostraram-se egocêntricos, exclusivistas e arrogantes, como astrônomos pré-copernicanos. (George Ohsawa )&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113807120806993653?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113807120806993653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113807120806993653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113807120806993653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113807120806993653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/01/cityaes-1.html' title='Cit(y)Ações 1'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113747416648999756</id><published>2006-01-17T03:00:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T11:56:25.713-03:00</updated><title type='text'>Bob Marley - 60 anos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fonte: http://www.encontromusical.com.br/cultura/bob_marley/bob_marley.htm&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt;Se vivo estivesse, Robert Nesta Marley completaria 60 anos em 2005. Um câncer generalizado – surgido de uma mal curada ferida no pé, causada por um pisão de um jornalista francês durante uma pelada de futebol na Europa – não deixou que o rei do reggae prosseguisse em sua carreira de um dos músicos mais influentes da segunda metade do século 20, e Marley viria a morrer em 11 de maio de 1981, num hospital em Miami, após tentativa frustrada de cura na Alemanha com o médico Jossef Issels.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt;                         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt; Nascido a 6 de fevereiro de 1945 na vila de Nile Miles, na paróquia de St. Ann (norte da Jamaica), filho da nativa Cedella Malcolm Booker e do oficial britânico Norval Sinclair Marley, esse aquariano deixou um legado musical inestimável. Foi criado pelos avós e aos seis anos de idade "recebeu" o dom da clarividência: por alguns trocados, lia mãos nas feiras da vizinhança. Nessa época ele aprendeu sua primeira canção, um lamento de feirantes para as mulheres que enrolavam muito na hora de comprar frutas e legumes que iriam levar para casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt;                         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt; Ainda adolescente, mudou-se para Trenchtown, favela de lata nos arredores de Kingston. Ali, entre guitarras imaginárias e com um pé na bandidagem, montou os Wailing Wailers (depois apenas Wailers). Eram Bob, seu meio-irmão Bunny Livingstone, Beverly Kelso, Junior Braithwaite e Peter Tosh. Os Wailers tiveram a mesma trajetória de vários outros grupos vocais da época: gravaram singles com Leslie Kong, passaram um tempo sob as bênçãos de Coxsone Dodd no Studio One (nessa fase lançaram uma versão magistral de "And I Love Her", dos Beatles), sem obter o devido reconhecimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt;                         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt; Bob Marley foi, então, morar com a mãe nos EUA (em Wilmington, Delaware), onde trabalhou como operário. Antes de embarcar, porém, casou-se com Rita Anderson, vocalista dos Soulettes. O exílio americano durou sete meses.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt;                         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt; De volta à Jamaica, Bob encontrou os amigos enfronhados na filosofia RASTAFARI, que pregava a volta dos negros para a África e ensinava que o imperador etíope Hailé Selassié era a encarnação de Jesus Cristo. Os Wailers também tinham outra proposta sonora. Ao trabalhar com o produtor Lee Perry, descobriram o poder hipnótico do baixo e da bateria na figura dos irmãos Aston "Family Man" e Carlton Barret, De trio vocal que fazia ska e rock steady, os Wailers viraram um autêntico grupo de reggae. A formação da época era: Bob Marley (guitarra, vocais), Peter Tosh (guitarra e vocais) e Bunny Wailer (percussão e vocais). O grupo então surrupiou a seção rítmica de Perry, e acrescido do tecladista Earl "Wire" Lindo, foi fazer história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt;                         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt; Assinou contrato com o selo Island, de Chris Blackwell, e lançou Catch A Fire, marco na história da música jamaicana. O ano de 1973 men tinha acabado quando essa turma mandou Burnin' para as lojas. À essa altura, o grupo havia sido rebatizado de BOB MARLEY &amp;amp; THE WAILERS. Ao ouvir Burnin', Eric Clapton se encantou com "I Shot The Sheriff" e decidiu regravar a canção. A música foi direto para o primeiro lugar na parada americana. Peter Tosh e Bunny Wailer saíram antes das gravações de Natty Dread (1974). Marley então reformou a banda com as I-Threes, os guitarristas Earl "Chinna" Smith e Al Anderson, o percussionista Alvin "Seeco" Patterson e o tecladista Bernard "Touter" Harvey. Essa formação invadiu e conquistou o Rainbow Theatre, em Londres. O resultado repousou belo e lampeiro no álbum Live !, gravado no Lyceum Theatre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt;                         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt; Bob Marley passou a ser o primeiro (e até hoje único) superstar originário do Terceiro Mundo. Ganhou uma mansão na zona nobre de Kingston e capas das principais revistas do planeta. Em 1976, porém, sofreu um atentado em sua própria casa: pistoleiros de aluguel atingiram o cantor, o empresário Don Taylor e Rita Marley. Bob se mandou para a Inglaterra a tempo de abençoar o então nascente movimento punk. Lá, homenageou bandas como Sex Pistols e The Clash na canção "Punk Reggae Party". A banda que o acompanhava neste single, aliás, era composta por alguns dos seus alunos mais aplicados: Stephen "Cat" Coore (guitarrista, do Third World), Michael "Ibo" Cooper (tecladista, também do Third World) e Drummie Zeb (bateria, do Asward). Foi nesssa época que o guitarrista Junior Marvin entrou para os Wailers. Marvin tinha participado de alguns discos de Stevie Winwood pela Island e encheu os olhos de Chris Blackwell. Hoje é o guitarrista quem está à frente dos Wailers tocando o projeto de Marley. Também amealhou uma fortuna que não pára de crescer – levantamentos periódicos da revista norte-americana Forbes o apontam como uma das dez celebridades mortas que mais ganham dinheiro anualmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt;                         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt; Mas Bob Marley não foi um superstar típico. Adepto do rastafarianismo – doutrina surgida na Jamaica de cunho fortemente anarquista que, em linhas gerais, propõe a queda do sistema capitalista, a adoção de uma vida sem produtos industrializados e o retorno dos afro-descendentes para a África –, jamais se curvou às imposições do star system em seus tempos de glória (os anos 1970). Compôs hinos revolucionários como Zimbabwe, entoado pelos guerrilheiros na luta pela independência da Rodésia. Também cantou odes à maconha, a erva sagrada dos rastas (Kaya é a mais famosa), e pregou a aceitação do então imperador etíope, Hailê Selassiê, como legítimo messias do povo negro (a emocionada Jah live foi composta em 1976, logo após a morte de Selassiê , cujo nome de batismo era Ras Tafari Makonem).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt;                         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt; A ligação de Marley com a África chegou ao ponto de levá-lo a se filiar à Igreja Ortodoxa da Etiópia, de confissão copta, após se desvincular da fraternidade rasta jamaicana Doze Tribos de Israel. O corpo de Marley foi sepultado numa colina em sua Nine Miles em 21 de maio de 1981, após receber homenagens de chefe de Estado na capital jamaicana, Kingston. Com ele, sua guitarra Gibson Les Paul vermelha (a preferida), sua Bíblia, um pote de maconha e o anel de Salomão, dado a ele por Asfa Wossen, filho do imperador etíope, que reivindicava para si a descendência da histórica rainha de Sabá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt;                         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt; A tão sonhada volta para a África se relizou em 1978, Bob tocou na festa de independência do Zimbábue, que havia recém se libertado do jugo inglês. Um episódio da época da a exata dimensão dos valores do cantor. O príncipe Charles representou a realeza britânica na cerimônica. Ao saber que Bob estava num avião ao lado do seu, mandou um representante para conversar com o rei do reggae. "O príncipe da Inglaterra faz muita questão de conhece-lo pessoalmente e pede para que o senhor vá até o avião dele." A resposta veio de bate-pronto. "Eu sou Bob Marley. Se quiser me conhecer, Ele que venha até o meu avião". A África que Bob viu não o satisfez plenamente. Foi nessa época que ele se conscientizou de que Hailé Selassié era um ditador e que as nações africanas ainda sofriam com milenares guerras tribais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt;                         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt; Dessa experiência nasceu Survival (1979), o álbum mais político do rei. Bob pede a união de todos os africanos ("Africa Unite"), reclama dos problemas do mundo ("So Much Trouble In The World"), homenageia o Zimbábue ("Zimbabwe") e apela para a mobilização do homem africano ("Wake Up And Live"). O atentado sofrido em 1976 - e que era um tabu na vida do cantor - é exorcizado em "Ambush".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt;                         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt; Uprising (1980) foi gravado muito às pressas porque Bob não tinha muito tempo. Nele está um dos grandes clássicos do rei do reggae: a lindíssima, arrepiante "Redemption Song". "Bad Card" é um recado malcriado ao ex-empresário Don Taylor e "Could You Be Loved" é considerada por muitos como uma precursora do dancehall.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt;                         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt; Foi no Velho Mundo que ele sofreu o controverso acidente que lhe custou a vida. Acredite, se quiser: Bob feriu o dedão do pé enquanto jogava futebol (o que mais gostava de fazer depois da música). O machucado infeccionou e o médico sugeriu que o cantor amputasse o dedo - proposta recusada com base nas crenças rasta. A infecção jamais sarou e, segundo alguns médicos, acabou gerando um tumor que depois originaria câncer cerebral, descoberto três anos depois. Marley ainda tentou se curar através quimioterapia, mas não obteve sucesso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt;                         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt; Um mês antes de sua morte, Bob foi condecorado com a Ordem do Mérito da Jamaica, a terceira mais elevada comenda da nação, em reconhecimento pela sua extraordinária contribuição à cultura do país, depois de ter espalhado pelo planeta inteiro a música jamaicana, o orgulho negro e os valores humanitários de sua poesia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt;                         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt; Na quinta-feira, 21 de maio de 1981, o Honorável Robert Nesta Marley O.M. teve um funeral oficial do povo da Jamaica. Em seguida ao funeral - que contou com a presença tanto do Primeiro Ministro quanto do lider da oposição - o corpo de Bob foi levado para seu lugar de nascimento, onde hoje repousa em um mausoléu. Bob Marley tinha 36 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113747416648999756?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113747416648999756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113747416648999756' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113747416648999756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113747416648999756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/01/bob-marley-60-anos.html' title='Bob Marley - 60 anos'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113730789396343039</id><published>2006-01-15T04:49:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T11:57:13.406-03:00</updated><title type='text'>Ras Tafari e a Profecia Etíope</title><content type='html'>&lt;h1 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;color:red;"   &gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Fonte: http://www.delfareggae.com.br/ras.htm&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Ras Tafari &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;é um movimento pan-africano , que se originou no despertar de uma revelação profética feita pôr Marcus Garvey na Jamaica. Desde sua inserção na década de 30, o movimento cresceu de uma pequena localidade, em West Kingston à um movimento internacional de repatriação negra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Através das primeiras três décadas de seu desenvolvimento, o movimento foi banido da sociedade jamaicana. Periódicas confrontações com autoridades coloniais britânicas marcaram os Rastas em suas intenções revolucionarias, tanto cultural quanto espiritualmente. A metade de década de 60 trouxe um período de transição no entendimento social em relação ao Rasta e a sua forma de se viver &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Depois da publicação em 1960 da “Reportagem sobre o Movimento Ras Tafari I em Kingston (capital da Jamaica)” veiculada pela Universidade local, subsequentes eventos e um clima de positivismo tornaram-se publicamente notórios. Essa mudança na percepção publica serviu para legitimar a visão ampla do significado da Vida que os Rastas tanto propunham, como uma responsabilidade cultural ao legado da escravidão e do colonialismo na Jamaica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Durante esse período de transição na década de 60, um grande numero de descontentes e jovens da classe media juntaram-se aos miseráveis que moravam&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nas favelas, e dali formaram o esteio do movimento Ras Tafari I.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Esse crescimento&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;acelerado foi acompanhado pela popularização da doutrina Rasta através da comunicação de massa e também artisticamente . os ritimos de musica Ska, rocksteady e o reggae disseminaram nas décadas de 60 e 70 os valores e os sentimentos dos Dreadlocks (um dos termos empregados para identificas um Rastas) , como um apelo alternativo depois das épocas de pos-colonialismo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;h2  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a name="_Toc483879964"&gt;OS ISRAELITAS&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Como um a cultura/ filosofia, Ras Tafari I é uma forma de Zionismo Negro que segue a leitura da Bíblia (na versão etíope Kebra Negasta- “Gloria dos Reis”, diferente da versão européia King James ) como credo milenar da redenção africana. Identificam-se a si próprios como os Israelitas do Velho Testamento , Provendo uma seqüência de interpretações mítico-poéticas da História da Diaspora Negra. Capturados e vendidos dentro da escravidão pelos europeus , os Rastas vêem os africanos e seus descendentes no oeste como vivendo na moderna Babilônia, a sociedade branca e opressora que significou mais de 400 anos de perseguição e colonialismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;A emancipação oficiosa para a escravidão nas plantações de açúcar na Jamaica veio em 1834, mas a independência politica jamaicana da Grã-Bretanha foi assegurada somente em 1962, depois de 97 anos como colônia. Cerca de 95% da população da Jamaica é de descendência africana, o que determinou uma consciência dentro do movimento Ras Tafari I em considerarem-se “estrangeiros numa terra estranha”, referindo-se a própria Jamaica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;h2  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a name="_Toc483879965"&gt;A TERRA PROMETIDA&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;No idioma de redenção dos Rastas , a única salvação para o negro do Oeste é se repatriar&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a seu lar ancestral : Etiópia – África . Enquanto opiniões dentro do movimento divergem como precisamente a repatriação ocorrerá e sua natureza , espiritual ou física , Ras Tafari I reconhece que isso será iminente e sinalizará a total inversão da estrutura de poder&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;vigente&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;no mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Ao contrario de outras formações&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;culturais&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;pan-africanas ; pôr exemplo, Santeira em Cuba, Vudu no Haiti, Candomblé no Brasil e Xangô em Trinidade, Ras Tafari I é um fenômeno do seculo XX sem antecedente cultural no Oeste ou herança da cultura central – africana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Os rituais Rastas mantêm uma continuidade na identidade africana&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e nas tradições associadas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;como pôr&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;exemplo rituais de dança e tambores, praticas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de cura&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e crença no poder mágico das palavras – “word, sound &amp; Power” (“Palavra , Som &amp;amp; Poder).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Imagens da realeza Etíope, eventos e personagens do Velho Testamento, uma forma ritualística de se falar e o uso de longos cabelos, chamados de Dread Locks têm sido adotados e transformados nos símbolos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e na tradição dos Rastas . No contexto da Diaspora, essa tradição é melhor entendida como uma resposta a ideologia da raça dominante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Essa etnia se refere à auto – conscientização da cultura com o intuito de disseminar uma nova mensagem, juntamente com sua simbologia e religiosidade. O Etiopianismo anunciou uma nova&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;fase dos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;rituais jamaicanos , onde os Rastas identificaram-se como “crianças”, tanto no sentido espiritual como genealógico, como que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mantendo o parentesco&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;com os antigos Israelitas , que seguiram Moisés através&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;do Mar Vermelho séculos atrás.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;As crônicas bíblicas do “Exílio” e do “Retorno a Terra Prometida” serviram como documento mítico para a prisão&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;dos escravos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;no Novo Mundo , e de seu anseio pôr&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;redenção fora da escravidão. O uso de velhos materiais&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;para a criação de uma nova estrutura profética fez com que surgisse a imagem da Etiópia- Israel como sendo uma nação negra. Faz parte da tradição Rasta , pôr Exemplo , cantar e agradecer o “Sagrado Monte Sião”(HOLY MOUNT ZION) que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;é&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;reconhecido pela fé como sendo o lar de Jah Ras Tafari I . Esse processo serviu para cristalizar a soberania e a legitimidade africana numa aparência político- religiosa única.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;h2  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a name="_Toc483879966"&gt;“OLHEM PRA AFRICA”&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Através de referencias bíblicas à Etiópia, por exemplo no salmo 68:31, “Etiópia logo estenderá Suas mãos a Deus”, e nos Atos dos Apóstolos 8:27,”pessoas de descendência africana aprendam a reconhecer seu país perdido&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e a herança nas referencia a Etiópia e etíopes”. Assim, os Rastas começaram a tratar com carinho todas as referências etíopes na bíblia, pois ali havia a promessa libertadora , e que , quando contrastava com a indignidade da escravidão nas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;plantações, mostravam o negro numa luz humana e digna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;É na base do clássico Etiopianismo que Associação do Progresso Universal do Negro e o movimento “Volta - a- África” liderada pôr Marcus Garvey é bem conhecida. A filosofia do nacionalismo racial, proposta pôr Garvey, era um conceito étnico, casando o Etiopianismo e a consciência racial derivada do nacionalismo pan-africano. “Através da consciência racial, membros de uma raça se presente e aspirando pelo futuro”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Um grupo racialmente consciente é mais que uma mera agregação de indivíduos distintos zoologicamente de outros grupos étnicos. É uma luta social unida com direção à realização pessoal e do grupo com o intuito de alcançar uma qualidade de vida que lhe é própria. Portanto , é um grupo conflitante e a consciência&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;racial é por si um resultado do conflito. “A raça de um grupo embora não significante intrinsicamente, se torna&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;um símbolo de identidade que serve para intensificar o senso se solidariedade”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Para Garvey ser negro significava ser africano, “em casa ou no estrangeiro”, e a identidade racial estipulava direitos nacionais. Sob o título “África para os Africanos” , Garvey relançou a tradição etíope dentro de um programa politico para a libertação dos negros. A visão de Garvey da ‘redenção africana’ foi e permanece radical no sentido que, pela primeira vez na historia, o povo negro era reconhecido universalmente como Africanos no contexto de um movimento de massa com popularidade internacional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;O que é único aos Rastas da Jamaica , na tradição emancipadora africana é sua direta identificação com o Estado Teocrático da Etiópia, sob a regência “eterna” do Imperador&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Haile Selassie I , intitulado Jah Ras Tafari I. Modelando-se como a reincarnação dos antigos Israelitas, os Rastas usam o passado bíblico da teocracia judaica para formar sua etnia como uma família , uma nação .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;A frase profética mais notável atribuída a Marcus Massiah Garvey afirma, “Olhem para a África! Quando um Rei for coroado, o dia da redenção estará nas mãos”. A coroação em 2 de novembro de 1930 do imperador Haile Selassie I da Etiópia, formalmente intitulado Ras Tafari I foi interpretada como a confirmação da profecia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Ras significa “cabeça , príncipe” em aramaico e Tafari ,”Sem medo”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Foi traduzido tambem&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;pelos pioneiros do movimento Rasta a significar “Criador”. Haile Selassie I , 225’descendente do Rei Salomão e da Rainha de Sheba, recebeu os títulos sagrados escritos na bíblia que foram reservados para o advento da Segunda vinda: Rei dos reis, Senhor dos senhores e Leão conquistador da Tribo de Judá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;h2  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a name="_Toc483879967"&gt;O PODER DA TRINDADE&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Na fé dos Rastas, Haile&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Selassie é reverenciado como Jah Ras Tafari I, o Messias , o Cristo Negro que ascendeu ao Trono do Rei Davi em Adis Ababa, oficializando a promessa de uma nova ordem espiritual. Como defensor do Trono contra o ataque fascista de Mussolini em 1935, como um dos chefes- arquitetos do&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nacionalismo pan-africano atraves da fundação da OAU em Adis Ababa em 1963 e , mais tarde como monarca – embaixador do Estado independente mais velho da Africa, a Etiópia , o Imperador Selassie conseguiu o respeito de inumeraveis negros e foi reconhecido como o defensor de união e liberdade africana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Haile Selassie é um nome sagrado , que traduzido significa “Poder da Trindade”. Em todas as antigas religiões encontra-se a mesma analogia à Primeira Lei de Deus , ação – reação – equilíbrio. No cristianismo essa mesma fórmula é reconhecida no Pai- Filho – Espirito santo; no hinduismo, vishnu- krishna- brahma . Porem , o que autenticava a força verdadeira do Ras Tafari&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;era a personificação da Primeira Lei em uma só pessoa, Haile Selassie I.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;h2  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a name="_Toc483879968"&gt;O COMEÇO em KINGSTON&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Antes mesmo da explosão da guerra Ítalo- Etíope em 1935, uma fotografia de Haile Selassie I , em veste de guerreiro em Amhara, circulou pelas favelas de Kingston juntamente com um artigo do Jornal&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Times no dia 7 de dezembro. De acordo com a reportagem, originalmente atribuída a um agente da propaganda fascista italiana, o Imperador Selassie era o mentor da Ordem Nyahbinghi. Essa ordem era internacionalmente reconhecida como uma sociedade africana secreta dedicada a derrubar a dominação branca e colonial. O nome Nyahbinghi significava “morte aos europeus”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Na Jamaica , os primeiros aderentes da fé Ras Tafari I tornaram esse artigo quase como a um chamado e procuraram alinhar-se espiritualmente ao Imperador Selassie, participando efetivamente da Ordem Nyahbinghi. A palavra Nyahbinghi foi rapidamente adaptada ao vocabulário Rasta como protesto racial, e tornou-se a significar ‘morte aos opressores negros e brancos’.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Muitas comunidades Rastas começaram a identificaram-se como Nyahs, e na sordidez de West Kingston, uma militância do novo movimento começou a se desenvolver. Em 1960, a Universidade de West Indies&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;patrocinou uma reportagem sobre o movimento Ras Tafari I e sua relação com a sociedade jamaicana em geral. Tal reportagem foi o resultado de um pedido pôr parte da comunidade Rasta que queixava-se da perseguição policial e da desinformação pública. Até então Jamaica, ao contrário do que muitas pessoas pensam, a maioria era (e ainda é) cristã, enquanto que os Rastas eram vistos sem qualquer status social, até porque a sua maioria vivia em condições paupérrimas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;h2  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a name="_Toc483879969"&gt;A CULTURA NYAHBINGHI&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/h2&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Na reportagem, Nyahbinghi foi associado a valores violentos e com elementos revolucionários. Os Nyah eram publicamente identificados por seus longos cabelos, os Dreadlocks, e pelo uso sagrado , mas desafiador e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;anti-social da maconha (ganja). Os Nyahbinghis dentro do movimento Ras Tafari I atual é um longo termo que em adição a seu significada original tambem cobre outros importantes aspectos da vida cultural, incluindo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;A Ordem Nyahbinghi , uma seção dentro do movimento Ras Tafari I em geral, também reconhece o Governo Teocrático de Haile Selassie I. Os membros da primeira geração Nyah fazem parte da formação do movimento&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Rasta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Os rituais de culto e adoração são patrocinados por membros da comunidade . As cerimônias Nyahbinghis são festejadas regularmente em varias datas em toda a ilha da Jamaica. Comemorações anuais incluem o aniversario do Imperador Haile Selassie I (23 de julho), a data da coroação do Imperador (2 de novembro) e o aniversario de visita do Imperador a Jamaica em 1966 (21 de abril). Os Nyahbinghis também realizam Assembléias ou “Congregações” que são consideradas como “serviços divinos”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;A musica com os tambores , a dança e as palavras fazem parte da celebração e do culto e tambem são denominadas de Nyahbinghi. Como parte da ressureição dada batida africana, a musica Nyahbinghi ou Heart Beat (batidas do Coração) está ligada às harpas do Rei Davi, usadas para compor os salmos reais do Velho testamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;As congregações Nyahbinghi usualmente duram de três a sete dias, tempo para a comunidade se reunir e revitalizar a fé Ras Tafari através de atividades como por exemplo tocar tambores, cantar orações , ler trechos da bíblia , fumar maconha e dançar. No centro da celebração Nyahbinghi está o Tabernáculo onde acontece o ritual. Com as cores da bandeira da Etiópia (verde ouro e vermelho), os Nyahs chamam a Israel seu destino providencial – “África, sim! Jamaica, não!” “Jah chama os cantores e tocadores de instrumentos”, “Repatriação agora!”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;O tabernáculo Nyahbinghi é a sala circular do trono do arco- íris (representado pelas cores da bandeira da Etiópia), o poder sagrado do solo de onde emana o terremoto, a luz, o trovão, o fogo e o enxofre do Armagedon. O “chalice”( cálice , cachimbo Rasta) Passa de mão em mão em volta do altar , ativando ritualisticamente os símbolos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;do calor , ar e agua , as forças primais da criação . Atraves da Palavra, Som &amp; Poder (Word, Sound &amp;amp; Iwah) a fé está unida com a cabeça Criadora (Ras Tafari) num tipo de telepatia mística, que tem o intuito de cantar a queda da babilonia , para livrar a Terra da perversidade e restaurar a ordem natural da Criação e seu estado original de perfeição. Fora do Tabernáculo fica uma grande fogueira onde um Homem de fogo permanece em vigília para manter as chamas da justiça e do julgamento acesas até a hora da repatriação chegar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;h2  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a name="_Toc483879970"&gt;“A MUSICA do CORAÇÃO”&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;De acordo comum relato de um observador do movimento em 1953 havia uma falta acentuada na batida dos tambores nos primeiros encontros de rua dos Rastas. Nesses encontros, hinos de ressuscitação dos cultos afro-cristãos conhecidos como pocomania e Sião foram adaptados para o desenvolvimento da liturgia Jesus Cristo em todos os textos das canções. Hinos Garveyistas e até o Hino Nacional Etíope Nyahbinghi eram cantados. Naquele tempo o antagonismo entre os grupos Rastas e os Revivalistas cresceu, buru foi naquela época a musica Rastafari, inspirando seus tambores . Buru foi naquela época a música mais popular derivada da seculariedade africana em Kingston. Apesar da clara derivação da batida Nyahbinghi, da base, do fundo e do marcador dos três tambores Burus, as duas tradições tem ritmos basais distintos. Todavia, ambos estilos tem antecedentes históricos diretos na tradição musical do oeste e do centro da África. Ambos têm uma organização rítmicas baseada na intercalação das batidas tocadas em vários tambores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;A musica Nyahbinghi é um compaço retirado do passado Africano, mas a distancia é musicalmente evidente ate pelos toques improvisados do lider e marcador. A batida Nyahbinghi , com mensagens da Redenção Negra, tem sido incorporadas dentro do reggae. Essas conções populares de libertação são ouvidas hoje mundialmente , dos sound systems de rua de Kingston ate os shebeens do soweto , na Africa do Sul. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;h2  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a name="_Toc483879971"&gt;I &amp; I – EU PODEROSO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/h2&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;A “conversa Rasta” a forma ritual de se falar , praticada em diferentes graus no movimento , é especialmente proeminente entre os aderentes da Ordem Nyahbinghi. Considerando o movimento messiânico e também milenar Ras Tafari I encaixe-se na discriminação “anti sociedade” , “uma sociedade estabelecida dentro de outra sociedade” como uma alternativa consciente. É um modo de resistência ao mercado ainda “escravista” da moderna babilonia. A fala Ras Tafari como uma “anti-lingua não é somente paralela a sociedade , é de fato gerada por ela”. A anti-lingua cresce quando á realidade alternativa é uma realidade contrariada, estabelecida em oposição a realidade subjetiva , não meramente expressando isso, mais ativamente criando e mantendo essa outra forma de expressão , que nada mais é que uma ação coletiva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;“I and I” (Eu e Eu) é usado seja onde um pronome aparecer no discurso; substitui ‘você e eu’. O uso obliquo do pronome expressa a igualdade presumida entre os Rastas. “I and I” significa a identidade comum dos oradores como filhos de Haile Selassie I. Os nomes proferidos pelos Rastas exemplificam a associação do homem e Deus. A enunciação de “I”(eu) quando pronunciado “Jah Ras Tafari I” ou “Haile I SelassieI” conecta a intenção pessoal com a vibração divina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;“Quem é você ? não há nenhum você. Há somente Eu, Eu e Eu. Eu é você, Eu é Deus, Deus é Eu. Deus é você mas não há nenhum você, porque você é Eu, então Eu e Eu é Deus. Nós somos todos cada um e um com Deus porque é a mesma energia de Vida que flui em todos nós”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Alem disso, a linguagem (I – ance, parlance) Ras Tafari I envolve o&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;remodelamento e ocultamento de itens lexicais para encontrar sua necessidade. Uma técnica comum é conotar um símbolo, incrementado o significado da palavra; por exemplo, transformando “opressores” em “depressores”(opressers= downpressers), “políticos” em “politruques” (politics = politricks), “entendimento” em “sobreentendimento” (understand = overstand). O uso de algumas palavras pelos Rastas que viviam nas colinas da Jamaica davam significado à visão que eles tinham dos urbanos; por exemplo “city” (cidade) = “shity”(merda) ou também para designar o modelo social – “system” (sistema) = “shitstem” (sistema de merda), “situation” (situação) = “shituation” (situação de merda). Quando a&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;falta de cultura, no cunho educacional – “education”(educação)= “head-decay-shun” (cabeça- decadente- afastada) e principalmente a &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;valorização de personagens europeus históricos, ligados à igreja católica e que faziam comercio de escravos negros – “Christopher Colombus” (Cristovão Colombo)- “Christ-Come – To- Rob – Us”(Cristo veio nos roubar) fez com que milhares de palavras viessem a surgir no vocabulário denominado de Patois.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Este vasto vocabulário tem a intenção de definir o mundo no qual o Rasta vive, tanto o sistema econômico, religioso e politico como também a aspiração espiritual. Todas as palavras que tem pronome “I” referem-se exclusivamente aos valores ou rituais&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que os Rastas davam importância ; por exemplo, “I-shence” = “icense (incenso),&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;(maconha) “I-ses” = “praises”(orações) , “I- ration” = “Creation” (criação), “Ithiopia” = “Ethiopia” (Etiópia) . &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"  style="font-size:16;"&gt;“I-wah” = “power”(poder) “I-tes”=&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“thoughts” (pensamentos).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;A compreensão da redenção africana é similarmente conotada pelo conceito de “Eu” . “For I” ou “Far Eye” (Para Eu ou Olho que Enxerga Longe) usados em Rastafari I são termos para denominar a visão mística. A experiência visionaria é interna, parte pelo processo de conversação, e ultimamente pela noção visionaria que rendenção é igual a repatriação ; a visão&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;da Africa concorda com a expectativa da salvação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;h2  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a name="_Toc483879972"&gt;GANJA E DREADS&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/h2&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Justificações ideológicas para o ritual de consumo da ganja (maconha) são comuns entre os Rastas. O uso religioso da erva é feito pelo processo de plantação, colheita e consumo. Os Rastas acreditam no poder da maconha, através da abertura de um canal telepático que aumenta a percepção da realidade. Também se dizem no direito de fumar pelo fato da Bíblia trazer passagens indicando o consuma da erva pôr parte dos profetas no Velho Testamento. “Foi encontrado no sepulcro do Rei Salomão vestígios de maconha, e de uma espécie muito mais poderosa que a encontrada hoje em dia”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;A Jamaica é uma das maiores produtoras de ganja no mundo e também das mais baratas. Ainda é ilegal o consumo da erva; pôr esta razão, muitos Rastas foram mortos e perseguidos pôr&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;toda ilha. As plantas de maior qualidade encontradas na Jamaica são Lambsbread e Sinsemila.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;O Dreadlock, distintamente despenteado e com a barba e o cabelo longo é outra apresentação da identidade cultural dos Rastas. Muitos jamaicanos inclusive, freqüentemente consideram a aparência desleixada dos Dreads como uma indicação de falta de padrões de limpeza. Eles incorretamente dizem que os Rastas nunca lavam seus cabelos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Aqueles com dreadlocks são estigmatizados como loucos pela sociedade jamaicana em geral. Os Rastas também são conhecidos como “Knotty Dread” (Dread barbudo) ou na linguagem que freqüentemente usam- “Natty Dread”. Eles são rejeitados à empregos basicamente pôr suas aparências. Na sociedade jamaicana colonial e pós – colonial , a policia em muitas ocasiões cortava os cabelos dos Rastas (dreadlocks) como um ato de rejeição pública e controle social sobre o movimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Os Rastas crêem no poder místico dos Dreadlocks são entendidos de acordo com a interpretação bíblica como o “voto dos Nazarenos”, e também como prova de serem eles os “escolhidos” durante esse tempo de julgamento. Finalmente, eles fundamentalizam o crescimento dos dreads como um estado natural de aparência do Homem , sancionado pôr Deus. “O brilho dos dreads é o brilho da luz negra, um ato feito para chamar as forças do Julgamento para fazer o coração perverso cair fora da Criação, para destruir e paralisar todos os depressores”. Dentre outras argumentações apresentadas pelos Rastas com relação ao dreadlock, a mais conhecida é que a barba e os cabelos compridos representam a juba do leão, símbolo da filosofia Rasta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;h2  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a name="_Toc483879973"&gt;O LIVRO DA VIDA&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Entre os Rastas é muito comum a interpretação daas passagens bíblicas. A versão bíblica do rei James da Inglaterra é tida como contendo apenas metade do “livro da Vida”. Os próprios Rastas costumam lembrar que “a outra metade nunca foi contada”. Os Rastas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;usam a versão Macabeus de origem etíope, considerado o livro integral da Revelação. Entre revelações encontra-se o segredo e o significado dos Sete Selos do Rei Salomão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;“E Eu chorei&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;muito pôr nenhum homem ser merecedor de abrir o livro nem soltar os Sete Selos. E um dos anciões disse, “Não chore, contemple o Leão da tribo de Judá. A raiz de Davi foi capaz de abrir o Livro e soltar os Sete Selos, e Eu contemplei, e no meio do trono, no meio dos anciões , um cordeiro foi morto pô sete chifres, de sete olhos, e dos sete espíritos de Jeová eterno, enviado adiante pôr toda a terra , e Ele veio e tomou o livro na mão direita de Sua Majestade Jah Ras Tafari I que está sentado no Trono”. E o sétimo Selo foi libertado. O Sétimo Selo é conhecido como Haile Selassie I , o Primeiro da Etiópia”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;h2  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a name="_Toc483879974"&gt;HIS&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;O significado de Haile Selassie I em relação aos Sete Selos foi revelado a um lider de uma comunidade Rasta em uma Visão. Em fazendo pública sua visão, ele se auto – proclamou em uma posição de liderança profética pôr sua habilidade em interpretar o significado do sinal revelado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;h2  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a name="_Toc483879975"&gt;OS “ELDERS” ANCIÕES&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/h2&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Diferente da Igreja Ortodoxa Etíope das Doze tribos de Israel e da Comunidade do Principe Emmanuel (todas essas congregações Rastas), a ordem Nyahbinghi não tem um único local permanente e central para suas celebrações, e nem mesmo se esmeram na figura de um só líder. Na verdade, os próprios Nyahbinghi clamam que cada individuo é um templo em si mesmo, e deste modo desdenham aqueles que enfatizam o uso de construções como essencial para as celebrações comunais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;A Ordem Nyahbinghi não tem uma corporação organizacional formal com membros nomeados ou eleitos, onde as decisões são tomadas pôr seus associados. O Imperador Haile SelassieI é reconhecido como a “cabeça” da Ordem Nyahbinghi. Sua indisputável autoridade espiritual serve como uma barreira efetiva para a formação de um conselho elitista regulador. Os mais velhos, os “elders” fazem parte da liderança operacional dos Nyahbinghi, baseada principalmente no carisma. O reconhecimento daas habilidades sociais e espirituais, juntamente com o tempo de compromisso ao movimento determina um Rasta ser um “elder” (ancião). Aqueles que são competentes em conduzir uma celebração e tem o conhecimento da tradição Rastafari emerge como um líder dentro de sua congregação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;h2  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a name="_Toc483879976"&gt;REGGAE&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Chegando o final da década de 60 , muitos Rastas se vira, em condições de extrema pobreza, banidos economicamente do sistema capitalista. Em sua maioria , os Rastas procuram se manter financeiramente através da arte, em especial a artesanato. É bem reconhecida a habilidade dos Rastas em esculpir peças de motivo africano; como máscaras, estátuas e símbolos bíblicos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;Mas onde melhor a cultura Rasta se propagou foi na musica, com o Reggae . A origem do Reggae é o Ska, um ritmo acelerado com instrumentos de metal, oriundos da musica negra americana dos anos 50 e 60. Da metade para o final da década de 60, o Ska se tornou mais lento, dando origem ao Rocksteady. Os metais deixaram de ser os instrumentos que marcavam a musica, e em seus lugares foi inserido a percussão africana com a batida da guitarra num estilo Rock. Esse ritmo a partir do inicio da década de 70 passou a ser mais lento ainda e com outro nome , agora o Reggae. A maioria dos cantores e bandas famosas da Jamaica passaram por esses três estilos de ritmo, enter elas os “Wailers”, grupo formado em seu início por Bob Marley, Peter Tosh e Bunny Wailer (considerados profetas musicais pelos Rastas).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;A industria fonografica jamaicana teve um avanço incrível nas décadas de 60 e 70, apenas pelo fato de varias bandas e cantores, todos Rastas, aparecerem no&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;cenário musical . O Reggae é tido pelos próprios Rastas como sendo a musica de Jah (Deus), primeiro por Ter a mesma batida do coração e depois pelas mensagens, com letras principalmente de caráter religioso e de protesto racial e político.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113730789396343039?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113730789396343039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113730789396343039' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113730789396343039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113730789396343039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/01/ras-tafari-e-profecia-etope.html' title='Ras Tafari e a Profecia Etíope'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113730620634154540</id><published>2006-01-15T04:21:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T11:57:50.006-03:00</updated><title type='text'>Que rei Lula é?</title><content type='html'>&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sebastião Nery&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="leitura"&gt;&lt;br /&gt;RIO - Teferi Makonnen Hailé Selassié, negro, de barba e bigodão, coroado "negus" (imperador) da Abissínia-Etiópia em 1930, "Leão conquistador da Tribo de Judá, Eleito de Deus, Rei dos Reis", já com quase 70 anos, veio ao Brasil de 13 a 16 de dezembro de 1960, com enorme comitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava jantando com o presidente Kubitschek no Palácio da Alvorada, aproxima-se um assessor e lhe diz qualquer coisa no ouvido. Selassié parou um instante, pensou, voltou a jantar tranquilamente. Juscelino percebeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Alguma coisa, imperador?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Presidente, acabo de ser deposto por meu filho, na Abissínia (hoje novamente Etiópia). Mas eu sei que rei sou eu. Não vamos alterar o programa. Quero apenas, quando sairmos daqui, um audiência reservada com o senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juscelino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do jantar, foram para o gabinete, Selassié pediu a Juscelino que convocasse o gerente do Citibank. Queria sacar US$ 100 mil para alugar um avião e mandar de volta os cem generais que tinham vindo com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juscelino chamou, veio o gerente, não podia ser.O dinheiro, depositado em nome do País, já tinha sido bloqueado por ordem do novo governo de Adis-Abeba. Só havia uma possibilidade: se o Brasil avalizasse o cheque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JK mandou chamar o secretário-geral do Itamaraty, Edmundo Barbosa da Silva, que estava respondendo pelo ministério do Exterior, porque o ministro Horácio Lafer estava viajando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na hora de assinar o cheque, avalizando-o, o embaixador tremeu tanto que a assinatura não saía. Juscelino tomou-lhe a caneta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Ora, Edmundo, me dá isso que eu assino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salassié da Etiópia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juscelino assinou, avalizou o cheque, Selassié alugou um avião da Panair, embarcou na frente de seus cem generais, cumpriu fielmente todo o programa no Brasil e voltou para Adis-Abeba. Os três chefes do golpe o "ras" Imru, primeiro-ministro, o general Girmamé Neway, governador de província, e seu irmão Mengistu, comandante da guarda imperial, mataram um grupo de nobres que tinham tomado como reféns, e "suicidaram-se" depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selassié deu uma surra de chicote, no meio da praça central, no filho e príncipe herdeiro, Merede Azimach-Asfa Wessen Hailé Selassié, mandou-o para Londres como embaixador. E continuou imperador até setembro de 74, quando afinal foi deposto e preso por um golpe militar, aos 82 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que rei sou eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em 74, quando Selassié foi derrubado, perguntei a Juscelino:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Presidente, e se o Leão de Judá não conseguisse reassumir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O prejuízo seria de US$ 100 mil. Muito mais barato do que deixar e sustentar no Copacabana Palace, e toda noite no Sacha's, cem crioulos, generais abusados, mal-acostumados com o poder total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E deu uma de suas gargalhadas de janela abertas e olhos fechados. Parou um pouco, pensou, falou mais para ele do que para mim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tanto faz ser imperador na Etiópia, presidente no Brasil ou prefeito em Diamantina. Chega uma hora de decidir. E quem tem que decidir é você, eleito pelo povo ou herdeiro de uma ditadura africana. Ouve, discute, analisa, mas não pode transferir a decisão. Se transferir, não dá certo. Na hora ou lá na frente, vai ficar pior. No Governo você tem sempre que saber que rei você é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula não decide&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema mais dramático que o País enfrenta hoje não é o modelo econômico inviável, a economia trôpega, quase paralítica, o desemprego galopando, a questão social explodindo, a sangria salarial gritando nas ruas, o Banco Central cada dia mais um transgênico sindicatão de banqueiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso podia ser enfrentado por um governo de verdade. Mas governo de verdade é governo que decide. E o País de repente passou a perceber que esta é nossa maior tragédia: Lula é um Presidente que não preside, um governante que não governa, um mandatário que não decide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é má vontade ou má fé. É inapetência, preguiça. Ele é assim mesmo. Sempre foi. Faz parte da natureza dele. E acha que sempre deu certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidente prefalante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro ano, o País foi embalado pela palavra fácil, pela lábia solta de Lula, que encantava uma metade e engabelava a outra. Mas chegou uma hora em que é preciso mostrar alguma coisa, transformar palavras em fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Etodo mundo de repente começou a se dar conta de que este é o nó da questão: falta um presidente. O País elegeu um presidente e Lula é um prefalante. Votamos em Lula para governar e ele não gosta de governar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam a Imprensa. Só se fala nisso. Numa só página da "Folha", três artigos dizem que "o Governo Lula não sabe administrar" (Vinícius Freire), "o presidente não sabe bem o que fazer para governar" (Heitor Cony), "a maior carência do Brasil hoje é a falta de governo" (José Serra). Cadê meu voto?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113730620634154540?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113730620634154540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113730620634154540' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113730620634154540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113730620634154540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/01/que-rei-lula.html' title='Que rei Lula é?'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113730570299072080</id><published>2006-01-15T04:14:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:26:24.510-03:00</updated><title type='text'>Ensaio em homenagem ao Imperador Hailé Selassié</title><content type='html'>&lt;h1 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;   &lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Mário de Méroe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No curso da História, houve três reinos, independentes e distintos entre si, os quais, em épocas próprias, foram denominados Etiópia: Napata, Méroe e Aksun (ou Axum).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Ao exame dos textos históricos, parece ressaltar que a denominação de Etiópia aplicava-se, mais apropriadamente, ao reino de Aksun (Axum), enquanto para Méroe e Napata representava apenas uma designação greco-romana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; O termo Etiópia (Ethiopia) parece ter resultado do esforço dos escritores gregos antigos para designar essa região da África Oriental, cujo nome originário, indígena, era ininteligível para eles. Seu significado é, aproximadamente, “país das gentes de rostos queimados”, ou seja, genericamente, a raça negra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; A designação indistinta de &lt;u&gt;Etiópia&lt;/u&gt; para designar, genericamente, todos os países antigos situados ao sul do Egito, praticada por escritores antigos, dificulta a compreensão exata da localização geográfica de eventos registrados pela história, ocorridos naquela parte do mundo. Observe-se a narrativa bíblica (Atos dos Apóstolos, cap.VIII, 27/39) onde um dos personagens seria um “alto funcionário de Candace, rainha da Etiópia”. Um rápido exame dos mapas da região nos convence que, em época tão remota, longe das conquistas dos atuais meios de transporte, seria improvável que um alto funcionário ousasse ausentar-se de suas funções para cumprir tal viagem, dada a enorme distância entre o local do encontro com Felipe (Jerusalém) e o reino da Etiópia (atual).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; O termo Candace, comum aos textos bíblicos e de História,  originário do grego &lt;i&gt;Kandakê&lt;/i&gt;  é a forma latina, com influência francesa, de &lt;i&gt;Kantakai&lt;/i&gt;. Representava o título real comum às raínhas do império etíope. Os gregos e os romanos usavam essa denominação como nome próprio das soberanas com as quais mantinham relações políticas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O império abissínio teve início mil anos antes da era cristã, e terminou em 1974, com a deposição do último imperador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; A origem lendária do império remonta ao filho de Salomão, rei dos judeus, com Balkis, rainha de Sabá. Esse filho é chamado, por alguns autores, por Menelik, e por outros, de David, e é apontado como origem dos &lt;i&gt;negus&lt;/i&gt; da Abissínia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Ainda segundo a tradição abissínia, durante sua permanência em Jerusalém, a rainha de Sabá tornou-se mulher do rei Salomão. Teria retornado ao seu país grávida, e teve um filho, que foi educado em Sabá durante a infância. Na adolescência, foi enviado a Jerusalém, para aprimorar seus estudos e conviver com seu pai, por alguns anos, procurando absorver sua proverbial sabedoria. Nessa ocasião, teria sido ungido e sagrado no Templo, com o nome de David, em homenagem ao seu avô, retornando, após, para junto de sua mãe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Finalmente estabeleceu-se na Abissínia, tendo subido ao trono e introduzido a religião judaica em seu país, originando as cerimônias que os abissínios ainda conservam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Salomão (do hebraico Chélômôh), filho do rei David e de Bethsabá,  viveu entre 1032 e 975 A.C.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Sabá foi uma cidade da Arábia antiga (Arabia Felix), junto a costa ocidental do Mar Vermelho, capital do reino do mesmo nome, que os gregos chamaram de &lt;b&gt;Miriaba.&lt;/b&gt; Esse país, posteriormente, passou a chamar-se Yemen.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; A tradição árabe conta que a rainha Balkis (Belkis), atraída pela fama de riqueza e sabedoria que adornavam o rei dos judeus, resolveu visitá-lo, tendo sido sua hóspede e mantido o relacionamento que resultou no nascimento de um filho, do qual descendem os reis da antiga Abissínia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; O episódio é confirmado (parcialmente) pela narrativa bíblica (Reis, cap. 10, vers.1 a 13, e Crônicas, cap. 9, vers. 1 a 12), exceto no que se refere ao nascimento do filho mencionado nas tradições árabes e etíopes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Os autores árabes atribuem à rainha de Sabá dessa narrativa, o nome de Balkis ou Belkis. Outros autores a denominam de Makeda, ou Makida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; A Abissínia teve origem no antigo reino de Aksum (Axum).Em 1941, reivindicou o nome do antigo território, e passou a denominar-se Etiópia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Os soberanos da milenar Abissínia, desde a antiguidade, usavam o título de &lt;i&gt;Negus&lt;/i&gt;, pretendendo descenderem do rei bíblico Salomão, e da lendária rainha de Sabá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; O último &lt;i&gt;negus&lt;/i&gt; etíope, Hailé Selassié, que reinou de 1930 a 1974, usava os títulos da tradição bíblica de “O Eleito de Deus”, “Rei dos Reis”, “O Leão de Judá”, e timbrava os documentos oficiais com o “selo de Salomão”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;u1:p&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Selassié nasceu em 1891&lt;a name="_ftnref1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://jbcultura.com.br/mmeroe/etiopia.htm#_ftn1" title=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;font-family:Arial;color:#000000;"  &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;, e tinha o nome civil de Tafari Makonen. Seu pai, o &lt;i&gt;rás&lt;/i&gt; Makonnen, era um dos filhos do imperador Menelik II&lt;a name="_ftnref2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://jbcultura.com.br/mmeroe/etiopia.htm#_ftn2" title=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;font-family:Arial;color:#000000;"  &gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;. Exerceu o cargo de &lt;i&gt;rás&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(governador civil e militar) do Choá, uma importante unidade política e administrativa do país. Foi regente da coroa, durante a menoridade da princesa Zauditu, elevada ao trono durante a primeira guerra mundial. Com o falecimento desta, assumiu o poder e foi sagrado imperador, em 1930, com o nome de trono de Hailé Selassié. Como monarca poderoso, introduziu a primeira constituição no país, criou um Parlamento, modernizou o exército e aboliu a hereditariedade dos cargos de &lt;i&gt;rás&lt;/i&gt; das províncias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;u1:p&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em 1935, a Itália, contaminada pelos ímpetos expansionistas de Mussolini, invadiu a Abissínia e forçou o &lt;i&gt;negus&lt;/i&gt; ao exílio. Nessa ocasião, no ano de 1936, proferiu corajoso discurso, junto a Liga das Nações, protestando contra a omissão dos Chefes de Estados das demais nações, face ao perigo nazista iminente. Foram suas palavras:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;u1:p&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; ”Eu jamais acreditaria que todas as nações do mundo, entre as quais as mais poderosas da terra, pudessem acovardar-se diante de um único inimigo. Mas, diante de Deus, nenhuma nação é melhor do que outra”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;u1:p&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E profetizou: “Hoje fomos nós, amanhã serão vocês”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;u1:p&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em 1974, um golpe militar aboliu o regime monárquico e depôs o imperador, já velho e doente, que faleceu (há indícios de que foi assassinado) em 1975, um ano após ter sido despojado do milenar trono abissínio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a name="_ftn1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://jbcultura.com.br/mmeroe/etiopia.htm#_ftnref1" title=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;font-family:Arial;color:#000000;"  &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; As fontes consultadas divergem sobre a data de nascimento do imperador, ora indicando 1891, ora 1892.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a name="_ftn2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://jbcultura.com.br/mmeroe/etiopia.htm#_ftnref2" title=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;font-family:Arial;color:#000000;"  &gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Também na relação de parentesco do &lt;i&gt;negus, &lt;/i&gt;em relação ao Imperador Menelik II&lt;i&gt;, &lt;/i&gt; há divergências, sendo apontado por algumas fontes como neto, sobrinho-neto, primo em primeiro/segundo grau e outras posições genealógicas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113730570299072080?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113730570299072080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113730570299072080' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113730570299072080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113730570299072080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/01/ensaio-em-homenagem-ao-imperador-hail.html' title='Ensaio em homenagem ao Imperador Hailé Selassié'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113722511641721117</id><published>2006-01-14T05:42:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T11:59:05.000-03:00</updated><title type='text'>Hailé Selassié visita o Brasil em 1960</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5702/1903/1600/selassiejk1.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5702/1903/320/selassiejk1.1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Leo Vidigal&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/h5&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Sua Majestade Imperial Hailé Selassié I veio ao Brasil em dezembro de 1960 em missão diplomática. Veja como foi:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt; 12 de dezembro - Selassie desembarca em Recife em uma aeronave da Ethiopian Airlines, acompanhado pela eta Aida Desta e os vinte e cinco integrantes da sua comitiva.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt; 13 de dezembro - Partida para Brasília. Audiência no Palácio da Alvorada com o presidente Juscelino Kubitschek (foto acima: José Pereira Rocha). Visita o Congresso Nacional e o STF (Superior Tribunal de Justiça).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt; 14 de dezembro - Sobrevoa a capital em companhia de JK. Embarque para São Paulo. Audiência com o governador Carvalho Pinto. Encontro com lideranças populares no ABC. Começa a receber notícias sobre um golpe militar que estava acontecendo na Etiópia.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;  15 de dezembro - Obrigado a voltar a seu país para controlar o golpe. Levanta vôo ao raiar do dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt; Sua agenda ainda previa uma visita ao Rio de Janeiro, onde iria oferecer uma grande recepção ao presidente JK no Copacabana Palace, o mesmo local em que, vinte anos depois, Bob Marley se hospedaria. A rebelião na Etiópia seria controlada em menos de dois dias. Três anos depois ele iria patrocinar a primeira reunião da Organização da Unidade Africana, em Addis-Abeba, capital etíope. Em 1974 Haile Selassie I seria derrubado por militares de inspiração cambojana que mergulharam o país em um banho de sangue. O imperador foi assassinado covardemente em 1975, asfixiado com o próprio travesseiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5702/1903/1600/hailejk.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5702/1903/320/hailejk.1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5702/1903/1600/haile.0.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5702/1903/320/haile.0.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;Selo comemorativo da visita de Selassie&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113722511641721117?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113722511641721117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113722511641721117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113722511641721117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113722511641721117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/01/hail-selassi-visita-o-brasil-em-1960.html' title='Hailé Selassié visita o Brasil em 1960'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113722051414266973</id><published>2006-01-14T04:34:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T11:59:43.876-03:00</updated><title type='text'>Um messias em Brasília</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;b class="fontTitulo"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="font12"&gt;         Demóstenes Torres       &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;   &lt;p&gt;Caso o presidente Lula fosse habituado à leitura, daria por certo que decidiu buscar o refúgio dos seus últimos dias em “O Imperador”, do jornalista polonês Ryszard Kapuscinski. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Centrada em depoimentos, a obra é uma reportagem, com muito sabor de literatura, sobre a Etiópia nos tempos do “rei dos reis”, Hailé Selassié I. Ao contrário do falador presidente do Brasil, o monarca africano conservou um mandonismo de 44 anos com “retraimento, discrição e silêncio”. Mas há muito da Era Lula nas práticas nefastas que mantiveram Selassié I como fonte originária do poder absoluto, “o escolhido de Deus”, descendente direto do Rei Salomão. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;O imperador etíope ascendeu ao trono em 1930. Como o presidente Lula, amava o fausto dos Palácios e tratou, logo nos primeiros tempos do império, de comprar a própria aeronave. Outro ponto em comum: o adorável apreço pelas missões no estrangeiro e o recebimento de honorárias delegações internacionais. Assim como o primeiro-funcionário se sente, o ex-monarca era um reformador. Em 1950 aboliu definitivamente a escravidão. Em outro decreto instituiu a profissão de carrasco. O Ministério da Pena era a Abin de Selassié I.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;Por intermédio de uma bem articulada rede de delação e espionagem, mantinha equilíbrio sustentável do poder. Abaixo do monarca havia rígida hierarquia estabelecida pelos estamentos sociais mais elevados, mas o imperador tecia seu próprio sistema de influência, sempre com o apelo à pessoalidade. Nem aristocrata nem burocrata, o professor Delúbio Soares seria uma “pessoa especial” na corte de Selassié I. A se considerar o que fez por devoção a Lula, a ele seria destinada função de maior confiança e de igual escárnio.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;Os tempos do imperador da Etiópia e do reinado do PT guardam afinidade simpática. Na corte de Selassié I, “para galgar os diversos degraus do palácio era preciso, em primeiro lugar, ter conhecimento do que era negativo, do que não era permitido”. Tinham a proteção extra os ineptos e os de pouca sabedoria, pois eram entendidos como elementos estabilizadores do império. Conta o jornalista polonês que ao imperador era agradável multiplicar os bens e engordar as contas bancárias dos cortesãos . “Corrompam-se à vontade, desde que permaneçam leais a mim!”, eis o lema de Selassié I. Uma espécie de “não sabia de nada” do presidente Lula. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;No livro há uma passagem interessante que tem paralelo com os parlamentares expulsos do PT, quando já grassava o mensalão e o caixa 2. Por intermédio de um depoimento, Kapuscinski narra que talentoso governador de uma pobre província decidiu desviar dinheiro de corrupção para investir na construção de escolas. Foi rebaixado na “Hora das Nomeações” e caiu em desgraça. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O movimento Ras Tafari acredita que virá o Novo Reino e com ele a redenção da humanidade. O pai da nova ordem é Haile Selassié I. Não é preciso esperar o messias. Reggae na caixa pessoal, ele mora em Brasília.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113722051414266973?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113722051414266973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113722051414266973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113722051414266973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113722051414266973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/01/um-messias-em-braslia.html' title='Um messias em Brasília'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113721920921891006</id><published>2006-01-14T04:07:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:00:30.123-03:00</updated><title type='text'>O Imperador</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5702/1903/1600/img_imperadorgde.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5702/1903/320/img_imperadorgde.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b class="titulo2"&gt;O IMPERADOR&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         &lt;span class="titulo2"&gt;DE RYSZARD KAPUSCINSKI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="conteudo" style="margin-left: 0px;"&gt;O renomado correspondente Ryszard Kapuscinski traça um retrato da extravagância e da corrupção de que a corte do imperador Hailé Selassié I desfrutava enquanto a Etiópia se tornava um dos países mais miseráveis do mundo. Com posfácio de Mario Sergio Conti.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b class="titulo"&gt;Selassié: relatos da corte&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;        &lt;span class="subtitulo"&gt; De Guss de Lucca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                 A história de &lt;i&gt;O Imperador&lt;/i&gt; começa, de fato, 15 anos antes de Ryszard Kapuscinski retornar à Polônia para colocar no papel os depoimentos que viriam a formar um de seus mais célebres trabalhos.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;O real início deste relato ocorreu durante a primeira visita do jornalista a Adis-Abeba, capital da Etiópia, em 1963, período em que trabalhava como correspondente internacional de uma agência de notícias e era o único responsável por todo o continente negro. Obrigado a viajar constantemente pelas nações africanas, Kapuscinski acabou testemunhando em sua carreira dezenas de revoluções e golpes de estado, dentre os quais fez parte o que destituiu o monarca Hailé Selassié I do trono etíope.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Mas é antes da revolução que derrubou o monarca que a história teve início, durante um grande banquete que estava sendo preparado por Selassié I para recepcionar os chefes de estado das nações independentes da África, o primeiro encontro da OUA, Organização da Unidade Africana. E se os preparativos da grande recepção já deixaram perplexo o recém-chegado, a ocasião deu a Kapuscinski a primeira oportunidade de entrar em contato com a cultura palaciana do soberano, que governava como "O Escolhido de Deus" uma nação de extremos: miséria absoluta da população, de um lado, luxo e ostentação da corte palaciana, do outro.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;E enquanto os três mil convidados que chegavam assistiam ao show de fogos de artifício, o repórter testemunhava a massa de mendigos famintos que, do lado de fora do palácio, aglomerava-se em plena chuva, batalhando pelos restos de comida que os empregados despejavam de tempos em tempos em sua direção.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Anos mais tarde, com o fim do regime do imperador decretado e a nação envolta pelo caos de uma guerra civil, Kapuscinski retornaria a Etiópia com o objetivo de localizar os poucos representantes da vida palaciana que ainda não haviam sido executados ou trancafiados pelo atual governo.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Para concretizar seu objetivo ele buscou o auxílio de Teferra Gebrewold, ex-chefe de um dos departamentos do Ministério de Informação de Hailé Selassié, que se tornaria o guia do jornalista. Somente com sua ajuda Kapuscinski conseguiu extrair dos cortesãos os relatos que o ajudaram na construção de um retrato íntimo, distante da imagem mítica do "Rei dos Reis" da Etiópia.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Dentre os entrevistados estavam homens que haviam dedicado décadas de suas vidas à execução de tarefas no mínimo inconcebíveis para nós, leitores ocidentais, como era o caso do "cuco do rei", responsável por avisar o monarca de que havia outros compromissos à sua espera curvando-se diante dele, e seu "colocador de almofada", cujo trabalho era selecionar entre as 52 peças que possuía qual se adequaria mais ao trono em que Selassié viria a sentar-se.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Surpreendentemente, para quem tinha expectativa de que em tal tipo de corte os "funcionários" relatassem atitudes atrozes e sanguinárias do soberano, isso não ocorre: o livro não registra sequer uma crítica direta ao monarca, ao contrário, Hailé Selassié surge nestes relatos como um homem inteligente, ponderado e preocupado com o desenvolvimento de seus súditos.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        E esse é sem dúvida o grande trunfo de &lt;i&gt;O Imperador&lt;/i&gt;. Uma história narrada por quem só conhecia a vida como submissão e que contém tantas ou mais alusões às qualidades quase divinas do soberano quanto se esperaria de uma biografia vinda da própria elite palaciana, tamanho o condicionamento no qual viviam os súditos de Selassié.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Em uma das passagens que melhor retrata essa radical submissão, o autor descreve como o pai de um estudante universitário critica o filho por ter começado a pensar, pois "pensar, naqueles dias, era algo muito inconveniente, um defeito capaz de atrair sérias conseqüências, embora o digníssimo amo, em sua incessante preocupação com o bem-estar dos súditos, não poupasse esforços para livrá-los dessa inconveniência, desse defeito."&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Mesmo já livres do antigo regime e distantes dos olhos e ouvidos de Hailé Selassié, os empregados do palácio mantinham-se fiéis ao imperador e à crença de que ele era incontestavelmente "O "Leão de Judá", o homem forte, que prezava apenas uma única qualidade nas pessoas, a lealdade.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;É essa lealdade que Kapuscinski vai encontrando em cada depoimento e que contribui para matizar a imagem tirânica que os opositores atribuíam ao soberano, emprestando a Selassié os atributos de um mito, uma entidade que havia permanecido 44 anos no poder e que ganhara muito mais força após a morte.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Kapuscinski acabou por revelar ao mundo um lado da história palaciana que permanecera escondido dentro de seus portões por décadas, trazendo à tona uma poderosa e quase infalível rede de intrigas sustentada pelo imperador, cujo objetivo era manter a lealdade de seus súditos praticamente sem que ninguém precisasse policiá-los a todo instante.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Essa tarefa de vigília e denúncia era suprida pelos próprios funcionários, que temiam o expurgo mais que a morte, pois "como homens do palácio éramos pessoas importantes, de destaque, respeitadas, acatadas, e tudo isso nos dava uma sensação de importância e utilidade, de existirmos de fato, de fazermos parte do mundo (...) E então nosso amo podia (...) nos mandar de volta para casa para sempre. Numa fração de segundo tudo desaparecia e você deixava de existir."&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        Trágico e revelador, &lt;i&gt;O Imperador&lt;/i&gt; traduz em linguagem leve e fluente um período único na história da Etiópia, criando em suas páginas a possibilidade de estabelecer vínculos com leitores das mais variadas origens, mesmo aqueles que nunca tenham se aproximado de uma obra de jornalismo literário.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;"Um trono só dá dignidade quando contrasta com a humildade dos que o cercam; é a humildade dos subordinados que aumenta a importância da cadeira real e lhe dá sentido."&lt;br /&gt;        (citação de W.A-N, criado de Hailé Selassié I)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ryszard Kapuscinski&lt;/b&gt; nasceu em 1932, em Pinsk (hoje Bielo-Rússia), então pertencente à Polônia. Desde 1954 é repórter da PAP, a agência de notícias polonesa, encarregado de coberturas no exterior, sobretudo na África e na América Latina. De 1964 a 1980, realizou matérias sobre 27 revoluções, golpes de Estado e insurreições diversas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113721920921891006?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113721920921891006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113721920921891006' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113721920921891006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113721920921891006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/01/o-imperador.html' title='O Imperador'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113721556345294590</id><published>2006-01-14T03:11:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:01:12.423-03:00</updated><title type='text'>Bob Marley, a vida depois da morte</title><content type='html'>&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;       &lt;tr&gt;         &lt;td height="75"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;         &lt;td style="text-align: justify;" colspan="2" class="style2" valign="bottom" width="455"&gt;       &lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;Fernando Gabeira&lt;br /&gt;     &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O som do reggae vem do quarto dos meninos e você fica atento para distinguir a música. É a voz de Bob Marley. Running and running and running away. Mas ele não morreu há 25 anos? Deve haver um segredo para a vida depois da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do menino que nasceu de mãe negra e pai inglês, no interior da Jamaica, no fim da II Guerra, o segredo tem muitas faces e não se deixa desvendar num passe de mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente cantou a saga dos oprimidos. Bob Marley viveu o inferno da pobreza nos bairros pobres jamaicanos e a expressou com a força de sua experiência. É uma tese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bob Marley surgiu num momento em que as revoluções clássicas do tipo marxista estavam em colapso. E as minorias raciais nas grandes metrópoles tinham um grande anseio de identidade. Ele a ofereceu na forma de letras diretas e lindas melodias. Outra tese. E assim de tese em tese é possível explicar Bob Marley e seus admiradores, sem admitir que tudo isso é muito pouco para descrever seu grande impacto estético da década dos 70.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Para mim, Bob Marley não chegou sozinho, como se caisse dos céus com sua bandeira da Jamaica, a grande foto de Haile Selassie. Mesmo sem monitorar a música caribenha, que já havia nos dado o calipso, lançado o ska e emergia agora com o reggae, intuía-se na Europa, onde vivia no exílio, que alguma coisa estva contecendo na Jamaica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro sinal foi um filme cult que passava na televisão. The harder they come era seu nome. Contava a história de um jovem e talentoso cantor, perseguido pela polícia. Era um rude boy. Um nome dado às violentas gangues juvenis que dominavam os bairros pobres de Kingston, em conflito permanente com a lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, antes de Bob Marley nos ser apresentado, já se conhecia o fascinante meio social onde cresceu e o tipo de música que brotou desse caos urbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bairros pobres de Kingston com seus barracos destelhados eram apenas um cenário que projetaria a maior estrela do Terceiro Mundo. Ele chegou ali com uma história singular.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Robert Nasta Marley nasceu num vilarejo rural da Jamaica, chamado Nine Miles. O pai, o capitão inglês, Norval Marley, seduziu uma garota negra de 17 anos, Cedella, e a abandonou com o filho no colo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O menino cresceu admirando a coragem de mãe que enfrentou não só o abandono mas também o estigma de ter transado com um homem branco. Embora na cabeça de Robert isso não tinha trazido nenhuma hostilidade especial aos brancos, foi o avô, da tribo dos Cromantees, valentes escravos que se batiam contra os colonizadores, que encarnou a figura paterna. O avô era um obeah, uma espécie de curandeiro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A força da jovem Cedella e a espiritualidade do avô foram as influências que marcaram o menino a quem se atribuiam dons extraordinários. Se vivesse com um distante pai inglês, talvez sua base de lançamento fosse menor, o vôo mais curto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Num momento de sua infância o pai resolveu trazê-lo para Kingston. E o abandonou, deixando-o na guarda de outra mulher. Nesse momento, não era o filho de Narval que ganhava as ruas miseráveis de Kingston e começava a descobrir seus segredos. Era o filho de Cedella, o menino influenciado pelo avô que conseguiria transitar pelas ganges de Rudes Boys, participar de alguns conflitos de rua, mas emergir com uma clara consciência de que era preciso transcender esse mundo através da música que o redimisse.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Na segunda vez que volta a Kingston, agora com sua mãe Cedella, Bob Marley pode atenuar a angústia materna com essa frase: não se preocupe, não vou trabalhar para eles. Ele queria dizer com isso que frequentava as gangues, mas que seu olhar estava bem na frente. Mas não disse para a mãe de onde iria tirar o combustível para voar bem acima das violentas gangues e da polícia. Esse combustível eram a música e a religião.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Embora entrelaçadas, a música precedeu à mensagem religiosa. No momento em que iniciava sua carreira, o ska dava lugar ao reggae com sua cadência favorável à ênfase nas letras, ao comentário social. Tanto o ska como o reggae faziam parte de um longo diálogo da música caribenha com os rhytm and blues dos negros americanos.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Bob Marley faria uma música negra nas suas raízes. E cantaria a libertação da diáspora negra, esmagada na babilônia branca, com seus pecados , seu materialismo e decadência.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Para quem tivesse vivido a década dos 60, isso não era absolutamente novo. A expressão Babilônia era comum entre os Black Panthers, revolucionários negros americanos que fizeram algumas escaramuças armadas e foram esmagados.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;No diálogo com o embaixador americano, Burke Elbrick, em 1969, comentei a existência dos Black Panthers. O título do relato do sequestro de Elbrick, no livro Que é Isso Companheiro, é Babilonia, Babilônia.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Uma década depois, Bob Marley revestia a causa negra de um véu espiritual e uma disposição pacifista. Além disso, não falava a linguagem direta da política, comum aos Black Panthers mas a da música que iria percorrer com facilidade não só os guetos de Kingston mas as ruas de Salvador e São Luis, para mencionar apenas o impacto nacional .&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Uma novidade que ele captou estava há muito tempo nas teses do controvertido profeta jamaicano Marcos Garvey. Ele andou pelo Estados Unidos, foi preso por lá e voltou à Jamaica para divulgar suas idéias. Segundo Garvey, não havia salvação para o povo negro, dentro dos portões da Babiliônia. Era preciso voltar à Africa, que seria o verdadeiro Sion e onde surgiria o verdadeiro Jeová, no corpo de um imperador negro.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Dizem que Garvey jamais mencionou Haile Selassie e a Etiópia diretamente. Mas quando o Ras Tafari assume o trono a Etiópia, o quadro se completou na cabeça de alguns seguidores, que se tornariam os rastafaris.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Os rastafaris talvez passem despercebidos como mais uma seita, ou mais uma leitura negra do cristianismo, se não tivesse uma relação especial com a maconha. Para eles, a ganja, como assim a chamavam, era uma erva sagrada, com grande poder espiritual e capacidade de ampliar as consciências.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;No coração da Babilônia a maconha tinha sua história. Proibida nos Estados Unidos e na Europa era consumida assim mesmo. As grandes campanhas proibitivas tinham fracassado. Algumas eram francamente ridículas. Fuma maconha e voce será um assassino, um homosexual ou um comunista, dizia uma delas. Filmetes mostravam mulheres fumando, tirando a roupa e se jogando enloquecidas das janelas de arranha-céus.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Através de Bob Marley o incipiente movimento de legalização da maconha ganhava novo impulso. Ela aparecia associada à luta de libertação dos negros, ampliava a consciência e era envolvida na aura do sagrado.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Quando Bob Marley percorria a Europa durante o verão, no meio da década dos 70, a força de sua música era fortalecida por duas tendências: a busca de identidade dos jovens imigrantes negros e a aliança tática com os maconheiros, que viam na mensagem de luta e espiritualidade uma forma de legitimar a erva.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;A volta à África, o foco no imperador Salassie, eram elementos secundários, que não comprometiam, pelo contrário, adicionavam um toque bizarro à sua trajetória.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Embora tenha visitado a Jamaica, onde foi recebido com grandes manifestações populares, Salassie não acreditava na lenda que os rastafaris criaram em torno dele. Chegou a dar algumas terras perto de Adis Abeba, para os quisessem voltar ao continente.&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;O Brasil também não tinha razão para acreditar na santidade de Salassie. Ele visitou o país e sua passagem é contada na biografia de Juscelino Kubistcheck. JK era o presidente orgulhoso de receber um imperador. Acontece que no meio de uma solenidade, um general se aproxima do imperador e comunica a dura notícia: havia um golpe de estado na Etiópia e Selassie perdera o trono.&lt;br /&gt;              &lt;br /&gt;Os momentos seguintes foram difíceis pois não havia comunicação fácil com a Etiópia. Selassie queria voltar e não tinha como. No bolso, apenas um cheque de US$ 60 mil. Mas quem iria descontar um cheque de um imperador caído. JK habilmente convenceu seu ministro das finanças, Horácio Lafer, a avalizar o cheque. Lafer relutou. As chances de transformar aquilo em dinheiro eram mínimas. JK argumentou que não era sempre que ela podia ajudar a um imperador. Lafer, a contagosto, aceitou. Selassie voltou e retomou o trono.&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;Quando Selassie visitou a Jamaica, Bob Marley estava nos Estados Unidos. Ao voltar a Kingston sentiu o impacto da passagem nos cabelos de Rita, sua mulher. Ela tinha se convertido diante do visão do imperador.&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;Os rafastaris que vivem hoje na Etiópia se deram mal. Concentram-se em Shashemene, uma cidade de 100 mil habitantes e são discriminados pelos africanos. Selassie foi varrido por uma revolução e as terras dadas por ele progressivamente tomadas dos rastas.&lt;br /&gt;             &lt;br /&gt;Apesar de um complexo roteiro de libertação do povo negro, foi o contato com a política jamaicana o que quase destruiu Bob Marley. Dizem que tinha uma leve simpatia pelo PNP (People’s National Party) dirigido por Michael Manley. Seu opositor era Ewduard Seaga do JLP (Jamaican Liberal Party). Em 1976, alguns membros do partido de Manley pediram a Marley que fizesse um concerto para baixar a tensão pré-eleitoral. O título do concerto era “Sorria Jamaica”.&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;Os boatos indicavam também que o CIA apoiava o partido de Seaga. A verdade é que Marley, Rita e seu empresário Don Taylor foram metralhados. Don recebeu cinco tiros, Rita foi alvejada na cabeça e Bob no peito.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;Ele foi advertido para não fazer o show. Várias ameaças de morte em forma de boato chegaram a ele. Houve até um grupo de voluntários que fazia sua segurança. Mas no dia do atentado, não havia nenhuma segurança especial. Dois carros brancos estacionaram, alguns homens cercaram a casa e outros simplesmente metralharam os ocupantes que ensaiavam para o show “Sorria Jamaica”.&lt;br /&gt;                  &lt;br /&gt;Talvez tenha sido seu grande impacto negativo no próprio pais. Sofrer um atentado na Jamaica onde era cada vez mais amado e já se tornava o grande nome do Terceiro Mundo.&lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;Bob Marley deve ter percebido ali como era difícil fugir da violência. Na verdade a baixaria tomou conta da própria industria musical jamaicana. O grupo de Marley chegou a espancar um empresário por causa de contas que não fechavam. Peter Tosh foi vítima de atentado, apanhou da polícia, era uma atmosfera de horror.&lt;br /&gt;             &lt;br /&gt;Embora seu grande sucesso mundial tenha sido No Woman no cry, Bob Marley, de uma certa forma, deu continuidade a uma tendência patriacal no movimento negro. As mulheres sofriam com os Black Panthers. Rita Marley sofreu, silenciosamente, ao lado do marido. Às vezes, ele se encontrava com outra no mesmo hotel em que estavam hospedados. Para se ter uma uma idéia em números de sua performance: dos 11 filhos que fez, apenas quatro são de Rita.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Nunca ficou claro como um homem que sentia-se com uma grande missão e tinha um grande apetite sexual, possa ter descuidado da saúde. Os de Bob começaram com um ferimento no pé, quando jogava futebol. Era preciso cuidado e até mesmo a amputação de um dedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu livro de memórias, Rita acha que ele se descuidou não por uma razão religiosa, pois os rastas não aceitam amputação. Ela afirma que ele tinha medo de aparecer manco nos palcos, de enfraquecer sua presença como artista.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Em 1980, quando corria no Central Park, Bob Marley teve um desmaio. Consultou um médico e descobriu que tinha câncer no cérebro. Dois dias depois estava cantando em Pittsburgh mas já sabendo que a morte o rondava. Durou oito meses, cantando e resistindo.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Depois dele, além das brigas de bastidores pela sua herança, o reggae tornou-se mais ameno. Perdeu seu conteúdo de crítica social. No entanto, Bob Marley vive. Talvez porque ainda existam milhões de jovens negros em busca de identidade, milhões de fumantes de maconha pedindo liberação. O mais provável no entanto é que ele viva principalmente pela forca da sua obra, que independente das mensagens do momento, é a continuidade da negra, do rithm and blues, do jazz, do samba e agora dos rappers que, como ele, vivem no meio do caos urbano e cantam a própria experiência. Há uma complexa constelação no céu onde até hoje brilha a estrela de Marley. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113721556345294590?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113721556345294590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113721556345294590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113721556345294590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113721556345294590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/01/bob-marley-vida-depois-da-morte.html' title='Bob Marley, a vida depois da morte'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113721531563090742</id><published>2006-01-14T03:06:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:01:46.803-03:00</updated><title type='text'>Vozes d'África</title><content type='html'>&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="539"&gt;&lt;b class="titulo"&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="subtitulo"&gt;MARIO SERGIO CONTI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Ryszard Kapuscinski ocupou durante décadas uma das mais temerárias funções jornalísticas, a de correspondente no exterior. O correspondente deve se informar sobre um país a respeito do qual seu conhecimento é limitado. Deve usar um idioma que não é o seu. Deve buscar informantes dos quais pouco sabe. Deve estar por dentro de notícias que lhe são necessariamente fugidias. E, por fim, deve oferecer a seu público um relato organizado de situações de uma complexidade formidável.&lt;br /&gt;Contra os clichês românticos, glamorosos ou aventureiros do correspondente no exterior, sobretudo o de guerra, Kapuscinski traça em O imperador um retrato pouco lisonjeiro do metiê:&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;       &lt;i&gt;É preciso dizer que o círculo de correspondentes estrangeiros, profissionais que se enfiam nos mais distantes recantos do mundo, é formado por homens cínicos, duros, que já viram de tudo, passaram por todos os tipos de experiência e que, para poder exercer seu ofício, enfrentam um sem-número de perigos, dos quais a maioria das pessoas nem sequer tem idéia. Por causa disso, tornaram-se homens mais endurecidos e, quando exaustos ou raivosos, são realmente capazes de se queixar a imperadores das péssimas condições de trabalho e da falta de cooperação das autoridades locais.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Além das dificuldades corriqueiras da função, Kapuscinski teve de enfrentar outras três, ainda maiores. Primeiro, ele foi correspondente não num país definido, mas na África inteira. Nascido em 1932, por mais de trinta anos ele fez reportagens no Irã, na Índia, na União Soviética, no Paquistão, no Chile, em El Salvador, na Bolívia e em Honduras. Mas sua experiência profissional definidora se deu na África. E a palavra "África", como ele diz em &lt;i&gt;Ébano&lt;/i&gt;, é um rótulo ocidental comodista e redutor, que comprime num mesmo termo um continente de realidades díspares: dezenas de idiomas, centenas de grupos étnicos, uma ciclópica diversidade cultural, geográfica e histórica.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Em segundo lugar, Kapuscinski não trabalhava para um jornal ou revista, e sim numa agência de notícias. O correspondente de agência deve trabalhar em cima dos fatos do dia, contra o relógio, com um espaço exíguo (pelo padrão internacional, o limite é de seiscentas palavras) para resumir tudo que aconteceu e apurou durante uma jornada. Ao profissional de agência de notícias não é permitido ser furado pelos concorrentes. Ele deve sempre transmitir as notícias quentes: o golpe militar, a revolução, o massacre, a queda do governante. Sem dispor do luxo da reflexão prolongada, e sem espaço para expor nuances, aprofundar temas ou caprichar na escrita, Kapuscinski cobriu vinte e sete golpes e revoluções sob a ditadura do relato objetivo e simplificador: o quê, quando, quem, onde e por quê.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Por fim, nos anos 60 e 70, Kapuscinski não era funcionário de uma poderosa publicação da Europa ocidental ou dos Estados Unidos. Ele era o único correspondente na África de uma mirrada agência polonesa. Enquanto seus colegas de países ricos dispunham de prestígio (que lhes garantia a atenção de políticos locais, sempre querendo aparecer bem na imprensa das grandes potências) e dinheiro (que lhes facilitava a locomoção e a segurança), Kapuscinski representava um país remediado e tinha que se virar sozinho. Que potentado africano se disporia a falar com um jovem repórter polonês? E como fazer para, sem dinheiro, viajar centenas de quilômetros para cobrir um golpe de Estado num país do outro lado do continente?&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;       A dureza das condições de trabalho de Kapuscinski transparece apenas de maneira indireta em &lt;i&gt;O imperador&lt;/i&gt;. Ao defender um dos assessores de imprensa de Hailé Selassié das ameaças de um colega correspondente (que na verdade era um agente de uma empresa petrolífera italiana), Kapuscinski se aproximou da fonte que, cativada ao longo de anos, garantiu-lhe acesso a figuras-chave da corte etíope. Por figuras-chave entenda-se não os ministros, os governadores, os generais ou os nobres que cercavam Selassié e formavam as inúmeras &lt;i&gt;cliques&lt;/i&gt; e facções em permanente disputa de poder. Kapuscinski buscou os funcionários que serviam de perto o imperador e o veneravam.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;       Com isso, o ponto de vista dominante em &lt;i&gt;O imperador&lt;/i&gt; é o dos subalternos, dos que estão quase prostrados no chão, daqueles que contemplam o poder de baixo para cima, que sofrem seu peso e temem suas ordens: o serviçal encarregado de limpar os sapatos dos dignitários nos quais o cachorrinho imperial fez xixi; o que coloca almofadas sob os pés de Selassié quando ele senta em tronos imponentes, para evitar que suas pernas balancem de modo ridículo; o que se curva a sua frente para avisar que é tempo de se dedicar a outros afazeres.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;O poder absoluto é apresentado pelo prisma daqueles que respeitavam e temiam Selassié, mas que puderam também captar com precisão, dada a proximidade, não só as manias e espertezas do imperador como também algo maior, que a todos ultrapassa: a lenta e violenta dissolução de uma autocracia.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;A estratégia de dar voz aos silenciosos é, por si só, um achado jornalístico de grande eficácia. E que adquire alta voltagem literária pela forma com que Kapuscinski lida com essas vozes. Ele as apresenta com uma solenidade teatral, identificando-as somente pelas iniciais, para protegê-las de represálias dos novos poderosos, os que substituíram Selassié. Não por acaso &lt;i&gt;O imperador&lt;/i&gt; teve adaptações teatrais na Polônia e na Inglaterra.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;       Cada voz de &lt;i&gt;O imperador&lt;/i&gt; tem uma dicção própria. Mas todas compartilham as mesmas fórmulas de reverência, a mesma simpatia temerosa pelo imperador, os mesmos sentimentos de opressão e alienação e até elementos estilísticos, como a profusão de adjetivos, as frases longas e espiraladas que jamais esgotam os temas, deixando sempre uma incerteza ou uma dúvida no ar. Uma voz se engata à outra, esclarece um determinado meandro do poder e jamais expõe um panorama geral. Entre elas está a voz de Kapuscinski. O jornalista não tenta explicar, de cima para baixo, o pântano em que estão atolados seus personagens. Ele permanece o tempo todo imerso no coro, sem destoar dele com dados pretensamente científicos ou mais acurados: estatísticas, contextos históricos ou geopolíticos. Kapuscinski não adota o ponto de vista etnocêntrico no qual o europeu branco faz figura de sumidade, de &lt;i&gt;bwana&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;sahib&lt;/i&gt; capaz de mostrar quem são, no final das contas, os etíopes. Sua perspectiva é oposta: ele sabe apenas o que sabem os africanos que conviveram com Selassié.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;       Quando foi publicado na Polônia, em 1978, e na Inglaterra, em 1983, &lt;i&gt;O imperador&lt;/i&gt; foi percebido não apenas como um relato jornalístico, mas foi visto como um livro duplamente exótico: seu tema era um país remoto, a Etiópia, e seu autor cidadão de uma ditadura stalinista, a Polônia. Isso fez com que &lt;i&gt;O imperador&lt;/i&gt; fosse considerado uma alegoria. Ao falar da autocracia etíope, de seus ministros medíocres e corruptos, do medo disseminado, das pompas oficiais em contraste com a pobreza dominante, Kapuscinski na verdade estaria falando do stalinismo polonês, de seus burocratas aproveitadores, da repressão política, da apatia social. A Etiópia do livro serviria de metáfora para a Polônia stalinista.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;       Kapuscinski deu a entender que concordava com essa interpretação:&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;       &lt;i&gt;Escrevi &lt;b&gt;O imperador&lt;/b&gt; para os jovens poloneses que têm uma experiência política e psicológica definida, e que irão entender minha escrita metafórica. O texto é dois textos - o que se lê sobre a Etiópia e o que está debaixo dele. É uma forma de escrita secreta, um texto que é como um código secreto da prisão.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;       E em seguida tomou distância dela:&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;       &lt;i&gt;Num nível mais amplo, contudo, &lt;b&gt;O imperador&lt;/b&gt; não foi escrito somente para os poloneses. Ele é sobre política, sobre como uma mudança na situação modifica a natureza das pessoas que estão envolvidas nela. Em todos os lugares há política como a de &lt;b&gt;O imperador&lt;/b&gt;. O livro foi adaptado para o palco na Inglaterra. No teatro, vi uma senhora chorando na sua escrivaninha no escritório do gerente. Ela havia sido demitida numa disputa de poder. Perguntei: "Por que você está chorando?". "Por que você me pergunta?", ela disse. "Você escreveu a respeito em &lt;b&gt;O imperador&lt;/b&gt;." Há um pouco disso em todas as situações nas quais você tem uma hierarquia, uma estrutura política, um chefe, coisas mudando na sua vida. Há um potencial para a autocracia na maioria das instituições sociais.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;       O tempo passou e a Etiópia e a Polônia continuam longe, o que permite constatar que &lt;i&gt;O imperador&lt;/i&gt; não envelheceu. Sua forma literária permanece surpreendente, na medida em que representa uma estrutura social - a da subordinação ao poder pessoal - ainda em vigor na periferia capitalista. E outro tema do livro, o que diz respeito à economia, pode ser percebido agora com maior nitidez: o da miragem do desenvolvimento. Na Etiópia, tal como relatada pelos criados palacianos de &lt;i&gt;O imperador&lt;/i&gt;, Selassié é visto como o grande modernizador, como o monarca antenado com as últimas novidades tecnológicas, que busca o investimento das metrópoles para arrancar o país do atraso e situá-lo no panorama contemporâneo. Tal programa, brandido ao longo de décadas em todos os quadrantes do mundo subdesenvolvido por políticos de todas as cores, não fez com que o progresso chegasse. O subdesenvolvimento, como já se disse, não é um estágio, é um estado.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;       A continuidade do subdesenvolvimento é abordada sob outro ângulo em &lt;i&gt;O imperador&lt;/i&gt;. As vozes orquestradas por Kapuscinski contam que Selassié não foi derrubado do poder. Foi seu poder que se dissolveu. Quando a crise chegou à maturação, havia três facções na corte: os "carcereiros", que advogavam mais repressão; os "comensais", que propunham diálogo e concessões aos rebeldes; e os "homens-rolha", que "flutuavam ao sabor da corrente, como um bando de arraias-miúdas que se deixavam levar para todos os lados e que se empenhavam em sobreviver a qualquer custo". As três facções, que surgem em qualquer época de crise, são sinal de que a política deixara de funcionar, que não produzia mais resultados. E, ao apoiar simultaneamente as três facções, Selassié demonstrou que já não exercia o poder.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Os revoltosos a princípio são ouvidos ao longe. Depois, dentro da cidade. Em seguida, nas imediações do palácio. Logo, eles estão na sala de Selassié. O velho imperador os apóia, e os revolucionários exercem o poder em seu nome. Ou, como observa um velho funcionário, o Exército "se rebelara lealmente". Na última cena, patética, Selassié sai do palácio num fusca. É o único momento em que esboça uma reação, mas logo aceita a situação e entra no carro. Selassié morre na prisão ainda imaginando que era imperador: "A vida de quem está no alto nunca é calma".&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;       O jornalismo praticado por Kapuscinski em &lt;i&gt;O imperador&lt;/i&gt; foi também objeto de críticas e restrições. Os críticos dizem, em substância, que o relato não é confiável. E dão alguns dados: ao contrário do que está no livro, Selassié lia, e muito, no seu idioma, o amhárico, e em francês, livros de sua boa biblioteca; &lt;i&gt;o imperador&lt;/i&gt; também escrevia e assinava documentos; as formas de tratamento referentes ao soberano, "benevolente majestade", "venerável amo" etc., não eram usadas na corte porque simplesmente não existem na Etiópia; não é verdade que Endelkachew Makonen, um dos ministros de Selassié, tenha viajado com ele ao Brasil, em 1960, quando houve uma tentativa de golpe na Etiópia; e, enfim, que as iniciais dos entrevistados em O imperador não correspondem a nenhum dos funcionários de Selassié.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;O jornalismo praticado por Kapuscinski em O imperador foi também objeto de críticas e restrições. Os críticos dizem, em substância, que o relato não é confiável. E dão alguns dados: ao contrário do que está no livro, Selassié lia, e muito, no seu idioma, o amhárico, e em francês, livros de sua boa biblioteca; o imperador também escrevia e assinava documentos; as formas de tratamento referentes ao soberano, "benevolente majestade", "venerável amo" etc., não eram usadas na corte porque simplesmente não existem na Etiópia; não é verdade que Endelkachew Makonen, um dos ministros de Selassié, tenha viajado com ele ao Brasil, em 1960, quando houve uma tentativa de golpe na Etiópia; e, enfim, que as iniciais dos entrevistados em O imperador não correspondem a nenhum dos funcionários de Selassié.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Por vias tortas, as críticas atualizam a questão das formas jornalísticas. O modelo anglo-saxão dá preferência a fontes identificáveis, à narrativa linear e cronológica, entremeada de parágrafos contextualizantes. Mas esse não é o único modelo e muito menos tem o estatuto de tábuas da lei. O que Kapuscinski faz em &lt;i&gt;O imperador&lt;/i&gt; é subordinar a forma ao tema, dando voz aos vassalos e interferindo minimamente, ao menos de modo direto, na narrativa. Com isso, ele se afasta não só de Evelyn Waugh como de seu conterrâneo Joseph Conrad, dois ficcionistas que escreveram extensamente sobre a África. E consegue resultados que não são melhores nem piores, são outros: em vez de falar em nome dos africanos, deixa que eles falem. &lt;/td&gt;         &lt;td width="86"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/td&gt;                        &lt;/tr&gt;       &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113721531563090742?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113721531563090742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113721531563090742' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113721531563090742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113721531563090742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/01/vozes-dfrica.html' title='Vozes d&apos;África'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113695581297824908</id><published>2006-01-11T03:01:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:03:04.786-03:00</updated><title type='text'>Movimento do Rastafari</title><content type='html'>&lt;h3 id="siteSub"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O &lt;b&gt;movimento do Rastafari&lt;/b&gt; é uma &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura" title="Cultura"&gt;cultura&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%A3o" title="Religião"&gt;religião&lt;/a&gt; com origem na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jamaica" title="Jamaica"&gt;Jamaica&lt;/a&gt;. Teve origem na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_1930" title="Década de 1930"&gt;Década de 1930&lt;/a&gt;, com pregações do ativista &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcus_Mosiah_Garvey" title="Marcus Mosiah Garvey"&gt;Marcus Mosiah Garvey&lt;/a&gt;. Em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2000" title="2000"&gt;2000&lt;/a&gt;, aproximadamente 1,000,000 de pessoas se identificavam como rastas. Na Jamaica, entre cinco e dez por cento de toda a população dizem professar o rastafarianismo. No resto do mundo, o rastafarianismo tem se espalhado através da imigração.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Acreditam que &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Haile_Selassie" title="Haile Selassie"&gt;Haile Selassie&lt;/a&gt; foi coroado rei de todos os negros, sendo uma &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Reencarna%C3%A7%C3%A3o" title="Reencarnação"&gt;reencarnação&lt;/a&gt; imortal de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Deus" title="Deus"&gt;Deus&lt;/a&gt; (as outras duas reencarnações de Deus foram &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Melquizedeque&amp;action=edit" class="new" title="Melquizedeque"&gt;Melquizedeque&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristo" title="Cristo"&gt;Jesus Cristo&lt;/a&gt;). Deve ser salientado que o próprio Selassie nunca foi um aderente do Rastafarianismo, chegando a implorar para a hierarquia da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Igreja_Ortodoxa_da_Eti%C3%B3pia&amp;amp;action=edit" class="new" title="Igreja Ortodoxa da Etiópia"&gt;Igreja Ortodoxa da Etiópia&lt;/a&gt; que mandasse missionários para a Jamaica para que se opusessem ao movimento. O fundador &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcus_Mosiah_Garvey" title="Marcus Mosiah Garvey"&gt;Marcus Mosiah Garvey&lt;/a&gt;, considerado profeta pelos &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rastafari" title="Rastafari"&gt;Rastafaris&lt;/a&gt;, posteriormente também negou associação com o movimento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Rastafarianismo se distingue pelo seu &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Afroncentrismo&amp;action=edit" class="new" title="Afroncentrismo"&gt;Afroncentrismo&lt;/a&gt; e por acreditar na supremacia negra. Costuma se referir à estrutura opressora dos brancos (que, segundo seus adeptos, são os responsáveis pela pobreza de seu povo) como "&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Babil%C3%B4nia" title="Babilônia"&gt;Babilônia&lt;/a&gt;". Alguns chegam a acreditar que o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Deus" title="Deus"&gt;Deus&lt;/a&gt; dos brancos é, na realidade, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Satan%C3%A1s" title="Satanás"&gt;Satanás&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Atualmente, a conversão de não-negros é aceita, embora ainda enfrente alguma resistência. Os rastafaris consideram os conversos não-negros como "brancos, mas de alma negra". Relações inter-raciais são permitidas, mas somente entre homens negros e mulheres brancas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Muitos consideram a cultura rastafari como discriminatória contra a mulher, que é relegada a um papel subserviente ao homem. Às mulheres não é permitido que trabalhem fora, que vistam roupas curtas ou que usem a contracepção (que é julgada como uma &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Conspira%C3%A7%C3%A3o&amp;amp;action=edit" class="new" title="Conspiração"&gt;conspiração&lt;/a&gt; do homem branco para controlar a população negra). O &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aborto" title="Aborto"&gt;aborto&lt;/a&gt; também não é permitido, sendo considerado assassinato (como em diversos outros movimentos religiosos).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Rastafaris não têm estrutura clerical ou sacerdotes. No início do movimento, chegaram a ser processados por recusarem lealdade ao rei da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inglaterra" title="Inglaterra"&gt;Inglaterra&lt;/a&gt;. Os rastafaris ficaram conhecidos através do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Reggae" title="Reggae"&gt;reggae&lt;/a&gt;, especialmente por &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bob_Marley" title="Bob Marley"&gt;Bob Marley&lt;/a&gt;. Também são conhecidos pelo uso de &lt;i&gt;dreadlocks&lt;/i&gt; no cabelo (que não pode ser escovado, cortado, ou tratado com produtos químicos como &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Shampoo&amp;amp;action=edit" class="new" title="Shampoo"&gt;shampoo&lt;/a&gt;) e pelo uso liberal que fazem de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cannabis" title="Cannabis"&gt;cannabis&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No Brasil, a cultura rastafari é amplamente popular, mas somente no sentido estético e musical (e não religioso). Destaca-se o Estado do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maranh%C3%A3o" title="Maranhão"&gt;Maranhão&lt;/a&gt;, considerado por muitos como "o berço do reggae brasileiro".&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113695581297824908?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113695581297824908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113695581297824908' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113695581297824908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113695581297824908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/01/movimento-do-rastafari.html' title='Movimento do Rastafari'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113687341245007695</id><published>2006-01-10T04:06:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:03:51.176-03:00</updated><title type='text'>Bob Marley e Rastafarianismo</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Por Fernando Gabeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fevereiro foi o mês de Bob Marley, nascido no dia 6, na freguesia rural de St. Ann, na Jamaica. Não foi possível escrever sobre ele. Primeiro os fatos, depois os mitos. Também nasci em fevereiro e comemorei meu aniversário em Anapu. Só agora, abrindo caminho entre os temas da atualidade, posso me dedicar a esse artista, que vi no verão sueco com impacto tão inesquecível como o do sol da meia-noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Estávamos no meio da década de 70. O reggae era uma lufada de ar fresco para quem tinha saudade dos trópicos. Era possível ver como encantava os jovens negros, em luta pela identidade cultural, e a classe média, seduzida por uma visão mais que liberal, religiosa, sobre a maconha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Olhando para trás, hoje, quando vejo meninas de 17 anos ouvindo Bob Marley, ainda reconheço essa atração. Mas é necessário dar um novo peso à qualidade estética da música caribenha. A maneira como o reggae se propagou no Brasil, ganhando base popular na Bahia e no Maranhão, tem muito a ver com a busca da identidade do povo negro. Tanto o bairro da Liberdade, em Salvador, como os inúmeros recantos de São Luís onde o reggae era a atração expressam essa busca que transcende fronteiras. Durante o recesso parlamentar, li a biografia de Bob Marley escrita por Timothy White, editor da "Billboard". Com 542 páginas, é generosa em detalhes sobre a vida do cantor e seu lado místico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Essa parte talvez seja a mais vulnerável da biografia, pois não investiga o que aconteceu com as idéias religiosas do cantor, com a utopia mística do rastafarianismo -o livro tem episódios sobrenaturais, dando a entender que estamos diante de um Marley dotado de poderes extraordinários.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;White admira tanto Marley que nos projeta a vida de um santo. Desde o fato de Bob ser neto de um "obeah", espécie de curandeiro jamaicano, até a posse do anel do imperador da Etiópia, todos esses detalhes são organizados para celebrar uma religião que não deu tão certo quanto a trajetória estética do cantor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;A utopia rastafári nasceu também das idéias de Marcus Garvey (1880-1940), um jamaicano que andou pelos EUA, foi preso e voltou ao seu país defendendo a tese de que os descendentes de escravos não encontrariam a salvação se não voltassem para a África.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;"Olhem para a África", dizia ele, "onde um rei negro será coroado: ele será o redentor".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Isso foi em 1927 e, três anos mais tarde, Tafari Makonnen ganhava o título de soberano etíope e se tornava imperador com o nome de Hailé Selassié. O império tornou-se uma "nova Jerusalém" para os rastas. São algumas das idéias que Marley iria abraçar e que hoje são apenas uma ruína.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Selassié jamais acreditou na história de rei dos reis, embora a adoração jamaicana o deixasse sensibilizado. Ele foi recebido por 100 mil pessoas quando visitou Kingston e decidiu destinar terras para os rastas que quisessem voltar à África. Era uma forma de agradecer àquela adoração sem se envolver mais profundamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Os biógrafos de Marley não acompanharam o futuro de sua utopia religiosa. Mas a imprensa, sim. Em fevereiro, auge das comemorações, foram feitas visitas à cidade de Sashemene, na Etiópia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Como estão hoje os rastas que resolveram deixar a Jamaica por essa volta à terra de origem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;A primeira impressão de Shashemene é que existem duas cidades. Uma dos africanos, com quase 100 mil habitantes. A outra, a cidade dos rastas, com 1.500. As terras dadas por Selassié foram envolvidas pelo crescimento de Sashemene, os rastas espremidos e derrotados pela grilagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Muitos deles são hostilizados pelos africanos quando andam em Shashemene. Os 200 hectares de terra fértil, a 200 quilômetros ao sul de Addis Abeba, encolheram, e hoje a comunidade rasta depende da ajuda de seus fiéis no exterior. Um ex-banqueiro norte-americano quer construir um complexo turístico. Os bonés rastas são feitos para a venda na Europa e há um templo, a Igreja do Tabernáculo. Na entrada, alguns garotos vendem maconha, e no templo há uma inscrição: "É proibido fumar ou consumir drogas". O cartaz avisa que &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" rel="tag" href="http://www.gabeira.com.br/busca/categorias.asp?id=26"&gt;maconha&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; não é droga, mas um remédio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Os "dreadlocks" são a marca dos rastas, mas um deles confessa que os africanos não gostam desse tipo de cabelo: "Temos de estar atentos. Às vezes, uma simples palavra mal dita serve para que nos ataquem em bandos".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Os sonhos de Marvey e Marley no que diz respeito à volta para a África começaram a morrer também quando Selassié foi morto pela revolução que realizou uma reforma agrária radical. As terras foram reduzidas para 50 hectares, e os vizinhos, que consideravam os rastas protegidos do palácio imperial, avançaram sobre suas posses pilhando o que puderam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Uma matéria do "Le Monde", de Jean Phillipe Rémy, conta que a esperança não morreu. Um casal da Martinica acabava de construir uma casa nova na região e, nas horas vagas, redigia um guia de instalação na Etiópia, para os rastas francófonos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;O destino da comunidade rasta na Etiópia depende mais da venda de seus produtos e do &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" rel="tag" href="http://www.gabeira.com.br/busca/categorias.asp?id=31"&gt;turismo&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; que pode atrair fiéis dos EUA e da Europa. Não sei se hoje, em Kingston, se fala em volta à África. O fato é que Marley teve um grande papel elevando a auto-estima dos negros, contribuindo para um debate sobre a &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" rel="tag" href="http://www.gabeira.com.br/busca/categorias.asp?id=26"&gt;maconha&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; e deixando maravilhosas canções.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ele emergiu no mundo de violência urbana de Kingston, mas nunca conseguiu se libertar dele. Na minha visão dos anos 70, vendo Peter Tosh ferido pela polícia, imaginava que grandes nomes do reggae eram vítimas. Lendo White, percebo que a indústria de discos montada era violenta, e que tanto Marley quanto Tosh também usaram a violência -Bob, para tentar receber direitos autorais que lhe eram negados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Essa atmosfera mística que se criou em torno dele talvez o tenha estimulado a exercer sua liberdade acima da sensibilidade comum, como faria ao encontrar-se com outras mulheres, no mesmo hotel em que se hospedava com Rita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, Bob Marley não era um santo. Com tantas qualidades humanas e estéticas, a santidade não é um bem supérfluo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113687341245007695?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113687341245007695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113687341245007695' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113687341245007695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113687341245007695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2006/01/bob-marley-e-rastafarianismo.html' title='Bob Marley e Rastafarianismo'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113510313942256727</id><published>2005-12-20T16:23:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:04:40.690-03:00</updated><title type='text'>Dezembro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;por Monja Coen (monjacoen@hotmail.com)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Dezembro é mês de final. Corinthians campeão. Fim das aulas. Fim do ano. Férias. Décimo terceiro salário para os que recebem. Aliás, sabiam que monja não tem décimo terceiro&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nem férias? E que monja não tem sindicato nem órgão que a represente e garanta seus direitos? Monja tem muitos deveres. E às vezes fica devendo tanto que se retira em meditação e prece para procurar o caminho de aprender a suportar sua própria limitação e insignificância.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Para Buda, dezembro é o mês da iluminação. O jovem peregrino fugiu de seu castelo repleto de luxo e riquezas, da Daslu da Índia antiga, de seguranças e casas monitoradas, das amantes carentes e esposas enciumadas, dos bajuladores, dos artistas e atores, dos pais reais e possessivos, que não queriam saber qual a vocação do filho, mas já haviam decidido que ele seria rei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;O jovem Sidarta, que era casado com a mais bela moça, pai de um menino lindo e sadio, fugiu de tudo isso. Fugiu de dinheiro, fama e abundância. Das carruagens – hoje Ferraris, BMWs, Toyotas e Mitsubishis. Fugiu das roupas de seda, das jóias, dos empregados com grandes abanadores, das unhas bem tratadas e dos cabelos perfumados. Fugiu de tudo e no meio da noite se embrenhou na floresta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Que medo passou o jovem príncipe sem a corte e os empregados? Caminhou sozinho de cabelos cortados e roupas trocadas, como um sem-teto. Encontrou um grupo de homens enlouquecidos como ele. Ou menos, talvez, pois não tinham tantas coisas materiais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Seis anos se passaram e ele se foi. Encontrou outro grupo de ascetas muito magros, que só comiam um pinhão por dia. Não dormiam, não se banhavam. Ficou esquelético e triste. Desistiu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Banhou-se nas águas do rio Ganges. Comeu arroz doce com canela, cravo e leite (que não era condensado na época), feito pela bela pastora Sujata. Sentou-se em zazen. Começou uma meditação profunda, com pernas e pensamentos cruzados. Era melhor ir embora, visitar o pai, ver o filho. Mas ele ficava. Como se houvesse vozes o convidando a voltar para ser rei, príncipe e marido. Ervas cresceram entre suas pernas e braços. Passarinhos fizeram um ninho em sua cabeça e aranhas criaram teias em suas sobrancelhas. Permanecia sentado e silencioso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Demônios vieram tentar com sexo. Mulheres lindas e sedutoras chegaram dançando. O jovem se manteve imóvel e elas desapareceram como fumaça. O rei de todos os diabos ficou furioso. Foi pessoalmente dissuadi-lo. Chamou-lhe de falso e mesquinho, afirmou que não era verdadeira a sua devoção. Buda colocou a ponta dos dedos no chão e disse: “a Terra é minha testemunha”. E assim o diabo se foi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;A sétima noite terminou. Ao amanhecer, a estrela da manhã brilhou no céu. Ele amanheceu com o dia, iluminou-se com a luz que é dele, sua e minha. “Eu e todos os seres da grande Terra simultaneamente nos tornamos o caminho”, disse. Foi o primeiro rugido do leão de Buda, o iluminado. Percebera que somos todos um só corpo e uma só vida. Era 8 de dezembro. Que possamos agir com amorosidade de quem sabe sermos todos iluminados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113510313942256727?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113510313942256727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113510313942256727' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113510313942256727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113510313942256727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2005/12/dezembro.html' title='Dezembro'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113475536738080090</id><published>2005-12-16T15:48:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:05:18.326-03:00</updated><title type='text'>Bob Marley - Biografia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Robert Nesta Marley começou a cantar profissionalmente aos 16 anos, com dois amigos – Bunny Livinsgton e Peter Mcintosh (mais tarde conhecido como Peter Tosh).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O trio era muito influenciado por grupos vocais americanos como The Drifters e The Impressions, e também Sam Cooke, o cantor country Jim Reaves, e a música nativa da Jamaica, em desenvolvimento na época.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Marley gravou seu primeiro disco “Judge Not” com The Teenagers (também conhecidos como Waiting Rudeboys) em 1962.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Depois, após adotar o nome The Wailers para a banda, Marley e seus amigos começaram a mesclar conteúdo político em covers como “And I Love you”, “Wat’s New Pussicat?”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eles experimentaram diminuir o ritmo da batida do ska, e deram como resultado o nome “música dos rapazes rudes”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em 1966 Marley casou-se com Rita Anderson e mudou-se para os Estados Unidos, onde ficou com a mãe. Mas atendendo ao chamado da crescente fé Rastafari em seu país natal, Marley voltou para a Jamaica no mesmo ano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Com o crescimento do chamado “rock steady” , Marley começou a sofisticar suas composições. Mas foi apenas em 1973, depois de implorar a um executivo da Island Records, que Marley teve chance de gravar seu primeiro disco profissional. O álbum “Catch a Fire”, que incluía “Stir it Up” e “Stop that train”, apresentou o reggae a uma platéia internacional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em 1974 depois de perder Tosh e Livinsgton , mas acrescentando o trio I –Threes, um grupo vocal feminino que trazia sua esposa Rita em sua composição, Marley lançou o formidável e moralista “Natty Dread”, que trazia o futuro clássico do reggae “No Woman, No Cry” e “Lively Up Yourself”. No final da década de 70, Marley fazia sucesso internacional com canções como “Exodus”, “Waiting in Vain” e “This is Love”, enquanto os álbuns “Rastaman Vibrations” e “Exodus” representaram seu sucesso comercial nos Estados Unidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em 1978, Marley fez várias turnês. Teve a bilheteria esgotada no Madison Square Garden. Para comemorar, ele lançou o show “Babylon by Bus’, talvez a gravação ao vivo mais forte da história do reggae.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No mesmo ano, também tocou num show pela paz em Kingston, Jamaica, e num Show beneficiente para os Combatentes da Liberdade Africana, mas a agitação começou a cobrar seu preço em sua saúde. Ainda assim, Marley conseguiu gravar e lançar “Survival” em 1978, uma declaração militante que refletia sua crescente voz política.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em 1980, novamente em turnê, Marley desmaiou enquanto corria no Central Park de Nova York. Descobriu-se que ele estava com câncer, que já se espalhava por seu cérebro, pulmões e fígado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ele morreu em 11 de maio de 1981, aos 36 anos. O mundo da música perdia um de seus reais e fortes ativistas, um homem que saíra do gueto de Trenchtown para humildemente usar o manto de embaixador da música.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113475536738080090?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113475536738080090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113475536738080090' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113475536738080090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113475536738080090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2005/12/bob-marley-biografia.html' title='Bob Marley - Biografia'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113467318105130074</id><published>2005-12-15T16:59:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:05:52.696-03:00</updated><title type='text'>Jah Rastafari</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ser Rastafari é confiar em Deus, conhecer o Reggae, o povo negro e amar a si mesmo como aos outros também. É louvar nosso Senhor Jesus Cristo, na figura de Sua Majestade Imperial, Imperador Haile Selassie I, Eleito de Deus, Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, Leão Conquistador da Tribo de Judá, Rei Negro da Etiópia, Poder da Trindade, Jah Rastafari.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quando em 1930, Ras(líder, cabeça) Tafari foi coroado Imperador da Etiópia, passou a ser chamado pelo nome de Haile Selassie I, que em aramaico significa Poder da Trindade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Para os jamaicanos, a coroação de Selassie I, sua ascendência bíblica e seus títulos divinos, afirmavam a profecia de Marcus Garvey sobre a vinda do rei negro e assim como os seguidores de Cristo ficariam conhecidos como cristãos, desde então os seguidores de Ras Tafari foram identificados como os Rastafaris.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113467318105130074?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113467318105130074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113467318105130074' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113467318105130074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113467318105130074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2005/12/jah-rastafari.html' title='Jah Rastafari'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113467305055036597</id><published>2005-12-15T16:56:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:06:27.366-03:00</updated><title type='text'>Mãe B à Bob</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Saudações! Saudações!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Gostaria de saudá-los em nome de &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Sua Majestade Imperial Haile Selassie I&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Sempre fiel, sempre seguro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;O poema que vou recitar para vocês&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;É um tributo ao Bob &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;E vou dedicá-lo a vocês.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;“Quando sólidas fundações&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;São assentadas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;O maceiro é capaz&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;E o material é bom&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Uma casa forte&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Pode ser construída&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Falando sobre a casa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Que Bob construiu&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Em uma visão interior&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Profunda inspiração divina&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Os pilares do Rasta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Erguidos em fundação sólida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Foi a casa que Bob construiu&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Agora mesmo posso ver&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Bob sorrindo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Porque ele está chegando&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Na ponte Ziggy-Ziggy”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Sra Booker, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Mãe de Robert Nesta Marley (Bob Marley)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Mãe B&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113467305055036597?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113467305055036597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113467305055036597' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113467305055036597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113467305055036597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2005/12/me-b-bob.html' title='Mãe B à Bob'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113410626447473738</id><published>2005-12-09T03:27:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:07:15.003-03:00</updated><title type='text'>Entrevista com Haile Selassie I.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;25 de Dezembro de 1968&lt;br /&gt;  &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Entrevista com Haile Selassie I.&lt;br /&gt;  &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;No Palácio Imperial em Addis Ababa, capital da Etiópia&lt;br /&gt;  &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Por Dr. Oswald Hoffman &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;div align="right"&gt;Traduzido por Lucas Kastrup F. Rehen &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;       &lt;/div&gt;         &lt;p&gt;&lt;em&gt;Oswald Hoffman &lt;/em&gt;: Sua Majestade Imperial, é uma grande honra ter a permissão para conversarmos e também por tê-lo como convidado nesse programa especial de Natal que será transmitido para pessoas de todo o mundo. Sua Majestade Imperial, o que faz com que siga Jesus Cristo? &lt;/p&gt;        &lt;em&gt;Haile Selassie &lt;/em&gt;: Quando Jesus Cristo nasceu da Virgem Maria, a partir daquele tempo Ele viveu uma vida exemplar, uma vida em que os homens de todos os lugares devem seguir. Essa vida e a fé que Ele nos ensinou, garante a nossa salvação, nos garante também a harmonia e o bem estar sobre a Terra. Devido às características exemplares da vida de Jesus Cristo é necessário que todos os homens façam seu máximo em seus esforços humanos, para ver se assim conseguem se aproximar o máximo que podem do bom exemplo que foi introduzido por Ele. É seguramente verdade que não há perfeição na humanidade. De tempos em tempos cometemos erros, cometemos pecados, mas sempre que fazemos isso, no fundo de nossos corações cristãos sabemos que temos a oportunidade do perdão do altíssimo. Ele nos ensinou que todos os homens são iguais independente de sexo, nacionalidade, origem ou tribo. Ele também nos ensinou que quem seguir Ele, irá achá-lo. Viver uma vida saudável, uma vida cristã é o que faz com que eu siga Jesus Cristo. Leia e estude a Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;         &lt;p&gt;&lt;em&gt;Oswald Hoffman &lt;/em&gt;: Sua Majestade Imperial, qual conselho gostaria de dar para uma pessoa que esteja considerando o apoio de Cristo, talvez pela primeira vez? &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;em&gt;Haile Selassie &lt;/em&gt;: Eu gostaria de dizer para uma pessoa que esteja considerando a solidariedade de Cristo pela primeira vez, que é necessário ter fé no altíssimo, é necessário ter amor e é necessário que cada um conduza a si mesmo. Da maneira como temos ensinado a fazer, na Bíblia. Eu gostaria de aconselhá-lo a buscar o conhecimento secular, quanto mais alguém conhece mais realiza a necessidade de uma primeira mudança, a necessidade por um Criador, um Criador que é bom, e a necessidade de salvação e também por uma vida pacífica sobre a Terra. Eu também gostaria de dizê-lo para estudar e pensar para si mesmo os caminhos onde possa servir ao Senhor. Nesse pensamento e nesse compromisso consigo mesmo, ele irá inevitavelmente encontrar o caminho para servir seus companheiros. Pela fé eles podem se manifestar, na conduta. Se os cristãos se comportarem nesse caminho, se dedicarmos nossas vidas nessa tarefa fundamental, aí então teremos um mundo pacífico e garantiremos que nenhuma transgressão ocorra contra o futuro e os mandamentos de Deus. Poder da fé. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;em&gt;Oswald Hoffman: &lt;/em&gt; Sua majestade Imperial, ocorreu algum incidente em sua vida, que esteja marcado em sua memória, como momentos onde a fé em Cristo o sustentou? &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;em&gt;Haile Selassie &lt;/em&gt;: Tem muitas instâncias na minha vida onde a crença no altíssimo e a fé cristã tem me fortalecido, em tempos de problemas e dificuldades. Não importa o que faça derrubar a vida humana, ele pode sempre superar isso a tempo, se tiver força na fé e rezar para Deus, inevitavelmente Ele chega para ajudar os que crêem e aqueles que estão lado a lado com seu trabalho vivo numa vida exemplar. Isso serve não unicamente aos cristãos, na minha visão, para todos os homens. Eu penso que Deus se comunica com todos que se encontram em dificuldades. Em particular, quando meu país Etiópia foi invadido por estrangeiros alguns anos atrás. Fui fortalecido nesse período por minha fé em Deus e na grande crença na justiça, é preciso ter paciência, mas sempre irá prevalecer no final. Se eu não tivesse fé no altíssimo, em sua retidão e em sua inabalável justiça a prevalecer, então eu teria perdido a esperança e dessa forma os interesses de meu país teriam sido ignorados. Porque me esforcei para manter minha fé nele e todos os etíopes mantiveram sua fé na bondade superior sobre o mundo e no plano magnífico que o altíssimo tem para todos os homens do mundo. Nós estivemos prontos para re-entrar em nosso país e livrarmos a nós mesmos de forças perversas. Se eu não tivesse em meu coração o amor de Deus, eu acho que não teria agido da forma como fiz. O amor de Deus traz um senso de religiosidade para a vida humana e isso dá o conforto para o futuro e a certeza de que o bem irá finalmente prevalecer, é o comando firme. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;em&gt;Oswald Hoffman &lt;/em&gt;: Sua Majestade Imperial, Imperador Haile Selassie Primeiro ascendeu ao trono da Etiópia em Novembro de 1930. Agora no ano de 1968 Haile Selassie está de frente como intermediário nas crises em Biafra. Alguns dos acontecimentos atuais tem sido tumultuados, mas existem alguns homens que se voltam numa carreira de maior firmeza e liderança tanto em negociações internas quanto mundiais. Alguns podem reinvindicar uma grande continuidade inabalável com o passado que todavia se move sistematicamente ao longo do século XX. No mesmo período alguns tem sofrido mais derrotas do que Haile Selassie, do qual o biógrafo Leonard Mosley tem escrito em projeção epitáfia, onde ele moldou antes de esperar os acontecimentos. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Sete meses após tornar-se imperador em 1930, ele deu ao povo da Etiópia sua primeira constituição escrita. Seu apelo na frente da Liga das Nações em 1936 quando seu país foi devastado pelo exército de Mussolini e seu exílio durante os anos que se seguiram, estão gravados na memória mundial. Quando ele retomou seu trono em 1941, sua recusa em concordar retaliação contra a derrubada invasora foi encarada com descrença. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;"Nesses dias", ele disse ao povo etíope, "a boca humana não consegue descrever, mas eu devo agradecer ao Deus Vivo que me possibilitou estar presente com vocês. Hoje é o início de uma nova era na história da Etiópia. A partir de então, não recompense maldade com maldade... não cometa nenhum ato de crueldade como muitos cometidos pelo inimigo contra nós, nos tempos presentes". &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Quando a concessão das Nações Unidas foi obtida após a Segunda Grande Guerra Mundial, Sua Majestade Imperial Haile Selassie I foi um dos que escreveu os manuscritos originais. Em 1963, ele formou a Organização da Unidade Africana, para encorajar a cooperação entre Estados africanos e coordenar seus esforços para construir uma vida melhor para o povo de toda a África. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;A reforma da constituição em 1956 garantiu todos os direitos para o povo da Etiópia, apesar do imperador acumular muito poder do governo em sua pessoa. Sua nação agrícola era de 22 milhões de pessoas. Em todo momento seguia liderando sua nação, disposto a modernizar o estilo de vida. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Aos 76 anos de idade, Sua Majestade Imperial continua a trabalhar vinte horas por dia, com três horas para dormir e uma hora destinada para sua devoção ao rezar. Imperador Haile Selassie e eu conversamos muitas coisas ao longo desse dia da estação chuvosa. &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;em&gt;Oswald Hoffman: &lt;/em&gt; Sua Majestade Imperial como encara o significado da afirmação do apóstolo Paulo: "A fé trabalha pelo amor"? &lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;em&gt;Haile Selassie &lt;/em&gt;: O que São Paulo disse não é uma afirmação equivocada. Todos conhecem o que São Paulo foi e que tipo de trabalho estava comprometido antes de sua conversão. Depois, após sua conversão, ele teve fé e amor. E se isso ele não tivesse, não teria conseguido ensinar isso às pessoas, em suas epístolas. Uma elaboração sobre isso está na exposição de Paulo em uma de suas epístolas, onde fala sobre amor e fé. Sem amor todo empenho humano na visão de Deus pode ser inválido. Ele nos ama e a nosso favor Ele nos foi dado como Redentor, e isso foi por causa do amor e seu amor, por nós que Ele realizou o ato do amor. A verdadeira Igreja.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Oswald Hoffman &lt;/em&gt;: Sua Majestade Imperial, como um membro do Corpo de Cristo, o que espera da Igreja? &lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;em&gt;Haile Selassie &lt;/em&gt;: A Igreja não é meramente uma construção. A igreja é o preenchimento fiel da vida cristã e suas condições. Contudo, como o nome se aplica às construções então é o nosso coração a Igreja onde Deus habita. Depois que nosso Criador sem pecados foi enviado para esse mundo por seu Pai, então o coração de todos os que acreditaram se tornaram templos de Deus. O amor de Deus não pode ser compreendido através de uma série de questões e perguntas, e a alma do homem não pode experimentar o enriquecimento profundo como um resultado. Nós acreditamos que os homens de todos os tempos estiveram a caminho, por seu amor e graça. &lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;em&gt;Oswald Hoffman: &lt;/em&gt; Sua Majestade Imperial, como membro do corpo de Cristo, como sente que pode contribuir para a Igreja? &lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;em&gt;Haile Selassie &lt;/em&gt;: Todos os homens são dotados de uma responsabilidade natural. Essa responsabilidade é distribuída e nomeada a todos, de acordo com a vocação que recebe e é esperado que cada um cumpra sua responsabilidade. Essa responsabilidade retorna para Deus e dessa forma pelo exemplo. Deve iniciar seu trabalho pedindo a benção de Deus para iniciar e agradecendo Deus, no fim também. Nós acreditamos que todas as pessoas em todas as responsabilidades recebidas irão iniciar e finalizar seus trabalhos em nome de Deus. Eu te dei uma resposta resumida, se fôssemos nos detalhar, poderíamos ficar várias horas discutindo. &lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;em&gt;Oswald Hoffman &lt;/em&gt;: Essa foi uma resposta magnífica e estou profundamente grato por isso. Pulando para outro tópico, Sua Majestade Imperial, existe alguma passagem da Bíblia que veio a ter algum significado especial? &lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;em&gt;Haile Selassie: &lt;/em&gt; Eu tenho respeito máximo pela Bíblia como um todo. Reconheço os nomes legítimos que ergueram a Bíblia. Nós encontramos isso em todos os períodos do Velho Testamento, no tempo dos patriarcas, reis e profetas, maravilhosos milagres foram feitos. Na outra mão, o tempo no qual Nosso Senhor Ele mesmo deu o mandamento de partir pelo mundo para pregar, é também de altíssimo valor. Então Mateus, Marcos, Lucas e João - os quatro evangelhos onde as palavras de Nosso Senhor são registradas - são pilares para todos os homens da Terra. Por essa razão a Bíblia não deve ser dividida em partes. Cumpram os dez mandamentos. &lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;em&gt;Oswald Hoffman &lt;/em&gt;: Como cristão maduro, você tem uma palavra especial para os jovens de nossos dias? &lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;em&gt;Haile Selassie &lt;/em&gt;: Nessa ocasião eu me dirijo a todos que estão a favor de nosso império. Nosso cristianismo não está restrito a construir igrejas e eu enfatizo para todos que nós não desejamos fazer distinções. O conselho que dou para todos é que cumpram os dez mandamentos. Você está informado sobre o conteúdo dos dez mandamentos e pode se aprimorar nisso. Se a nação pela qual eu sou imperador seguir e aceitar isso, a partir do momento em que eu também aceite e siga, eu posso acreditar que nosso país não é somente historicamente cristão, mas ativamente cristão. &lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;em&gt;Oswald Hoffman &lt;/em&gt;: Sua Majestade Imperial, o aniversário de Nosso Senhor é encarado por pessoas de todo o mundo de diferentes formas, eu sei, mas gostaria de perguntá-lo: como encara o dia consagrado do nascimento de Nosso Senhor dentro de toda a sua família e empregados? &lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;em&gt;Haile Selassie &lt;/em&gt;: O nascimento de Nosso Senhor é um evento familiar muito alegre. Contudo, eu não comemoro apenas com meus parentes de sangue e demais familiares, desde o dia em que toda a nação etíope se tornou minha família. Eu digo isso no contexto da existência do Natal, cumprido por todas as igrejas da Etiópia. Eu também me alegro muito nessa ocasião, por causa da vida de Jesus Cristo, dada para nós. Ele nasceu num lugar pobre e foi aquecido por animais. Esse fato nos encoraja para celebrarmos com alegria. Quando visitei os cinco grandes continentes, não estive em nenhum lugar onde não houvesse uma igreja. Por todo o mundo eu venho a saber que o nascimento de Jesus Cristo é celebrado. &lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;em&gt;Oswald Hoffman &lt;/em&gt;: Sua Majestade Imperial, como uma figura de importância mundial e provavelmente um dos homens mais conhecidos na atualidade, eu gostaria de perguntá-lo: que significado pode ter o nascimento de Cristo para as nações do mundo, hoje? &lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;em&gt;Haile Selassie &lt;/em&gt;: Como eu disse antes, o aniversário de Cristo é comemorado em todo o mundo. Quando eu digo o mundo inteiro não significa que todas as pessoas observam da mesma forma. Em todos os lugares que tenho visitado, incluindo muçulmanos e budistas, nós podemos ver essa cerimônia, mas para cristãos esse é um ato conduzido com amor. &lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;em&gt;Oswald Hoffman &lt;/em&gt;: Sua Majestade Imperial, recebemos hoje uma grande honra e também todas as pessoas que irão ouvir o programa nos dando a oportunidade desse diálogo. Todos aqueles que estão nos ouvindo devem saber que essa conversa foi realizada no Palácio Imperial em Addis Ababa, Etiópia, com sua Majestade Imperial,Imperador Haile Selassie I. Agradecemos muito e desejamos que Deus o abençoe nos dias que virão. &lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;em&gt;Haile Selassie &lt;/em&gt;: Obrigado. &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt;      &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.bandapontodeequilibrio.com.br/rastafarianismo/entrevista_com_selassie_2.php"&gt;         &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.bandapontodeequilibrio.com.br/rastafarianismo/entrevista_com_selassie_2.php"&gt;         &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113410626447473738?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113410626447473738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113410626447473738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113410626447473738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113410626447473738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2005/12/entrevista-com-haile-selassie-i.html' title='Entrevista com Haile Selassie I.'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113379602263986169</id><published>2005-12-05T13:18:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:07:57.513-03:00</updated><title type='text'>Amem. Amém!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Woman.&lt;br /&gt;Homem.&lt;br /&gt;Amem.&lt;br /&gt;Amém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aum&lt;br /&gt;Orkut&lt;br /&gt;Jah Love&lt;br /&gt;Jesus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem.&lt;br /&gt;Woman.&lt;br /&gt;Amém!&lt;br /&gt;Amem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113379602263986169?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113379602263986169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113379602263986169' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113379602263986169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113379602263986169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2005/12/amem-amm.html' title='Amem. Amém!'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113364556111691989</id><published>2005-12-03T19:31:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:08:31.466-03:00</updated><title type='text'>Perdão</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu já perdoei. Alguém me machucou, perdoei. Perdoe-me também. É preciso o perdão. Perdão. Não posso perder-me, perder-lhe. Por isso, perdão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tenho consciência de que também já magoei alguém, machuquei. Por isso mais uma vez eu peço perdão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Deus que me perdoe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Deus que me perdoe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Deus que me perdoe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Perdoados e perdoadas, todos e todas que um dia, dentro dos meus 48 anos de idade, me machucaram. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Perdôo. Perdão. Deus que me perdoe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113364556111691989?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113364556111691989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113364556111691989' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113364556111691989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113364556111691989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2005/12/perdo.html' title='Perdão'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113352160859967405</id><published>2005-12-02T09:05:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:09:05.460-03:00</updated><title type='text'>Longevidade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pela estrada afora dirijo. A direção comenta-me que todo cuidado é pouco. O que resta é acelerar com cautela, diversão e prazer. Pé na tábua e fé em Deus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O natal está chegando e com ele mais um ano. Adeus ao ano velho, felicidade e amor ao novo, que daqui a um ano será velho também. O ano vai chegar e passar, assim como os aniversários que comemoraremos a cada novo dia na nossa rede, nossa roda de amigos e amigas lá no Orkut.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Os brasileiros e as brasileiras estão vivendo mais. As mulheres mais que os homens, principalmente no Rio de Janeiro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Breve é a vida, longa a arte de viver e ir levando. Viva Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim. Longevidade à vista. Vida longa para todos nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113352160859967405?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113352160859967405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113352160859967405' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113352160859967405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113352160859967405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2005/12/longevidade.html' title='Longevidade'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113338010017841705</id><published>2005-11-30T17:46:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:09:50.800-03:00</updated><title type='text'>Dersu Matheus</title><content type='html'>&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há exatamente 3 anos, dia 30 de novembro de 2002, falecia meu filho e amigo Dersu Matheus. Ele foi morto covardemente por um assassino e ladrão, traficante. Todo traficante, seja lá do que for, tem um muito de assassino e ladrão. O ladrão rouba e o assassino mata. O traficante finge que é legal e bacana. Dá com uma mão e tira com a outra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Dersu tinha 23 anos, estava próximo de completar 24 anos no mês seguinte, dia 21 de dezembro de 2002. Quis conversar e não teve nem como reagir, pois o canalha disparou contra ele 5 tiros à queima roupa. Dersu falava inglês fluentemente e também espanhol. Estudava Direito e trabalhava em uma empresa de segurança, prestando serviço no campus da Unicamp.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Dersu morreu no sábado de madrugada. Na sexta-feira à noite ele tinha ido despedir-se de mim, que estava tocando e cantando sambas. Ele chegou com sua irmã, minha filha, e ficou curtindo o que estava rolando por ali. No intervalo, dei a cada um cem reais. Me beijaram e foram ao show do Rappa. Foi a última vez que eu o vi vivinho da silva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Todo alegre, feliz e satisfeito, saindo para a balada com a irmã.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Deus o tenha em um bom lugar. Para mim ele continua seguindo o caminho à procura de luz. Canto e rezo, rezo e canto e peço a Jesus que o proteja sempre. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Dersu Matheus era do bem, e tinha um espírito iluminado. Ele é um Anjo. O meu filho e amigo para todo o sempre vive agora na eternidade. E eu continuo tocando e cantando a vida na terra onde ele nasceu: Campinas SP.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113338010017841705?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113338010017841705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113338010017841705' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113338010017841705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113338010017841705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2005/11/dersu-matheus.html' title='Dersu Matheus'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113329359715884117</id><published>2005-11-29T17:42:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:10:29.260-03:00</updated><title type='text'>Jah live</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;h4&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Por&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Lino Rodrigues&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/h4&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;A morte do imperador da Etiópia, &lt;/span&gt;&lt;tt&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Hailé Selassié I,&lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt; em 27 de agosto de &lt;a name="anchor295800"&gt;&lt;/a&gt;1975, parecia ser o golpe fatal no movimento rastafari. Para os rastas, ele era a encarnação de Deus, ou &lt;a href="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/jahlive.htm#anchor248238"&gt;Jah (1)&lt;/a&gt; , e deveria conduzir os negros do mundo inteiro `a redenção e `a vitória na luta contra a &lt;a href="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/jahlive.htm#anchor249010"&gt;Babilônia(2)&lt;/a&gt;. No entanto, poucos meses depois, estourava nas paradas jamaicanas a canção de Bob Marley que dá nome a esta página, contragolpeando com estes versos:"Os imbecis dizem no seu coração / Rasta, o teu Deus está morto / Mas nós sabemos / Os &lt;a href="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/jahlive.htm#anchor249312"&gt;dreads (3)&lt;/a&gt; serão dreads hoje e sempre / Jah está vivo". A profecia de Bob Marley estava certa.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt; De lá para cá, os veneráveis mestres do reggae nunca deixaram de disparar os seus petardos sonoros contra as injustiças do Sistema Babilônico. Depois de um certo recuo do reggae de inspiração rasta nos anos 80, as vibrações de Jah estão voltando a ganhar força no reggae das novas gerações. Os rastafaris mantêm viva a sua fé e continuam sua batalha incansável em defesa da justiça social e da igualdade de direitos, não só na música, mas também em outros campos. Espalhados por vários lugares do mundo (Jamaica, EUA, Inglaterra , África, Japão, Nova Zelândia, Austrália etc.), os rastas organizam eventos internacionais, ligam-se na Internet (para conferir é só pesquisar a palavra "rastafari") e mantêm uma intensa atividade editorial, com a publicação de revistas, jornais, panfletos e livros de circulação mundial. Vale a pena dar um passeio pela história e pelas idéias do movimento rastafari.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;h3&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Origens&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/h3&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;O Rastafarianismo não surgiu na Jamaica por acaso. Uma longa história de resistência e rebeldia preparou o seu caminho. Uma história que começa com o episódio da revolta dos Maroons (uma quilombo bem sucedido, formado por escravos fugitivos que resistiram por mais de 80 anos ao exército inglês e se tornaram independentes do governo colonial) e que avança até o fenômeno rude boy (jovens rebeldes e violentos que habitavam os bairros de lata de Kingston nos anos 60), passando por diversas rebeliões de escravos e ex-escravos. As duas maiores aconteceram no século passado, lideradas por Sam Sharpe e Paul Bogle, dois lendários pastores da "Native Baptist Church", uma igreja protestante jamaicana que teve um importante papel como veículo de expressão para o sentimento de revolta dos negros. Um dos capítulos decisivos dessa história é a trajetória de &lt;/span&gt;&lt;tt&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Marcus Garvey&lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;, um jamaicano descendente dos Maroons, que se tornou famoso como líder do movimento negro nos EUA e na Jamaica do início do século. Entre outras realizações, ele criou a "Universal Negro Improvement Association" (UNIA), o jornal "Negro World", a companhia de navegação "Black Star Line" ( que tinha como objetivo não declarado viabilizar o retorno dos negros das Américas para o continente africano), e exerceu uma importante influência nos movimentos, que, mais tarde, libertaram a Africa do domínio colonial europeu. As idéias de Marcus Garvey encontraram eco entre os líderes religiosos da Jamaica e ele ganhou fama de profeta. Sua pregação combinou-se a uma interpretação livre da Bíblia, especialmente do Velho Testamento. Garvey e seus seguidores identificavam-se com a história das tribos perdidas de Israel, vendidas aos senhores de escravos da Babilônia. Essa metáfora inicial gerou uma série de &lt;a name="anchor295102"&gt;&lt;/a&gt;imagens simbólicas que se tornaram constantes na tradição oral dos rastas: "Babilônia", "&lt;a href="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/jahlive.htm#anchor249665"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Zion (4)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;", etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;h3&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Surge Jah&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/h3&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt; Numa das profecias atribuídas a Marcus Garvey, previa-se que um Rei Negro seria coroado na África e que esse rei seria o líder que conduziria os &lt;a name="anchor294613"&gt;&lt;/a&gt;negros do mundo inteiro `a redenção. Quando, em 1930, &lt;a href="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/jahlive.htm#anchor287991"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Ras (5)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Tafari Makonnen foi proclamado rei da Etiópia, adotando o pomposo título de "Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, Sua Majestade Imperial, Leão Conquistador da Tribo de Judá, Eleito de Deus", os líderes religiosos e seguidores de Garvey na Jamaica reconheceram nele o Rei Negro de que o profeta havia falado. Ras Tafari, que adotou o nome de Haile Selassie I (visto na foto acima com 6 anos e na foto abaixo, ao lado com seu filho bebê), proclamava-se legítimo herdeiro da antiga linhagem do Rei Salomão (que teve um filho com a rainha do reino etíope de Sabá) e seria o messias que libertaria os negros do mundo inteiro e os levaria de volta `a terra de seus pais. Mais do que isso, ele passou a ser considerado por esses pregadores a própria encarnação de Deus, que, segundo sua interpretação da Bíblia, haveria de ser negro. Um trecho do Apocalipse de São João foi invocado como confirmação do destino do novo Rei da Etiópia: "Não chores! Eis aqui o Leão da Tribo de Judá, a raiz de David, que pela sua vitória alcançou o poder de abrir o livro e desatar os seus sete selos" (5:5). Desde então, esses pregadores adotaram o nome de rastafari. Passaram a dirigir a Hailé Selassié suas preces e a depositar nele suas esperanças de libertação. Não apenas a vida de Selassié, mas toda a história e a cultura da Etiópia tornaram-se, a partir daí, uma constante fonte de inspiração para os rastas. Para eles, é particularmente importante o fato da Etiópia ser a única terra africana que se manteve livre do jugo europeu, mesmo durante o apogeu do colonialismo (no dia 1ª de março foi comemorado o centenário da batalha de Adwa, em que o exército etíope do imperador Menelik II rechaçou uma tentativa de invasão italiana). No entanto, de 1935 a 1941, o país foi ocupado pelo exército fascista de Mussolini. Os soldados de Selassié expulsaram-no de seu território com a ajuda dos ingleses, em um episódio cheio de significados que valeu ao imperador a fama de "Conquistador do Fascismo", "Pacificador de Nações" e "Defensor da Moralidade Internacional". Mais tarde enfrentou uma tentativa de golpe mal sucedida que teve início quando ele estava em &lt;a href="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/jahbras.htm"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;visita oficial ao Brasil&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; .&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Desde o seu surgimento, na década de trinta, o movimento rastafari cresceu lentamente. Um dos marcos mais importantes dessa evolução foi a queda da Pinnacle, uma comunidade rasta fundada nos anos quarenta pelo pregador Leonard Howell. Em 1954 uma batida policial destruiu a comunidade e os seguidores de Howell dispersaram-se pela ilha. Muitos foram para os bairros de lata de Kingston, onde começaram a divulgar suas idéias. Foi sobretudo a partir da década de sessenta que o movimento ganhou maiores proporções. Um crescimento que, em grande parte, deve-se ao reggae. Através de seus artistas, que se tornaram também os grandes pregadores das idéias do rastafarianismo, a religião conquistou seu lugar na cultura da &lt;a name="anchor315221"&gt;&lt;/a&gt;Jamaica, onde, apesar do preconceito que ainda enfrentam, os rastas e seus &lt;a href="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/jahlive.htm#anchor289053"&gt;dreadlocks (6)&lt;/a&gt; se tornaram uma marca registrada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;h3&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Hoje&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/h3&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt; Quando Hailé Selassié morreu, o reggae já havia espalhado as sementes do rastafarianismo pelos quatros cantos do planeta. Não era mais possível deter sua mensagem, que, embalada pela música poderosa de Bob Marley, tinha ganhado força. Talvez porque as idéias, crenças e atitudes dos rastas conseguem exprimir uma série de sentimentos e desejos comuns `as comunidades negro-americanas e a todos os explorados pelo implacável sistema imposto pelo primeiro mundo. A narrativa bíblica da procura pela terra prometida dá aos negros das Américas uma forma alternativa de conhecimento de sua história. Uma interpretação própria de seu destino que aponta as verdadeiras causas das adversidades (o colonialismo, a escravidão etc) e um caminho para a redenção, o repatriamento para o continente africano. Este projeto não é apenas uma utopia política. Através dele os rastas manifestam de forma simbólica o sentimento de que a comunidade negro-americana não está integrada no ambiente em que vive. Manifestam também o desejo de construir uma sociedade justa (não necessariamente na Africa), onde o negro e sua herança cultural encontrem um lugar digno. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Nesse contexto, o lugar ocupado por Hailé Selassié é fundamental. A idéia de um rei negro para o povo negro encarna um desejo legítimo de autodeterminação. A história da sua dinastia funciona como lembrança de um passado de glórias que se oferece como alternativa `as adversidades do presente. A figura de Hailé Selassié estabelece uma ligação direta com esse passado. O mesmo acontece com a Etiópia. A resistência ao colonialismo europeu e sua milenar riqueza cultural fazem com que essa nação seja importante referência para a recuperação das raízes do homem negro. Enfim, através do mundo simbólico do rastafarianismo o homem negro (e não apenas ele, mas todos aqueles que de alguma forma identificam-se com a sua causa), pode ter uma imagem positiva de si mesmo. Uma imagem baseada na valorização de suas raízes, na consciência de sua história e na determinação de tornar-se agente de seu próprio destino. Essa talvez seja a grande força que mantém viva a chama Rastafari. Jah Live!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Notas:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;(1) Jah: Abreviação do nome bíblico "Jeovah", usada para designar Deus ou sua encarnação terrena, segundo os rastas, o Imperador Hailé Selassié I.&lt;a name="anchor249010"&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;(2) Babilônia: Lugar imaginário que representa o sistema social construído com a escravização dos negros. &lt;a name="anchor249312"&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;(3) Dread: Rebelde, terrível. Todo verdadeiro rasta é também um "dread". &lt;a name="anchor249665"&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;(4) Zion: A Terra Prometida. Lugar imaginário que representa a possibilidade de recusa ou fuga da Babilônia. &lt;a name="anchor287991"&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;(5) Ras: Título de nobreza etíope muito comum nos nomes adotados pelos rastas. &lt;a name="anchor289053"&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;(6) Dreadlocks: Longas tranças usadas pelos rastas. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113329359715884117?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113329359715884117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113329359715884117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113329359715884117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113329359715884117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2005/11/jah-live.html' title='Jah live'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113296012688260739</id><published>2005-11-25T20:57:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:11:10.826-03:00</updated><title type='text'>Pedra 2090</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:16;"  &gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;A onda do mar já chegou a levar-me para fora de mim. É como quando se pede socorro e se quer falar e perdoar o mundo inteiro. Quando em um tempo Daniela é proibida de cantar, apresentando-se como representante do Brasil, em uma festa de natal em Roma, no Vaticano e mesmo uma foto de mulher com o peito nu, no outro palácio, o da política, já aqui no Brasil, em Brasília, é censurada por uma outra mulher, busco encontrar a minha tão preciosa pedra, aqui mesmo debaixo do meu nariz. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Em um tempo onde se vê pela TV homens, mulheres, crianças e carros bombas a explodirem sem dó, prossigo querendo a minha pedra. Eu quero a minha pedra. Minha pedra pode, minha pedra cobre as minhas faltas. Minha sorte é saber e crer, com uma fé doída, que obterei a pedra. A pedra que ronca, que fala, que define o porvir. Pedra 2090. É isso...aí.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113296012688260739?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113296012688260739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113296012688260739' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113296012688260739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113296012688260739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2005/11/pedra-2090.html' title='Pedra 2090'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113287531281745289</id><published>2005-11-24T21:33:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:11:47.000-03:00</updated><title type='text'>Os Alquimistas já chegaram</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Produzir a teoria que vem de encontro ao anseio por uma real liberdade. Liberdade para pensar, sonhar, viver e morrer dignamente.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não posso mais ficar esperando que as coisas se resolvam por si. Tenho que me dar. E dou, tudo o que posso ter e que seja utilizável para o crescimento do nosso discernimento. Sinto que a vida é tão bela quanto um mar de agonia. Eu já cantei: eu não tenho mar aqui, mas tenho o piu do pardal, o verde da folha.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A teoria é o lugar, e onde quer que se viva, de imediato o chão, a cama, a casa, a comunidade, a cidade, o estado, o país&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a terra e o universo.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que os alquimistas já chegaram. Há muito tempo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113287531281745289?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113287531281745289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113287531281745289' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113287531281745289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113287531281745289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2005/11/os-alquimistas-j-chegaram.html' title='Os Alquimistas já chegaram'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113285637045438767</id><published>2005-11-24T16:16:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:12:26.086-03:00</updated><title type='text'>Perfil Orkut 2</title><content type='html'>relacionamento:&lt;br /&gt;casado(a)&lt;br /&gt;aniversário:&lt;br /&gt;Março 31&lt;br /&gt;idade:&lt;br /&gt;48&lt;br /&gt;interesses no orkut:&lt;br /&gt;amigos, parceiros de atividades, contatos profissionais&lt;br /&gt;filhos:&lt;br /&gt;sim – não moram comigo&lt;br /&gt;etnia:&lt;br /&gt;afro-brasileiro (negro)&lt;br /&gt;idiomas que falo:&lt;br /&gt;Português&lt;br /&gt;religião:&lt;br /&gt;Rastafari&lt;br /&gt;visão política:&lt;br /&gt;libertário&lt;br /&gt;orientação sexual:&lt;br /&gt;heterossexual&lt;br /&gt;estilo:&lt;br /&gt;contemporâneo&lt;br /&gt;fumo:&lt;br /&gt;não&lt;br /&gt;bebo:&lt;br /&gt;não&lt;br /&gt;moro:&lt;br /&gt;com parceiro(a)&lt;br /&gt;cidade natal:&lt;br /&gt;Campinas-SP-Brasil&lt;br /&gt;paixões:&lt;br /&gt;Meus pais, meus filhos e minha amada Mariana Estima do Nascimento&lt;br /&gt;esportes:&lt;br /&gt;Caminhada/Tênis/Futebol/Xadrez&lt;br /&gt;atividades:&lt;br /&gt;Música Popular&lt;br /&gt;livros:&lt;br /&gt;"Bíblia Sagrada""A Natureza do Espaço""Casa-Grande e Senzala""Raízes do Brasil""Formação do Brasil Contemporâneo""Autobiografia de um Yogue""Budapeste""A arte da guerra""A arte do sucesso" (380 pensamentos para inspirar e motivar. Acreditar que você pode atingir seus objetivos – aproveitando recursos, correndo riscos, sendo bem-sucedido – é uma atitude que deve ser renovada todos os dias. Muitas vezes, uma única idéia brilhante supera a confusão mental ou um trauma emocional, recolocando você na direção certa. Este livro traz uma seleção de citações e idéias para manter você no caminho da realização de seus sonhos!)"Como Fazer Amigos E Influenciar Pessoas"&lt;br /&gt;música:&lt;br /&gt;"O SOL" (Itamar Assumpção) Voz e Violão(Jorge Matheus) em:geocities.yahoo.com.br/jorgematheusk(COLE ESTE ENDEREÇO NO NAVEGADOR)"ELIZETE"(Raimundo Fagner)&lt;br /&gt;programas de tv:&lt;br /&gt;Ensaio, Roda Viva, SR Brasil, Metrópolis, Bem Brasil, Atitude.com.&lt;br /&gt;cinema:&lt;br /&gt;Faça a coisa certaDersu Uzala&lt;br /&gt;cozinhas:&lt;br /&gt;Macrobiótica&lt;br /&gt;e-mail:&lt;br /&gt;jorgematheusk@yahoo.com.br&lt;br /&gt;país:&lt;br /&gt;Brasil&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113285637045438767?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113285637045438767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113285637045438767' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113285637045438767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113285637045438767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2005/11/perfil-orkut-2.html' title='Perfil Orkut 2'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113285009867378848</id><published>2005-11-24T14:32:00.001-02:00</published><updated>2006-07-07T12:12:58.980-03:00</updated><title type='text'>Perfil Orkut 1</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É próprio da Natureza-Mãe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Doar toda espécie de beleza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Doe à quem doer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Soa a música que se quer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para encantar e agradecer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sou a música que se faz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para cantar e pra vencer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com certa maestria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Muita alegria e vida &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com certeza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(Jorge Matheus)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na infância e na adolescência Jorge Matheus sempre foi o que foi e o que veio a ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Os primeiros contatos com a poesia no velho Externato São João, programas infantis em rádios de Campinas e Americana, influências de Agnaldo Rayol, Ataulfo Alves, Chico Buarque. E sem esquecer os filmes do Mazzaropi, Caetano, Gil, Tropicália, a revista Bondinho, o Fino da Bossa, a Jovem Guarda, Renato e seus Blue Caps, Beatles, Martinho da Vila, Jorge Ben.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Aliás, Jorge Ben sempre, ontem, hoje, amanhã, sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Em 1975 o primeiro prêmio no Projeto Guarani, um festival de música realizado no Teatro Castro Mendes, em Campinas-SP.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Foi também a época do Teatro Barracão e o encontro com a turma do Mato Grosso, que viveu uma temporada na cidade. Tetê Spíndola, Alzira Spíndola, Carlos Rennó. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Filho de Nenê do Cavaquinho, compositor e instrumentista. Começou a tocar violão por causa de Jorge Ben. Do cavaquinho e o violão ao salto para o colo da Vanguarda Paulista. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Foi no Festival da Vila Madalena, São Paulo, 1980. Muita gente importante passou por ali. Paulo Miklos, Arnaldo Antunes, Nando Reis, Vange Leonel e outros. Ele faturou o primeiro lugar com a música “Tem Maria”. Disco ao vivo, shows no lendário Teatro Lira Paulistana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Em 1982, no auge da Vanguarda Paulista, Jorge Matheus participa da formação inicial da Banda Isca de Polícia fazendo os vocais com Suzana Salles, Vânia Bastos e Virgínia Rosa. Essa vocação vanguardista não aconteceu da noite para o dia. Em Campinas, meados dos 70, ele integrou o Grupo de Teatro Evolução junto com os compositores Lumumba e TC. O resultado foi a peça “Sinfonia Negra”, uma criação coletiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Em 1989 conquistou o terceiro lugar no V Festival Nossa Música, promovido pela Secretaria Estadual de Cultura. A premiação aconteceu no dia 21 de dezembro, no Sesc Pompéia, após três etapas anteriores em diferentes cidades do interior de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; A música “Minha Música” levou a terceira colocação e mostrou ao público um samba/bossa que fala do sentimento comparado ao prazer da canção. O músico foi acompanhado por Dogmar Souza na bateria; Castora na percussão e voz; Carla Arnoni no teclado; Marcelo Calderazo no baixo e o próprio compositor na guitarra e voz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(Laerte Ziggiatti)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Em 2003, 14 de julho, a Câmara Municipal de Campinas-SP concede ao músico Jorge Matheus a Medalha “Carlos Gomes”.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113285009867378848?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113285009867378848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113285009867378848' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113285009867378848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113285009867378848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2005/11/perfil-orkut-1_24.html' title='Perfil Orkut 1'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113281162415746453</id><published>2005-11-24T03:46:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:13:34.466-03:00</updated><title type='text'>Eu não tenho o mar aqui</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;eu não tenho o mar aqui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;eu não tenho o mar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;eu não tenho o mar aqui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;mas tenho o piu do pardal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;o verde da folha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;mas tenho o canto da Gal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;o brilho da bolha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;eu não tenho o mar aqui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;eu não tenho o mar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;eu não tenho o mar aqui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113281162415746453?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113281162415746453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113281162415746453' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113281162415746453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113281162415746453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2005/11/eu-no-tenho-o-mar-aqui.html' title='Eu não tenho o mar aqui'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113280919396886133</id><published>2005-11-24T03:02:00.001-02:00</published><updated>2006-07-07T12:14:51.796-03:00</updated><title type='text'>Estréia: minha primeira postagem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;Cheguei para ficar e vencer. O mêdo já não existe. Daqui pra frente vou postando até dizer: chega! Tenho uma missão importante e vou cumprí-la aqui neste espaço. Acabo de criá-lo e em boa hora.&lt;br /&gt;Considero o trabalho com a internet, um jogo de se jogar para valer. E sempre vale a pena, quando o que se deseja é o crescimento, tanto material quanto espiritual. Portanto mãos à Grande Obra e seja o Deus quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113280919396886133?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113280919396886133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113280919396886133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113280919396886133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113280919396886133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2005/11/estria-minha-primeira-postagem_23.html' title='Estréia: minha primeira postagem'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19264952.post-113280916193738649</id><published>2005-11-24T03:02:00.000-02:00</published><updated>2006-07-07T12:14:08.946-03:00</updated><title type='text'>Estréia: minha primeira postagem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;Cheguei para ficar e vencer. O mêdo já não existe. Daqui pra frente vou postando até dizer: chega! Tenho uma missão importante e vou cumprí-la aqui neste espaço. Acabo de criá-lo e em boa hora.&lt;br /&gt;Considero o trabalho com a internet, um jogo de se jogar para valer. E sempre vale a pena, quando o que se deseja é o crescimento, tanto material quanto espiritual. Portanto mãos à Grande Obra e seja o Deus quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19264952-113280916193738649?l=jorgematheus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgematheus.blogspot.com/feeds/113280916193738649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19264952&amp;postID=113280916193738649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113280916193738649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19264952/posts/default/113280916193738649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgematheus.blogspot.com/2005/11/estria-minha-primeira-postagem.html' title='Estréia: minha primeira postagem'/><author><name>Jorge Dersu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05831968075300345662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_doBGhi8eyUw/Sy_0wqqmFAI/AAAAAAAAACg/fT7eMfiEj-k/S220/jd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
